Figo – Um dos melhores “produtos” de sempre da “formação” leonina

Luís Filipe Madeira Caeiro Figo nasceu a 4 de Novembro de 1972 em Almada. Começou por jogar num clube chamado “Os Pastilhas”, mas logo aos 13 anos ingressou nas camadas jovens do Sporting destacando-se rapidamente no clube e nas seleções nacionais.

Realizou o 1º jogo oficial pela equipa principal do Sporting (sob o comando de Raúl Águas) a 1 de Abril de 1990 numa receção ao Marítimo para o Campeonato (1-0). Na altura ainda era júnior de 1º ano e só alinhou mais duas vezes nessa época. Em 1990/91 fez toda a temporada nos juniores não chegando a ser chamado por Marinho Peres. No Verão sagrou-se Campeão do Mundo de sub-20 e entrou em 1991/92 como uma das grandes esperanças leoninas. Realizou uma grande temporada firmando-se na equipa principal (a ponto de ter sido a par de Ivkovic, Leal e Cadete um dos mais utilizados na equipa – 38 presenças). Fez o 1º golo a 7 de Dezembro de 1991 num triunfo em Torres Vedras por 2-1.

Bobby Robson chegou para treinar a equipa no defeso de 1992, e Figo logo foi considerado pelo técnico britânico uma das suas “jóias da coroa”. Fez 39 jogos mas não conseguiu marcar golos nem conquistar qualquer troféu. No ano seguinte as coisas mudaram pois, para além de se manter indiscutível na equipa e se confirmar como um verdadeiro “fora-de-série”, começou a mostrar uma certa veia goleadora ao apontar 11 golos (em 42 jogos). Coletivamente é que as coisas voltaram a não correr bem apesar do título ter estado bem perto.

A sua última temporada de “leão ao peito” foi a de 1994/95. Sob o comando de Carlos Queiroz o Sporting voltou a estar perto do título mas falhou o objetivo. No seu último jogo conquistou finalmente um troféu – a Taça de Portugal, numa final ganha ao Marítimo por 2-0 a 10 de Junho de 1995. Marcara o golo derradeiro (bisou) a 9 de Maio num triunfo por 3-0 sobre o Vitória de Setúbal para as meias-finais da Taça. Após uma época em altíssimo nível individual, Sousa Cintra não o conseguiu segurar e acabou transferido para o FC Barcelona.

Assim, fez um total de 5 épocas, 158 jogos e 23 golos na equipa principal do Sporting. Ganhou uma Taça de Portugal. Alinhando normalmente na ala direita do meio campo, muito bem dotado fisicamente e com uma personalidade forte, deixou em Alvalade um rasto de futebol tecnicista e de grande classe que encantou os sportinguistas.

Nos “blaugrana” atingiu grande relevo ao lado de homens como Ronaldo (“fenómeno”) e Rivaldo conquistando uma Taça das Taças e 2 Campeonatos de Espanha, entre outros títulos. Em 2000 transferiu-se surpreendentemente para o Real Madrid para alinhar com grandes estrelas da estirpe de Roberto Carlos ou Zidane. Conquistou os prémios Bola de Ouro 2000 do “France Football” e Melhor jogador do Mundo – FIFA 2001. Após 4 anos de grande sucesso nos “merengues” (com uma Liga dos Campeões e 2 Campeonatos de Espanha – para além de outras conquistas) rumou ao Inter de Milão onde venceu 4 Campeonatos em 4 anos!

Ganhou 3 vezes o Prémio Stromp, em 1991 (“Especial mundial”), 1994 (“Futebolista”) e 2002 (“Sócio”). Foi 127 vezes internacional A por Portugal (um recorde) com 32 golos marcados. Esteve nos Europeus de 1996, 2000 e 2004 e nos Mundiais de 2002 e 2006.

Entre os adeptos do Sporting há uma mistura de sentimentos em relação à sua pessoa, pois se uns valorizam mais todos os anos que passou de verde e branco e, por exemplo, a forma efusiva como festejou o golo do Sporting na final da Taça UEFA de 2005, outros não lhe perdoam o facto de não ter acabado a carreira em Alvalade (fazendo um paralelo com o benfiquista Rui Costa), a sua comemoração no banco do Inter quando os italianos marcaram ao Sporting em Novembro de 2006 ou o facto de nunca se ter disponibilizado para ajudar a criar uma linha de rumo em alturas muito negativas para o clube.

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