2005 – O 1º título europeu para Naide Gomes no salto em comprimento

5 de Março de 2005. Naide Gomes participou no salto em comprimento do Campeonato Europeu de Atletismo em Pista Coberta realizado em Madrid e a aposta foi claramente ganha. A prova ficou marcada por um erro de um dos juízes, que mediu erradamente o salto da alemã Bianca Kappler, como a própria reconheceu, o que fez com que a portuguesa só fosse declarada Campeã da Europa no dia seguinte à prova. Naide Gomes bateu o recorde nacional com a marca de 6m70cm. A medalha de prata coube à grega Stilianí Pilátou (6m64cm) e a medalha de bronze à romena Adina Anton (6m59cm) e também à alemã Bianca Kappler (6m53cm) – a forma encontrada pela AEA (Associação Europeia de Atletismo) para solucionar o problema provocado pela má medição do tal salto. Aliás, Bianca Keppler abdicou da hipótese (dada pelo júri) de repetir o seu salto. Abreu Matos, treinador de Naide, afirmou que “foi feita justiça. A própria atleta alemã reconheceu desde o primeiro momento que não tinha feito aquele resultado – de 6m96cm. Esse salto dera azo a vários protestos, entre os quais dos portugueses, por má medição. A verdade é que Bianca não tinha ainda feito melhor que 6m53cm e acabou por arrancar um recorde pessoal a 6m96cm – que seria a melhor marca mundial do ano. Pareceu logo, pela marca deixada na areia, que o salto não seria tão longo, e a própria atleta alemã o indicou. A organização fez saber, já à noite, em comunicado, que o salto da alemã foi anulado, e que lhe daria a oportunidade no dia seguinte de realizar esse ensaio. No entanto, tal como já referimos, Bianca Keppler não...

2023 – Mamona de bronze nos Europeus de pista coberta

4 de Março de 2023. Patrícia Mamona conquistou a medalha de bronze na prova de triplo salto dos Campeonatos da Europa de Atletismo em pista coberta que tiveram lugar em Istambul, na Turquia. A atleta leonina entrou logo com 14m16cm, fazendo bem melhor do que a maioria das adversárias, mas a turca Tuğba Danışmaz, a competir em casa, conseguiu 14m31cm, recorde nacional, apresentando-se como grande ameaça à portuguesa. A italiana Dariya Derkach subiu ao 2º lugar com 14m20cm no 2º ensaio, enquanto Patrícia Mamona não foi além dos 13m98cm. Seguiram-se saltos menos positivos e o pódio não sofreu mais alterações: ouro para a atleta da Turquia, prata para a saltadora de Itália e bronze para a portuguesa Patrícia Mamona. Foi a 3ª medalha verde e branca nesta competição, depois do ouro de Auriol Dongmo (Portugal) e do bronze de Roman Kokoshko (Ucrânia), ambos no lançamento do...

2017 – Medalha de prata para Patrícia Mamona nos Europeus de pista coberta!

4 de Março de 2017 A nossa belíssima e fantástica Patrícia Mamona outra vez em grande destaque. No Europeus de Atletismo de pista coberta a decorrerem em Belgrado a nossa bela saltadora conseguiu a medalha de prata no triplo-salto. O ouro escapou por pouco – 5 centímetros bastaram para a alemã Kristin Gierisch alcançar o 1.º lugar no único salto válido em 7 tentativas. A atleta leonina não conseguiu superar os 14m37cm da adversária, ficando-se pelos 14m32cm. Depois de no dia anterior Patrícia Mamona e Susana Costa (Benfica) se terem qualificado para a final nas 7ª e 8ª posições, respetivamente, foi a leoa quem conseguiu mesmo chegar ao pódio, sendo que a atleta encarnada terminou a sua participação num muito meritório 7º lugar –...

2023 – Auriol Dongmo de ouro e Roman Kokoshko de bronze no Peso dos Europeus de pista coberta!

3 de Março de 2023. O 2º dia dos Campeonatos da Europa de Atletismo em pista coberta, na Ataköy Arena, em Istambul, na Turquia, trouxe grandes notícias para o Sporting com a conquista de 2 medalhas! No lançamento do peso, tanto no masculino como no feminino, Auriol Dongmo (ouro) e Roman Kokoshko (bronze) estiveram em grande destaque. Para repetir um título europeu que tinha alcançado em 2021, Auriol Dongmo assinou, em Istambul, uma prova absolutamente dominadora. Logo a abrir lançou de 19m63cm e nunca mais saiu da liderança da final. Se essa marca já significava a melhor feita este ano na Europa, a leoa ainda voltaria a superar-se, no 3º ensaio, com 19m76cm! tos. A concorrência a Dongmo chegou a ser de outra leoa,  Jéssica Inchude, que 4º ensaio fez 18m33cm, mas terminaria num, ainda assim, super-honroso 4º lugar. A 1ª medalha verde e branca nestes Campeonatos da Europa em pista coberta foi da responsabilidade do ucraniano Roman Kokoshko. O leão de 26 anos começaria da melhor maneira possível com um lançamento de 21m25cm que o atirou de imediato para a liderança da prova. A seguir, o italiano Zane Weir fez 21m89cm, e embora ainda tenha sido ultrapassado pelos 21m92cm do checo Tomáš Stanek, respondeu de imediato com um lançamento impressionante: 22m06cm, assinando a melhor marca europeia do ano e a 2ª melhor do mundo. Quando tudo parecia muito difícil e nada saía a Roman Kokoshko – acumulou três nulos seguidos -, o lançador do Sporting CP atingiu no seu último lançamento a marca dos 21m84cm, arrebatando o 3º lugar e a correspondente medalha de bronze e fixou um...

