1962 – Vitória histórica do Crosse em Madrid

5 de Fevereiro de 1962. No 10º Grande Prémio Internacional de Madrid em corta-mato verificou-se uma vitória histórica do Atletismo português e do Sporting, em compita com a Espanha e o Real Madrid (que se classificou em 2º lugar). A “nata” dos atletas espanhóis esteve presente, mas Manuel Oliveira não deu hipóteses a ninguém. Joaquim Ferreira no 3º lugar e Manuel Marques no 9º garantiram o triunfo coletivo dos leões. Mas não foi só em Espanha que os atletas do Crosse leonino brilharam. Por cá, tudo começou com o esmagador triunfo no Corta-Mato dos Dez, colocando 5 atletas nos 5 primeiros lugares! Foram eles Manuel Oliveira, Manuel Marques, Joaquim Ferreira, Armando Aldegalega e Manuel Faria. Nos Regionais, o Sporting venceu pela 5ª vez consecutiva, desta vez com Manuel Marques a liderar o coletivo, seguido de Armando Aldegalega em 2º e Joaquim Ferreira em 3º. Para fechar com “chave de ouro” a época de Crosse, os leões conquistaram o Campeonato Nacional. Manuel Oliveira (foto) sagrou-se pela 1ª vez campeão nacional desta especialidade, numa prova e que a equipa leonina dominou como...

1984 – Mais um título europeu, com Mamede e Lopes a superarem-se pelo coletivo

5 de Fevereiro de 1984. Pela 6ª vez em 7 participações (!), o Sporting sagrou-se Campeão Europeu de Crosse. Fernando Mamede (2º), Carlos Lopes (3º), Ezequiel Canário (6º) e Rafael Marques (12º) foram os protagonistas. Carlos Lopes teria vencido se, mais ou menos a meio do percurso, não tivesse abrandado para “reunir as tropas”. Joaquim Pinheiro foi 13º e Hélder de Jesus 41º. A prova disputou-se no Circuito Internacional das Açoteias, e o Sporting igualou o número de títulos obtidos pelos belgas do Liégeois. A equipa leonina venceu de forma esmagadora, sendo significativo o facto de ter colocado os seus 4 atletas que contavam para a classificação coletiva entre os 12 primeiros. Lopes foi a grande figura da equipa, aquele que mais trabalhou para o coletivo, apesar de no final não ter sido o melhor classificado. Mamede, apesar de fora de forma, conseguiu, dadas as circunstâncias, uma magnífica classificação. Apesar de tudo, no final, Carlos Lopes lamentava-se de as suas pernas não acompanharem a força da “caixa”, enquanto Ezequiel Canário confessava que tomara 13 injeções para poder alinhar devido a problemas num joelho… O italiano Alberto Cova venceu individualmente, enquanto nas contas finais coletivas o Sporting totalizou 23 pontos contra 37 do MAM de Espanha e 47 do Pró-Patria da Itália. Foto: Helder de Jesus, Joaquim Pinheiro, Rafael Marques, Ezequiel Canário, Fernando Mamede e Carlos...

1990 – Dionísio perdeu os complexos no 10º título europeu de Crosse

4 de Fevereiro de 1990. O palmarés impressionante do Sporting enriqueceu-se com mais um magnífico troféu. Foi o 10º título em 13 participações na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. Esta foi uma grande vitória leonina, mais uma. Desta vez, Dionísio Castro venceu o seu irmão gémeo Domingos, que se classificou no 2º lugar. Carlos Patrício foi 6º, Eduardo Henriques 10º, e Fernando Couto 11º. O Sporting totalizou 19 pontos contra 32 dos franceses do Marignanais. A prova realizou-se nas Açoteias, no Algarve, e a vitória foi bem mais simples do que aquilo que se esperava. Até aos 3.500 metros os franceses atacaram com tudo e chegaram a disfrutar de ligeira vantagem na classificação coletiva, mas com o arranque dos gémeos Castro rumo à vitória e a magnífica prova de Carlos Patrício, os leões conseguiram controlar a situação para não deixar fugir o triunfo. No final era grande a emoção de Sousa Cintra e de Moniz Pereira, que envolvia Dionísio Castro com um longo abraço, enquanto Fernando Mamede (que no dia anterior numa entrevista ao jornal Record denunciou uma falta de apoio gritante ao Atletismo do Sporting, o que não caiu bem na equipa em vésperas de uma competição tão importante) chorava no ombro de Eduardo Henriques. Muito satisfeito, apesar de estar cada vez mais habituado a estas vitórias, Moniz Pereira afirmou no final: “Tinha a certeza de que o Sporting era a melhor equipa em prova, mas tentei colocar água na fervura porque nem sempre ganha o melhor. Estou muito feliz. Os meus rapazes foram magníficos”. O grande vencedor, Dionísio Castro estava felicíssimo: “É uma vitória com um...

