Luizinho – Central de classe pura

Luiz Carlos Ferreira nasceu a 22 de Outubro de 1958 em Nova Lima – Brasil. Chegou muito novo ao principal escalão do futebol brasileiro, alinhando no Vila Nova (onde fizera a formação), clube que não o conseguiu segurar por muito tempo, pois em 1978 rumou ao Atlético Mineiro onde permaneceu 12 anos e conquistou 10 títulos de Campeão Estadual.

Chegou ao Sporting no Verão de 1989 contratado por Sousa Cintra. Na altura já era um “trintão” experiente, mas mantinha intactas as qualidades que o fizeram internacional brasileiro e titular numa das mais fantásticas equipas de sempre – o Brasil de 1982.

Estreou-se oficialmente a 26 de Agosto (com Manuel José) num triunfo em Aveiro frente ao Beira-Mar por 1-0. Marcou o 1º golo a 24 de Fevereiro de 1990 numa vitória em Alvalade frente ao FC Penafiel por 2-1. Nessa 1ª temporada no Sporting “pegou de estaca”, fazendo dupla no centro da defesa com Venâncio. Alinhou em 30 jogos e marcou 3 golos.

Para a época seguinte chegou Marinho Peres ao comando técnico da equipa. Luizinho manteve-se intocável (ao lado de Venâncio) e contribuiu para a bela carreira dos leões na Europa, onde chegaram às meias-finais da Taça UEFA. Nesse percurso destacou-se por marcar (nos últimos minutos) um golo precioso em Bolonha (1-1) na 1ª mão dos quartos-de-final.

1991/92 foi a sua última temporada no Sporting. O seu estatuto não sofreu alteração apesar dos 33 anos, permanecendo “ele e mais 10” na equipa. Jogou pela última vez a 17 de Maio de 1992 na última jornada do Campeonato (empate 1-1 em Chaves).

Totalizou 3 épocas no Sporting, tendo realizado 98 jogos oficiais e marcado 4 golos. Na saída ficou a mágoa de não ter conquistado títulos, mas a consolação de, do primeiro ao último momento em que vestiu de verde e branco, ter demonstrado uma classe acima de qualquer suspeita – um central “fino”, com excelente técnica e posicionamento.

De regresso ao Brasil voltou a ser Campeão mineiro, agora ao serviço do Cruzeiro, onde alinhou mais 5 temporadas (conquistando ainda uma Copa do Brasil), para encerrar a carreira (voltando às origens) em 1997 no Vila Nova. Nessa equipa iniciou um percurso de treinador pelas camadas de base. Depois foi para os juvenis do Atlético Mineiro, mais tarde para os juniores, e em 2003 para adjunto da equipa principal. Pouco tempo depois foi surpreendentemente dispensado e decidiu retirar-se do futebol.

Em 2005 passou a ser Secretário de Esporte e Lazer de Nova Lima (numa passagem por Portugal, nessa altura, afirmou que tinha uma grande saudade nos adeptos do Sporting e que amava o clube). 4 anos depois tornou-se presidente da coletividade onde “nascera” para o futebol – o Vila Nova.

Foi 32 vezes internacional pelo Brasil (2 golos).

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