Leonel Miranda

Nasceu a 15 de Agosto de 1944 em Carregueira, Torres Vedras. Experimentou o Ciclismo mais a sério numa prova popular, em 1962, e logo ganhou a competição! Ingressou então no Lousa, clube pelo qual venceu várias competições de âmbito popular.

Depois chegou ao Sporting, onde esteve de 1964 a 1975. Em Setembro de 1965 fez parte da equipa Campeã Nacional de Perseguição. A 9 de Outubro de 1966 classificou-se no 8º lugar na Volta ao Estado de S. Paulo e poucas semanas depois sagrou-se Campeão Nacional de Rampa.

Em Julho de 1967 foi o melhor no Grande Prémio do FC Porto. Na Volta a Portugal ficou em 5º e foi “Rei da Montanha”, ajudando à vitória coletiva.

No ano seguinte (1968) voltou a triunfar no Grande Prémio do FC Porto. Dias mais tarde venceu o Grande Prémio da Associação de Ciclismo do Sul. Na Volta a Portugal ficou em 3º mas foi o “campeão do dinheiro” (venceu por Pontos), levando para casa 42.500$! Em Setembro triunfou no 8º Circuito do Cartaxo e em Novembro sagrou-se mais uma vez Campeão Nacional de Rampa – numa luta memorável com Joaquim Agostinho a quem derrotou por 1 segundo! Na Volta ao Estado de S. Paulo foi 7º e os leões triunfaram coletivamente.

A 30 de Março de 1969 (com Agostinho e Emiliano Dionísio), ajudou o Sporting a sagrar-se Campeão Nacional de Clubes em contra-relógio. Em Junho venceu o 1º Grande Prémio Famel Zundapp. Na Volta a Portugal voltou a vencer a Classificação por Pontos.

A 5 de Abril de 1970 o Sporting voltou a ser Campeão por Equipas com o seu contributo (mais João Roque e Emiliano Dionísio). Na Volta a Portugal ficou em 5º, ganhando a Classificação por Pontos e as Metas Volantes.

Em Novembro de 1971 foi Campeão Nacional de Pista (velocidade), em 1972 foi 4º na Volta a Portugal e triunfou no Circuito da Malveira. Na Volta a Portugal de 1973 ficou no 13º lugar, ajudando ao triunfo coletivo. Em Junho de 1974 venceu a clássica “Porto-Lisboa” derrotando ao sprint o benfiquista Fernando Mendes.

Participou num total de 10 Voltas a Portugal pelos leões nas quais triunfou em 28 etapas. Confessou mais tarde que guardava mágoa por nunca ter ganho a competição, mas, de facto, a sua principal caraterística era a de ser um ciclista de equipa, e muitos (sobretudo Joaquim Agostinho) brilharam com a sua ajuda.

Conquistou outras honras: Troféu Alfredo Baptista, Grande Prémio ACS Hora Americana Internacional, foi 17º na Volta à Suiça, 27º na Volta a Espanha, 14º na Volta a Palma de Maiorca. Esteve também em 5 Campeonatos do Mundo.

Ganhou o Prémio Stromp em 1967 (na categoria Atleta Profissional)

Foi selecionador nacional de Ciclismo em 1997 e 1998. Como treinador ganhou 3 Voltas a Portugal: 1980 (Francisco Miranda), 1987 (Manuel Cunha) e 1989 (Joaquim Gomes).

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