Marlon – Extremo rápido e habilidoso

Marlon Roniel Brandão nasceu a 1 de Setembro de 1963 em Marília – Brasil. Começou a dar nas vistas no clube da sua terra com apenas 16 anos. Em 1982 chegou ao Guarani onde, devido à sua baixa estatura (1m70cm) foi colocado a extremo-direito (até aí costumava alinhar como avançado-centro). Mais tarde passou pelo Esportivo e pelo Santa Cruz do Recife onde se tornou a grande estrela da equipa, ganhou o Campeonato Pernambucano e chegou à seleção brasileira de base (uma espécie de sub-21).

Veio para o Sporting após uma verdadeira “novela” (os responsáveis do Santa Cruz dificultaram imenso a sua saída) no início de 1987. Começou por supreender nos primeiros treinos em Alvalade, criando grandes expetativas nos adeptos quanto ao seu valor. A 11 de Janeiro estreou-se oficialmente num Sporting-Rio Ave (0-0) que curiosamente foi o último do treinador Manuel José no clube. Marinho Mateus e Keith Burkinshaw foram os técnicos que se seguiram nessa temporada, e o extremo-direito brasileiro nunca se conseguiu fixar na equipa realizando apenas 10 partidas e marcando 2 golos, o 1º dos quais a 26 de Abril numa receção ao Marítimo (6-1). Marcou também na final da Taça de Portugal, não conseguindo, no entanto, evitar a derrota por 2-1 perante o Benfica.

Para a temporada seguinte esperava-se muito do brasileiro após o natural período de adaptação, mas Marlon não chegou a confirmar totalmente as suas credenciais. Ainda assim fez 25 jogos (4 golos), mas sem nunca se assumir como titular. Nessa época conquistou o seu único título pelo clube – a Supertaça, com 2 triunfos frente ao Benfica. No final da temporada (na altura das “unhas” de Jorge Gonçalves) foi emprestado ao Estrela da Amadora, e na Reboleira realizou uma excelente campanha, a ponto de ser resgatado para o Sporting para o início de 1989/90. Aí voltou a encontrar Manuel José e realizou a sua época mais efetiva no clube (depois também com Vítor Damas e Raúl Águas) com 32 jogos e 3 golos, o último dos quais a 10 de Março de 1990 num triunfo em Alvalade frente ao Portimonense por 1-0. A 29 de Abril alinhou pela última vez de verde e branco num empate a zero na Madeira frente ao União.

Com a “revolução” promovida pelo presidente Sousa Cintra e pelo treinador Marinho Peres para a temporada 1990/91  acabou dispensado e abandonou o clube. Esteve um total de 3 épocas na equipa leonina, tendo realizado 67 jogos oficiais e marcado 9 golos. Ganhou uma Supertaça. Apesar de não ter tido um sucesso retumbante de verde e branco, mostrou-se um extremo habilidoso, rápido, com boa técnica e algum engodo pelas balizas adversárias.

Foi então para o Boavista onde, mais uma vez, reencontrou Manuel José. No Bessa realizou 4 excelentes temporadas, sendo decisivo nas conquistas duma Taça de Portugal e outra Supertaça. Em 1993/94 transferiu-se para o Valladolid e depois ainda jogou nos EUA onde terminou a carreira encetando a atividade de empresário de jogadores.

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