1949 – Os primeiros Tri-Campeões Nacionais do Futebol português

10 de Abril de 1949. Neste dia o Sporting “fechou” o Campeonato com um triunfo em Guimarães, frente ao Vitória, por 3-1. Os leões já eram campeões desde a jornada anterior (apesar da derrota no Porto por 2-1), mas havia que terminar a prova mostrando o esplendor duma equipa excecional, e assim aconteceu.

Cândido de Oliveira (coadjuvado por Fernando Vaz) era o técnico leonino, tendo feito alinhar neste jogo derradeiro: Azevedo; Octávio Barrosa e Juvenal; Canário, Manecas e João Mateus; Armando Ferreira, Vasques, Sérgio Soares, Serra Coelho e Martins.

Com o título já ganho o treinador sportinguista aproveitou para estrear os muito jovens Sérgio Soares (um debute tão memorável quanto efémero) e Serra Coelho. Sérgio Soares marcou os 3 golos leoninos, aos 27, 50 e 89 minutos. O “tento de honra” dos locais foi apontado a um quarto de hora do fim, de penalty, por Franklim.

Apesar deste jogo verdadeiramente glorioso para ele, Sérgio só jogaria mais uma vez pelo Sporting (na semana seguinte, para a Taça de Portugal, na que ficou famosa derrota em Santo Tirso…), enquanto Serra Coelho, depois de andar emprestado por outras paragens, teria novas oportunidades em 1952 e 1954.

O Sporting terminou o Campeonato (que venceu pela 9ª vez – 5ª no Campeonato Nacional de 1ª divisão) com 5 pontos de avanço do Benfica (naquele que foi o 1º tri-campeonato do Futebol nacional) e 100 golos marcados em 26 jogos! Peyroteo foi o melhor marcador da competição com 39 golos, naquela que foi a sua última temporada no clube e a consequente despedida dos famosos “cinco violinos”. Ao longo de toda a época Canário foi o futebolista mais utilizado, com 29 presenças em jogos oficiais (sendo totalista no Campeonato).

Na foto, um dos “onzes” mais utilizados pelo Sporting na temporada. De cima para baixo e da esquerda para a direita: Canário, Veríssimo, Azevedo, Octávio Barrosa, Juvenal e Manecas; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.

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