2019 – Nelson Évora, vice-campeão europeu no triplo-salto!

3 de Março de 2019. Nelson Évora trouxe uma medalha de prata de Glasgow, depois de atingir a sua melhor marca da temporada com 17m11cm nos Europeus de pista coberta. O azeri Nazim Babayev levou o ouro com 17m29cm. O bronze foi para o alemão Max Heb com 17m10cm No final o atleta do Sporting afirmou: “Não foi o melhor concurso para mim, tentei ser o mais competitivo possível, tentei sacar um bom salto, embora o melhor tenha sido um que fiz para marcar, nem tinha a certeza se era nulo ou não. Saio satisfeito na mesma, pois alcancei uma medalha, e seja qual for a cor é sempre uma honra representar da melhor forma as cores de Portugal”. Nas redes sociais, Évora afirmou: “Como sempre, esta medalha é de todos os portugueses, a quem aproveito para agradecer os milhares de mensagens de apoio incondicional, antes mesmo de saber o meu resultado e também aqueles que após o resultado me homenagearam. Obrigado por voarem comigo”. Com 34 anos, Nelson Évora conquistava assim a sua 11ª medalha em grandes competições internacionais. Conquistas – Campeão Mundial em 2007, vice-campeão em 2009, bronze em 2015 e 2017, 5.º em 2011. Campeão olímpico em 2008, 6.º em 2016. Campeão europeu de pista coberta em 2015, 2017, bronze em 2019. Campeão europeu em 2018, 4.º no Europeu de 2006, 6.º no Europeu de 2014. 3.º no Mundial de pista coberta de 2008 e...

2007 – Bicampeonato Europeu para Naide Gomes

3 de Março de 2007. Naide Gomes sagrou-se bicampeã europeia do salto em comprimento em pista coberta. A atleta leonina fez a marca de 6m89cm, a melhor mundial do ano e novo recorde nacional. A prova decorreu em Birmingham. Depois de ter começado o concurso com um salto a 6m73cm, que já lhe daria a vitória, Naide saltou sucessivamente a 6m72cm nulo, 6m69cm, 6m89cm e nulo, numa prova que teve a particularidade de todas as medalhadas terem conseguido as suas melhores marcas no 5º ensaio. A nossa campeã afirmou: “Todas as medalhas são especiais. Esta foi muito especial pela marca que alcancei, já que ficou muito próxima dos 7 metros, foi a melhor marca mundial do ano e recorde nacional. Estes momentos mostram que todos os sacrifícios valem a pena. Dedico este título ao meu treinador (Abreu  de Matos) e ao departamento médico da FPA, em particular ao fisioterapeuta. Sem a sua atuação o meu joelho não estaria em condições para conquistar esta medalha”. Moniz Pereira, sempre presente, referiu: “A Naide excedeu todas as expetativas. Estávamos convencidos que poderia bater o recorde nacional, mas não por tanta...

2014 – Campeãs Nacionais de Crosse longo, 40 anos depois!

2 de Março de 2014. A equipa de Crosse feminino do Sporting quebrou um jejum de 40 anos(!) ao sagrar-se campeã nacional de crosse (agora chamado longo) – 4º título da sua História – em Pombal, com más condições climatéricas e de terreno. Apesar do 1º lugar ter sido alcançado por Dulce Félix, o Sporting dominou no coletivo com Salomé Rocha a ser 2ª classificada, cedendo o 1º lugar por apenas 4 segundos. Catarina Ribeiro foi 3ª classificada (1ª em sub-23) e Ercília Machado foi 5ª. Assim, por equipas, o Sporting somou 23 pontos, contra 47 do Benfica – que foi 2º classificado. Manuel Damião sagrou-se Campeão Nacional na prova masculina. O atleta leonino alcançou o 1º lugar com uma diferença de 30 segundos em relação ao 2º classificado, e arrecadou o título pela 3ª vez consecutiva. O coletivo masculino, sem poder contar com Rui Silva e António Silva, foi 2º classificado, alcançando 36 pontos, contra os 20 que o Benfica somou e que lhe permitiu sair...