1979 – Equipa homogénea bisou na TCE de Crosse

4 de Fevereiro de 1979. O Sporting obteve a sua 2ª vitória consecutiva na Taça dos Campeões Europeus de Crosse (depois de 1977, agora 1979, pois a prova não se realizou em 78). Os protagonistas foram Fernando Mamede em 3º, Aniceto Simões em 7º, Carlos Lopes em 8º, Rafael Marques em 25º e Fernando Miguel em 28º. O Sporting conquistou a competição disputada em Arlon mostrando uma superioridade marcante atuando com serenidade e fazendo uso de uma ótima tática. O circuito apresentava péssimas condições, com gelo em muitos sítios e numerosas covas. Não nevou, mas fazia 7 graus negativos. Depois de cortada a meta, com as lágrimas correndo-lhe na cara, Fernando Mamede, o melhor sportinguista, afirmou dedicar “esta vitória a todos os que não acreditam em nós lá em Portugal, a todos os que nada fazem a nosso favor, a todos que não se interessam por nós. É a esses todos que estão contra nós que dedicamos esta vitória”. O Sporting acabou por totalizar 18 pontos, menos 3 que o Liège da Bélgica. Terminada a corrida, e já tranquilo, Moniz Pereira afirmou: “Esperava ganhar esta prova, mas tenho que admitir que apanhei um bom susto de início. Embora, bem vistas as coisas, possa considerar este triunfo como um triunfo da tática, dado que se primou em não ir em loucas correrias iniciais, obstando a um desgaste que apareceria, nesse caso, muito cedo. Não posso deixar de considerar muito boa a prova do Carlos Lopes que mostrou bem que dentro de 1 mês temos homem. Acabou por ser uma vitória justa, da melhor equipa, como se diz no futebol, mas...

1992 – Domingos Castro liderou a equipa ao 12º título europeu de Crosse

3 de Fevereiro de 1992. O Sporting obteve a sua 12ª vitória em 15 anos na Taça dos Campeões Europeus de Crosse, numa prova onde estiveram 22 equipas campeãs dos seus países na Europa. Domingos Castro e Carlos Monteiro colocaram-se no grupo da frente logo no início da corrida, enquanto Dionísio Castro e Eduardo Henriques “fechavam” a equipa, ainda nos primeiros. Volta a volta a superioridade leonina ia-se mantendo, uma vez com maior e outras com menor à vontade. Um pouco mais atrás, Alberto Maravilha e João Junqueira lutavam bravamente, tentando com as suas posições obstar a que as equipas adversárias “fechassem” os seus conjuntos o mais cedo possível. Até ao fim, muito homogénea, a equipa leonina conseguiu uma prestação magnífica, chegando ao final com 19 pontos contra 26 dos espanhóis da Reebok. Os vice-presidentes Abílio Fernandes e Correia Leal estiveram presentes em Alicante para acompanhar e apoiar a equipa. Toda a comitiva, sobretudo os atletas, registaram esta presença com natural agrado. Para o prof. Moniz Pereira: “Ficou provado mais uma vez como e porquê o Sporting tem dominado ao longo de 15 anos. Através dos tempos, com a renovação feita, temos conseguido substituir atletas como Fernando Mamede, Carlos Lopes, Ezequiel Canário e Joaquim Pinheiro, mantendo uma liderança”. O vencedor individual, Domingos Castro, referiu que: “Foi mais fácil do que esperava, mas primeiro pensei na equipa. Só quando vi que as coisas estavam seguras atrás de mim, através do Carlos Monteiro, do Eduardo Henriques e do Dionísio, é que me fui embora para a meta. Todos lutámos por este título, pelo que estamos satisfeitos e não esquecemos aqueles que,...

2019 – Campeãs europeias de Crosse pelo 2º ano consecutivo!

