António Morais – Missão cumprida num contexto muito delicado

António da Rocha Morais nasceu a 30 de Dezembro de 1934 em Vila Nova de Gaia. Esteve em grande parte do seu percurso de futebolista no FC Porto, passando depois por Sp. Braga e Tirsense. Acabada a carreira passou a ser o adjunto de Pedroto. Em 1984 fez parte do grupo de treinadores que dirigiu a seleção nacional no Europeu de França. Após a morte do seu “mestre” passou a técnico principal com trabalhos bem sucedidos no Vitória de Guimarães e Rio Ave.

Em 1987/88, sob a presidência de Amado de Freitas, a equipa do Sporting estava verdadeiramente “em cacos” vegetando pelo 8º lugar da classificação do Campeonato Nacional quando António Morais foi chamado ao comando técnico para substituir Keith Burkinshaw.

Estreou-se no banco leonino no dia 7 de Fevereiro de 1988 com uma vitória em Vila do Conde por 2-1 e ficou como técnico verde e branco até ao final da temporada.

O Sporting acabou no 4º lugar na classificação no Campeonato garantindo o apuramento (que chegou a estar em risco) para as competições europeias.

O seu melhor momento enquanto técnico sportinguista terá sido a quebra de invencibilidade do FC Porto, em Alvalade, a 9 de Abril de 1988 (2-1). No plano negativo ficou a eliminação da Taça das Taças perante os italianos da Atalanta.

Orientou pela última vez a equipa na derradeira jornada do Campeonato Nacional, a 5 de Junho de 1988, na recepção ao FC Penafiel (7-0).

O defeso seguinte teve a ver com a eleição de Jorge Gonçalves para a presidência e um verdadeiro turbilhão de acontecimentos do qual António Morais acabou por ser mais uma vítima.

Apesar de não ter ganho títulos, deixou em Alvalade uma boa imagem de homem competente e conciliador.

Em Julho de 1989, poucas semanas depois de abandonar o Sporting e se comprometer com o Leixões, morreu num acidente de viação na A1…

ANTÓNIO MORAIS como treinador do SPORTING
ÉPOCA J V E D GM GS % TÍTULOS
87/88 21 10 7 4 37 21 64,3%

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