2002 – 2º título europeu para Rui Silva nos 1.500 metros em pista coberta

2 de Março de 2002. Rui Silva sagrou-se nesse dia Campeão Europeu dos 1.500 metros em pista coberta, em Viena, juntando mais uma medalha de ouro ao seu palmarés, no qual já contava o Europeu de pista coberta em 1998 e o título mundial conquistado em 2001 em Lisboa. Rui Silva, que detinha a melhor marca mundial do ano (3m35,86s), era um dos principais favoritos e só uma fatalidade lhe faria perder o título, que conquistou com 3m49,93s, apesar da boa réplica dada pelo espanhol Juan Higuero. O meio-fundista do Sporting já era na altura um dos grandes valores do atletismo português, ele que era então recordista nacional de todas as distâncias dos 800 aos 3.000 metros e fôra vice-campeão europeu dos 3.000 metros em 2000, antes de se sagrar campeão mundial em Lisboa, mas na distância mais curta. Rui Silva esteve indeciso em participar nos 1.500 ou 3.000, mas depois desse resultado – e da tripla conseguida por Espanha nos 3.000 – fez, juntamente com o seu técnico Bernardo Manuel, a melhor opção. A medalha de prata foi para Juan Higuero, que terminou com 3m50,08s, enquanto o bronze ficou para o britânico Michael East, com...

2013 – Campeãs Nacionais coletivas de Crosse curto e títulos individuais para leões

2 de Março de 2013. Realizou-se nessa tarde em Coimbra o Campeonato Nacional de Corta-Mato curto, no qual o Sporting esteve muito bem representado. As “leoas” venceram individualmente e coletivamente, com Carla Salomé Rocha como 1ª classificada, seguida de Catarina Ribeiro (2.ª), Clarisse Cruz (3.ª) e Sandra Teixeira (4.ª). Nos masculinos, o Sporting conquistou a melhor posição individualmente, com Rui Silva no 1º lugar.  Em termos coletivos os leões ficaram no 2º lugar atrás do Benfica (22 pontos contra 17 dos encarnados). O atleta leonino gastou 10m39s nos 4km do percurso, triunfando com 2 segundos de vantagem sobre Alberto Paulo, 4 sobre Tiago Costa e 6 sobre Ricardo Ribas, que cedeu na parte final. Estes três atletas do Benfica e ainda José Moreira, 8º classificado, garantiram o título coletivo. Rui Pinto, 10.º da geral, sagrou-se campeão sub-23. A corrida feminina não teve história tal foi a superioridade do Sporting, que colocou as suas 4 atletas pontuáveis nos 4 primeiros lugares. Carla Salomé Rocha acabaria por triunfar, com 12m01s, menos 1 segundo do que Catarina Ribeiro. Clarisse Cruz, com 12m12s completou o pódio, e Sandra Teixeira, com 12m16s fechou a equipa, que somou 10 pontos, contra 47 da UD Várzea, cuja melhor atleta foi a júnior Silvana Dias, em 5º...

1976 – Carlos Lopes vence o seu 1º Mundial de Crosse

28 de Fevereiro de 1976. Carlos Lopes, o franzino sportinguista, atingiu o “topo do mundo”. No Crosse das Nações em Chepstow (País de Gales) Carlos Lopes triunfou de forma espetacular, sagrando-se Campeão do Mundo e deixando para trás, um a um, os atletas mais famosos. Esta constituiu a mais bela proeza individual do Atletismo português até à data. Após 4.000 metros à cabeça do grupo das “feras”, Lopes acelerou e começou a provocar a erosão do mesmo até ficar sozinho no comando da corrida. Enquanto os seus mais credenciados adversários íam ficando para trás, incomodados e desgastados pela irregularidade do piso revolto do hipódromo, o nosso campeão parecia estar a correr numa pista de tartan tal era a leveza do seu estilo e a eficácia do seu andamento. Na meta Lopes deu mais de 16 segundos ao 2º classificado – o inglês Simons, que por sua vez também cortou isolado a linha de chegada. Lismont, Uhlemann, Mariano Haro, Gaston Roellants e outras estrelas mundiais foram batidas sem apelo nem agravo pelo português. À chegada à meta, atrasado 100 metros em relação ao nosso compatriota, Simons perguntou quem era o fulano que ganhara a corrida. Disseram-lhe que tinha sido o português Lopes. Desdenhosamente retorquiu: “Não o conheço”. O inglês devia ter problemas de memória porque Lopes já o vencera em San Sebastian, não muito tempo antes. Incapaz de cair em deslumbramentos, o campeão confessou que “os outros” o tinham deixado fugir convencidos de que ele não aguentaria o ritmo, “mas as forças redobram quando se vai à frente”. À chegada a Lisboa Fernando Mamede afirmou: “Quando me apercebi de que o Lopes ia...
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