3 de Fevereiro de 2019. A equipa feminina do Sporting revalidou o título de campeão europeu de corta-mato, em Albufeira, com 25 pontos, pontos, numa prova vencida individualmente pela leoa Fancy Cherono, em 20m15s. Cherono foi a mais rápida nos 6.090 metros da prova, impondo-se a Jeptoo Kimely (Kasimpasa) 2ª classificada, a 3 segundos, e Trihas Gebre (Bilbao Atletismo Santutxo), 3ª a 28. A equipa leonina somou o segundo triunfo consecutivo na Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato, depois da vitória em 2018 em Mira, ao somar menos 22 pontos do que as espanholas do Bilbao Atletismo Santutxo e menos 30 do que as polacas do Podlasie Bialystok, segunda e terceiras classificadas, respetivamente. Além da vencedora, Fancy Cherono, a equipa do Sporting assegurou o título graças aos desempenhos de Sara Catarina Ribeiro, 5ª classificada a 38 segundos, Sara Moreira, 6ª a 42, e Jessica Augusto, 13.ª a 1m12s. Inês Monteiro ficou com 20º lugar e Carla Salomé Rocha em 28ª. A equipa masculina ficou na 3ª posição com 69 pontos, mais 26 que o Atletismo Bikila (campeões) e mais 17 que o Casone Noceto Club. Davis Kiplangat, que foi o mais rápido em 2018, terminou os quase 10km no 2º lugar, tendo Licínio Pimentel (15.º) sido o colega de equipa que mais se aproximou. Rui Teixeira foi 25º, Miguel Marques 27º, Alberto Paulo 29º e Rui Pedro Silva...

1985 – O “eterno” Lopes no 7º título Europeu de Crosse

3 de Fevereiro de 1985. O Sporting conquistou mais um título europeu, com grande brilhantismo. Carlos Lopes, Ezequiel Canário e Fernando Mamede foram os 3 primeiros na prova realizada nas Açoteias. Rafael Marques fechou a equipa em 11º. Dionísio Castro foi 23º e Hélder de Jesus 33º. Os leões totalizaram, assim, 17 pontos, menos 12 que os italianos do Pro Patria. O Sporting venceu pela 7ª vez a competição, 5ª consecutiva(!), feito invulgar no desporto nacional e internacional. A corrida fez vibrar o público como poucas vezes se vira em Portugal. Canário esteve brilhante, Lopes igual a si próprio e Mamede, se bem que fora de forma, a lutar desalmadamente pela equipa. Curiosas as declarações finais de Canário: “Houve uma altura em que o Alberto Cova me começou a chamar filho disto e filho daquilo e a dizer que eu não ía ganhar nada. O Carlos Lopes ouviu e disse para eu arrancar, o que fiz e os italianos ficaram todos partidos. A culpa foi deles porque me picaram”. No final Cova abraçou Canário e pediu-lhe desculpa pelo que tinha dito, afirmando que eram “coisas da competição”. Moniz Pereira era efusivamente abraçado e felicitado por todos. “Esteve sempre tudo debaixo de controlo. O Canário é muito atrevido. Era o atleta ideal para desgastar os italianos, o que fez brilhantemente”. Foto: Rafael Marques, Carlos Lopes, Mário Moniz Pereira (treinador), Dionísio Castro, Fernando Mamede, Hélder de Jesus e Ezequiel...

1986 – 8º título europeu no Crosse com manos Castro a revelarem-se

2 de Fevereiro de 1986. Mesmo sem Carlos Lopes, o Sporting arrecadou o seu 8º título europeu de Crosse. A ausência do veterano campeoníssimo parece ter até estimulado o espírito coletivo da equipa, que dominou totalmente a prova. Quando, logo no início, se viu que os gémeos Castro e Carlos Capítulo iam nos primeiros, começou a acreditar-se em mais um triunfo. Individualmente, os italianos Cova e Panetta combinaram muito bem, acabando por desgastar irremediavelmente Fernando Mamede (3º) e Ezequiel Canário (4º). No final os sportinguistas fizeram mais uma grande festa, até porque antes da prova o professor Moniz Pereira chegou a dizer que renovar o título era missão impossível. Esta competição realizada nas Açoteias, no Algarve, foi uma demonstração de categoria, raça e força dos leões. Um a um os atletas iam cortando a meta a caindo nos braços uns dos outros numa vitória que teve um sabor muito especial. Fernando Mamede estava felicíssimo no final: “Dedico esta vitória aos jovens atletas do Sporting que tão briosamente contribuiram para este êxito. O Sporting apresentou-se sem vedetas, mas muita atenção aos irmãos Castro, porque se continuarem a trabalhar como até aqui sob a orientação do prof. Moniz Pereira, se não se deslumbrarem, vão ser nomes muito grandes do Atletismo internacional. O salto qualitativo que deram do ano passado para este ano foi como da noite para o dia. Fomos 6 irmãos! Estou imensamente satisfeito. Os italianos eram francamente favoritos, não houve bluff da nossa parte ao referi-lo. Estou satisfeito com o meu 3º lugar. O que conta aqui é o coletivo, e fiz uma prova muito tática”. Moniz Pereira, muito abraçado por...

