Radisic – Especialista na preparação física

Srecko Radisic nasceu a 26 de Julho de 1931 na ex-Jugoslávia. Chegou ao Sporting no Verão de 1979 para preparador físico do futebol, numa equipa comandada por Rodrigues Dias. Quando Fernando Mendes assumiu o comando técnico a 25 de Novembro de 1979, Radisic passou de ser apenas o preparador físico da equipa para número 2 do novo treinador. Os leões chegaram ao título e uma quota-parte desse sucesso foi atribuída ao jugoslavo, pois a equipa sportinguista apresentou índices físicos fantásticos. Na temporada seguinte as coisas começaram a correr muito mal desde o início, e numa altura em que os sportinguistas andavam pelo 4º lugar do Campeonato, João Rocha apostou em Radisic para treinador principal no que restava da temporada. Valha a verdade que as melhorias não foram muitas, mas, ainda assim, os leões garantiram o 3º lugar final. No seu curto período como treinador principal do Sporting, entre 21 de Dezembro de 1980 e 31 de Maio de 1981, Radisic foi vítima duma equipa destroçada, mas que, curiosamente, era a detentora do título nacional e voltaria a conquistá-lo no ano que se seguiu. Do seu “reinado” avulta a estreia de Carlos Xavier, que, aliás, Radisic promoveu logo aquando do seu 1º jogo como técnico principal (e o estreante até marcou num 5-0 ao Amora). Após a contratação de Malcolm Allison para treinador, Radisic manteve-se nos quadros técnicos do clube contribuindo para os sucessos no Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça. Em 1983 foi para o Kuwait, onde exerceu a sua especialidade no Al-Quadsia, regressando a Portugal para treinador do Imortal de Albufeira em 1986. Em 1987/88 e 1988/89 voltou...

Mario Fazio – “Sprinter” vigoroso

Mario Fazio nasceu a 26 Julho 1919 em Catania – Itália. Apaixonado pelas bicicletas desde muito cedo, chegou à categoria de profissional em 1941, mantendo o estatuto até 1953. Foi um grande especialista em sprints. Em representação da equipa italiana Bottechia venceu, em 1949, uma etapa do “Giro” de Itália, entre Palermo e Catania – a sua terra natal (envergando a camisola rosa de líder por 3 dias e conseguindo no final a sua melhor classificação de sempre – 11º lugar). Em 1950 repetiu o feito, entre Bolzano e Milão. Triunfou também em 5 etapas da Volta a Portugal de Bicicleta. Numa carreira de 13 anos, ganhou o “Giro di Romagna” (1943), a “Coppa Caldirola” (1944), o “Circuit de la Vienne (1948), o “Tour du Calvados” (1948) e o “Tour de Lorraine” (1948). Chegou ao Sporting em 1949 e foi o melhor leão na Volta a Portugal desse ano ao obter o 6º posto. Ainda em Agosto triunfou na Volta dos Campeões (Figueira da Foz) e nas “24 horas de Lisboa” (fazendo dupla com Félix Bermudez). Em Setembro foi o melhor nas “Cinco Voltas a Mafra” e no Circuito da Malveira. No ano seguinte brilhou no 1º Festival de Ciclismo sob a égide das organizações Benfica-Sporting (é verdade, os 2 rivais uniram-se na organização de provas ciclísticas!), triunfou no Circuito da Figueira da Foz e repetiu o feito nas 24 Horas de Lisboa (de novo em dupla com Bermudez). Nas “Cinco Voltas a Mafra” os leões venceram coletivamente e Fazio foi o melhor de verde e branco (2º lugar). Na Volta a Portugal esteve perto da glória ao obter...