1981 – Campeões Europeus de Crosse pela 3ª vez

31 de Janeiro de 1981. O Sporting alcançou o seu 3º triunfo na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. A competição decorreu no hipódromo delle Bettole em Varese – Itália. Carlos Lopes não estava no seu melhor fisicamente, Aniceto Simões mostrava-se um tanto descrente, Rafael Marques estava a 50% e Bernardo Manuel apostado em fazer boa figura. Tudo dependia muito da prestação de Fernando Mamede e do espírito de sacrifício de Carlos Lopes. Na verdade, Fernando Mamede fez uma corrida do “outro mundo”, quase sempre sozinho, sendo de salientar também a última volta de Carlos Lopes, que foi buscar forças que já não tinha para recuperar do 6º para o 4º posto (isto pouco depois de ter gritado para Moniz Pereira que não aguentava mais e iria desistir), contribuindo em boa parte para que os leões não tivessem problemas com a classificação coletiva. E assim, fruto da extraordinária classe de Fernando Mamede e da coragem e companheirismo de todos os outros o Sporting arrecadou mais uma vitória de enorme prestígio para o seu palmarés. Fernando Mamede foi 1º, Carlos Lopes 4º, Aniceto Simões 15º, Rafael Marques 20º e Bernardo Manuel desistiu perto do fim. Para Moniz Pereira a vitória foi natural: “Anormal seria o contrário pois o Sporting possui a melhor equipa de Crosse da Europa. Mamede foi extraordinário, fantástico, correndo como se fosse de outro Atletismo, fazendo 7.000 metros isolado e ganhando com 100 metros de avanço. Carlos Lopes mostrou grande coragem e utilidade, Aniceto Simões teve grande espírito de sacrifício e o Rafael Marques pode ser este ano a grande surpresa do meio-fundo português. O Bernardo Manuel estava...

1983 – Festival leonino no 5º triunfo na TCE de Crosse

30 de Janeiro de 1983. Na Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato, em Lyon, o Sporting colocou os seus 4 atletas que contavam para a classificação coletiva nos 10 primeiros lugares. Fernando Mamede venceu brilhantemente, Carlos Lopes foi 2º, Ezequiel Canário 6º e Hélder de Jesus 10º. Artur Pinto (46º) e Rafael Marques (49º), também fizeram parte da equipa. O Sporting foi demolidor com uma exibição extraordinária dos seus atletas, mostrando possuir indubitavelmente a melhor equipa de clube do mundo em Corta-Mato. Alberto Cova, o chefe-de-fila dos italianos do Pro-Pátria (que ficaram a 39 pontos dos leões), não chegou a incomodar minimamente Lopes e Mamede. Para Moniz Pereira: “Tudo correu como se esperava, pois o Sporting possui a melhor equipa de todas que aqui vieram. A superioridade foi esmagadora, pois dominámos de todas as maneiras e feitios. Ao que parece, para alguns, isto ainda não será suficiente quanto aos progressos do nosso Atletismo, mas julgo oportuno recordar que, anos atrás não tínhamos campeonatos europeus nem recordes europeus. Parece-me que isto é alguma coisa…” Na opinião de Fernando Mamede, o grande vencedor: “Não se pode considerar que tenha sido uma vitória sem história, pois nem sempre estive confiante. Fiquei mesmo um tanto alarmado quando começou a cair aquela chuva gelada de que eu, como se sabe, não gosto muito… Fui particularmente feliz nos primeiros 2 esticões que dei, no 1º em que arrumámos o Cova no qual eu disse ao Lopes para vir comigo, e depois quando o Steve Jones começou a aproximar-se um tanto perigosamente e onde me pareceu a altura de arrumar de vez a questão. Tive sorte, repito, porque...
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