Carlos Lisboa – Um dos melhores basquetebolistas portugueses de sempre

Carlos Humberto Lehmann de Almeida Benholiel Lisboa Santos nasceu a 23 de Julho de 1958 na Cidade da Praia – Cabo Verde. Desde muito novo nutriu uma paixão imensa pelo Basquetebol. Dizem os seus familiares que dormia com uma bola debaixo da cama e mal acordava logo começava a driblar. Começou no Sporting de Lourenço Marques, em Moçambique, onde alinhou nas camadas jovens. Em finais de 1974 rumou a Portugal e ingressou nos juvenis do Benfica, onde jogou pouco, e por isso decidiu abandonar o clube. Cerca de 1 ano depois chegou ao Sporting por influência de Mário Albuquerque (na altura treinador dos juniores e o seu grande ídolo de infância) e muito novo começou a alinhar na equipa senior leonina. Pelo Sporting ganhou 3 Campeonatos Nacionais e duas Taças de Portugal, assumindo-se como a principal figura da modalidade do clube nos seus anos áureos – entre finais dos anos 70 e princípios dos 80s do século passado. Em 1981 ganhou o Prémio Stromp na categoria “Alta Competição”. No ano seguinte a direção presidida por João Rocha encerrou a secção de Basquetebol, e ingressou no Queluz. Jogou ainda com grande sucesso no Benfica (clube do qual se tornou um verdadeiro símbolo), encetando depois uma carreira de treinador (Benfica, Estoril, Aveiro Basket). Foi 103 vezes internacional (43 das quais pela principal “equipa das quinas”). É considerado unanimemente um dos melhores basquetebolistas portugueses de todos os tempos e com o passar dos anos tornou-se uma “bandeira” do Benfica, mas foi no Alvalade que deu os primeiros passos na “alta roda”, e pelo Sporting conseguiu diversas conquistas marcantes, tendo-se tornado, de verde e...

Jaime Pacheco – Um “patrão” trabalhador

Jaime Moreira Pacheco nasceu a 22 de Julho de 1958 em Paredes. Começou a jogar no Rebordosa, dando depois nas vistas no Aliados de Lordelo, onde despertou a cobiça do FC Porto. Nas Antas ficou 6 anos com alguns sucessos colectivos. Chegou ao Sporting (com o seu companheiro Sousa) no Verão de 1984 proveniente do FC Porto (por 30.000 contos), numa investida do presidente João Rocha sobre o clube de Pinto da Costa, que se “vingou” contratando Paulo Futre. Estreou-se oficialmente (com John Toshack) a 2 de Setembro, em Coimbra, num triunfo por 3-2 sobre a Académica para a 2ª jornada do Campeonato. Marcou pela 1ª vez a 19 de Setembro numa receção ao Auxerre (2-0) para a Taça UEFA. Nessa 1ª temporada não foi um titular indiscutivel (até porque esteve muito tempo lesionado), num meio campo fabuloso que tinha homens como Oceano, Litos, Lito, Oliveira, Kostov, Sousa e Romeu. Ainda assim alinhou em 19 jogos apontando 4 golos. Em 1985/86, com Manuel José, aí sim, foi o verdadeiro “patrão” da equipa. Jogou quase sempre (39 presenças – só Damas e Manuel Fernandes jogaram mais) mas não marcou qualquer golo. No final da temporada acabou por regressar ao Porto (o Sporting não teve capacidade financeira para lhe renovar o contrato). Jogou pela última vez de “leão ao peito”a 20 de Abril de 1986, num Sporting-Salgueiros (2-1) para a última jornada do Campeonato Nacional. Esteve um total de duas épocas no Sporting, alinhando em 58 jogos oficiais e marcando 4 golos. Foi um dos futebolistas de qualidade que passaram pelo clube no tão falado “jejum” de 17 anos. Com uma...

Seminário – O “Expresso de Lima”

Juan Roberto Seminário Rodríguez nasceu a 22 de Julho de 1936 em Puira – Peru. Jogador do Clube Municipal de Lima, chegou aos 18 anos à Seleção Nacional peruana, e logo lhe passaram a chamar o “Expresso de Lima”, sobretudo porque era capaz de através de picos estonteantes ir buscar bolas que colocava, em rodopio, por detrás dos defesas. Ficou famoso no Mundo inteiro por ter marcado os 2 golos dum muito badalado Brasil-Peru (2-2) e mais ainda pelos 3 tentos apontados na vitória da sua Seleção sobre a Inglaterra (4-1). Chegou ao Sporting proveniente do FC Barcelona (por 700 contos) na parte inicial da temporada 1959/60. A sua aquisição não foi fácil, pois além de pertencer ao Barcelona, também tinha contrato com o Saragoça, pelo que a Federação Espanhola não permitiu a sua inscrição. Os catalães tiveram então de o “emprestar”. Sporting e FC Porto perfilaram-se e foram os leões a levar a melhor. Veio ganhar 5 contos mensais e estreou-se oficialmente (com o treinador Fernando Vaz) a 25 de Outubro de 1959 numa derrota no terreno no Belenenses por 1-0 para a 6ª jornada do Campeonato Nacional. Marcou pela 1ª vez (numa partida em que apontou 3 golos) logo uma semana depois, num triunfo por 8-0 sobre o Vitória de Setúbal. Nesse 1ª temporada em Alvalade logo se afirmou na extrema-esquerda, fazendo um quinteto poderoso com Hugo, Faustino, Fernando e Diego. No entanto, os leões não conseguiram ganhar nada, ficando em 2º no Campeonato e sendo finalistas vencidos da Taça de Portugal… Na época seguinte voltou a dar nas vistas, mas mais uma vez os leões não...

Adília Silvério – Um verdadeiro fenómeno nos lançamentos

Adília Maria Alves Silvério Borges nasceu a 20 de Julho de 1949 em Mafra. Foi uma das melhores atletas que alguma vez passou pelo Sporting. Até surgir Teresa Machado, nunca os leões contaram com uma lançadora que tantos títulos vencesse e tanta glória desse ao clube. O seu percurso vencedor em Alvalade começou nos Regionais femininos realizados em Junho de 1967. Aí arrebatou as vitórias nos lançamentos do dardo, disco e peso, dando indicações de que se poderia vir a tornar um caso sério no panorama do Atletismo nacional. Cerca de 1 mês depois contribuiu decisivamente para que as leoas se sagrassem Campeãs Nacionais pela 9ª vez consecutiva, ao triunfar no disco (37m50cm) e no peso (10m48cm). A partir daí não parou de colecionar títulos. No que diz respeito a recordes, será de destacar o ibérico do lançamento do peso em Abril de 1972, com 14m69cm (no Torneio de Abertura), feito que repetiu um mês depois nos Regionais, agora com 14m93cm. Em Janeiro de 1975 fez 15m12cm no lançamento do peso em pista coberta (alcançando novo máximo ibérico) para 2 meses depois bater o recorde nacional do lançamento do disco com 44m38cm. 2 anos mais tarde repetiu a façanha, agora com 46m42cm. Esteve no Sporting até 1980/81, conseguindo um impressionante palmarés individual de 13 títulos nacionais no lançamento do disco, 14 no peso e 1 no dardo. No plano coletivo contribuiu para 13 títulos nacionais das leoas. Para além disso conquistou inúmeros títulos regionais a nível individual e coletivo. Em finais de 1981, convulsões na equipa verde e branca fizeram-na sair para o Benfica, mas a recordação da mítica...

Pedro Martins – Consistente e pendular

Pedro Rui Mota Vieira Martins nasceu a 17 de Julho de 1970 em Santa Maria da Feira. Começou por jogar no clube da sua terra (inclusivamente com uma passagem pela 1ª divisão, em 1989/90). De início era ponta de lança mas com o tempo foi recuando no terreno. Uma época de grande nível no Vitória de Guimarães despertou a cobiça leonina. Chegou ao Sporting (em simultâneo com Pedro Barbosa) no Verão de 1995. Estreou-se oficialmente (com Carlos Queiroz) a 6 de Agosto numa receção ao FC Porto para a Supertaça (0-0). Marcou pela 1ª vez a 26 de Novembro, num Sporting-Estrela da Amadora (6-2) a contar para o Campeonato Nacional. Nessa 1ª temporada no clube, e apesar das várias mudanças técnicas (Queiroz, Fernando Mendes e Octávio Machado), manteve-se em lugar de destaque (37 presenças), conquistando uma posição no miolo do terreno ao lado de Oceano. Na época seguinte a situação manteve-se (32 jogos). Tanto Robert Waseige como Octávio raramente abdicaram deste futebolista pendular que dava consistência ao meio-campo sportinguista. 1997/98 foi a sua última época de “leão ao peito”. Manteve-se na bitola habitual, jogando com regularidade (35 partidas) e nunca comprometendo. Ainda assim as suas prestações foram insuficientes para evitar a dispensa no final da temporada, numa altura em que o plantel leonino sofreu inúmeras mudanças com a chegada do técnico Mirko Jozic. Jogou pela última vez a 17 de Maio de 1998, em Braga, na última jornada do Campeonato (derrota por 2-0). Esteve um total de 3 épocas no Sporting alinhando em 104 jogos oficiais (2 golos marcados). Ganhou uma Supertaça. Deixou a imagem dum jogador muito regular,...

Alex Merlim – Um “mago” no Futsal

Alex Rodrigo da Silva Merlim nasceu a 15 de Julho de 1986 em Dourados (Brasil). Tem dulpla nacionalidade e já foi internacional italiano mais de uma centena de vezes. Ala, está no Sporting desde 2015/16 (proveniente do Luparense e com alcunha de “o mago”) e fez 165 golos até ao final da temporada 2022/23. De verde e branco sempre justificou a alcunha com que chegou. Joga com os dois pés, fazendo das constantes variações de ritmo, da qualidade de passe e do virtuosismo no 1×1 as suas principais armas. É uma verdadeiro “mágico” com a bola, um futsalista do que melhor existe a nível mundial. De verde e branco já ganhou (até Janeiro de 2024) 2 Ligas dos Campeões, 6 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 5 Taças de Liga e 5...

Derlei – O “Ninja”

Vanderlei Fernandes Silva (conhecido no “mundo do futebol” por Derlei) nasceu a 14 de Julho de 1975 em S. Bernardo do Campo – Brasil. Jogou em clubes como o América, Guarani e Madureira antes de chegar a Portugal, para a União de Leiria, em 1999. Brilhou a grande altura na equipa da “cidade do Lis” e esteve pertíssimo de assinar pelo Sporting no mercado de Janeiro de 2001/02. Infelizmente não houve acordo de verbas, e poucos meses depois José Mourinho levou-o para o Porto (já o tinha treinado em Leiria). Na “cidade invicta” provou toda a sua classe e ganhou tudo a nível nacional e europeu, sempre com altíssimo rendimento, passando depois 2 anos no Dinamo de Moscovo. No Verão de 2007 constituiu uma aposta (algo surpreendente) do Sporting após permanecer sem sucesso durante meia época no Benfica. A sua contratação gerou opiniões muito díspares entre os sportinguistas pois já contava 32 anos. Estreou-se oficialmente a 11 de Agosto (com o técnico Paulo Bento), em Leiria, numa vitória do Sporting frente ao Porto para a Supertaça (1-0). 6 dias depois, na 1ª jornada do Campeonato, marcou pela 1ª vez, num Sporting-Académica (4-1). A 16 de Abril de 2008 regressou à equipa após 8 meses lesionado, sendo pedra fulcral (pela forma como “empurrou” os companheiros após uma desvantagem de 2-0) num lendário Sporting-Benfica (5-3) para as meias-finais da Taça de Portugal. Acabou, obviamente, por jogar pouco nessa época, somando apenas 7 presenças e 2 golos. Na temporada seguinte, em boas condições físicas, formou uma bela dupla de ataque com Liedson. Sempre muito voluntarioso percorria toda a frente de ataque fazendo...

Vital – Elasticidade e reflexos

Jorge Maria Vital nasceu a 13 de Julho de 1961 em Tomar. Depois de se iniciar no Matrena, começou como senior no União de Tomar, passando mais tarde por Rio Maior, Lusitano de Évora e Portimonense – onde se destacou fortemente. Chegou ao Sporting no Verão de 1986, e a 31 de Agosto estreou-se oficialmente (com o técnico Manuel José – que já o orientara em Portimão) num Rio Ave-Sporting (2-2) para a 2ª jornada do Campeonato Nacional. Perante a fortíssima concorrência de Damas jogou pouco (apenas 8 presenças). Na temporada seguinte foi Keith Burkinshaw o técnico mais tempo em funções. O inglês apostou inicialmente no jovem Rui Correia e havia ainda Damas… Na prática acabou por existir grande rotatividade na baliza leonina, mas Vital alinhou somente 10 vezes. Ainda assim fez a 6 de Dezembro de 1987 aquela que foi talvez a mais brilhante exibição da sua vida numa vitória na Luz por 3-0 para a Supertaça. Nesse encontro Vital esteve esplendoroso, defendendo tudo o que tinha e “não tinha” defesa, tornando possível um triunfo magnífico para uma equipa verde e branca que não vivia uma boa fase. Na 2ª mão os leões triunfaram por 1-0 e conquistaram o troféu, do qual Vital terá sido o principal obreiro. Para 1988/89, após uma verdadeira revolução empreendida pelo novo presidente Jorge Gonçalves, Vital “sobreviveu” no plantel apesar da chegada do consagrado uruguaio Rodolfo Rodríguez e da manutenção de Damas. Mais uma vez a titularidade foi repartida, e Vital fez 17 jogos. Rodríguez não “vingou”, Damas terminou a carreira, e Vital permaneceu para 1989/90, agora com a concorrência de Ivkovic (um...
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.