Diego Cavinato – Um pé esquerdo fabuloso!

Diego Simoni Cavinato nasceu a 6 de Maio de 1985 em São Lourenço do Oeste (Brasil), mas tem dupla nacionalidade e já foi várias vezes internacional italiano. Ala, esteve no Sporting desde 2015/16 (proveniente do Acqua e Sapone). Com um pé esquerdo “aterrador” para os adversários, fez 294 golos até ao final da temporada 2021/22. De verde e branco ganhou (até ao final de 2021/22) 2 Ligas dos Campeões, 5 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal, 4 Taças de Liga e 4 Supertaças! Quando renovou pelo Sporting no Verão de 2022 afirmou: “O Sporting CP já é a minha segunda pele. Sou muito agradecido a todas as pessoas do clube que me ajudaram, e estar aqui é um privilégio, uma honra e, acima de tudo, uma responsabilidade (…) A confiança que a equipa técnica, os adeptos e as pessoas que estão ao meu redor depositam em mim significa muito – é uma honra, mas também sabemos da responsabilidade que representa vestir esta camisola (…) era difícil imaginar melhor quando vim para cá, mas queremos sempre...

2018 – Bicampeãs de Futebol feminino!

6 de Maio de 2018. Estádio Alvalade. Na 21ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol feminino o Sporting recebeu o Valadares Gaia, uma equipa bem orientada (por Sérgio Barreto). Este jogo tinha o grande aliciante de poder garantir a conquista do bicampeonato para as nossas cores. As visitantes marcaram primeiro, logo aos 18 minutos, por Lúcia Alves que aproveitou bem uma falta de comunicação entre Patrícia Morais e Matilde Figueiras. No entanto, em pouco tempo, “empurradas” pelas mais de 7.000 pessoas nas bancadas, as leoas (de Nuno Cristóvão) deram a volta ao resultado. Ana Capeta entrou em campo e a equipa melhorou logo em termos ofensivos. Foi a número 7 que encontrou Diana Silva solta na grande área (aos 35 minutos) e o remate em arco permitiu o empate. 3 minutos depois, após um cruzamento bombeado para a zona de ação da guarda-redes contrária, Carole Costa marcou de cabeça. No minuto seguinte, depois de Ana Borges deixar tudo para trás junto à ala direita, Ana Capeta surgiu a encostar de primeira para o 3-1. Na 2ª parte a supremacia do Sporting CP voltou a não estar em causa. As leoas criaram perigo por várias vezes, mas Carole Costa foi a única a conseguir marcar (71 minutos), de novo de cabeça, após assistência da fantástica Ana Borges. No final o 4-1 espelhou bem o que se passou no Estádio Alvalade, e a uma jornada do fim pudemos festejar (após 19 vitórias e 2 empates – Braga em casa e Estoril fora, ambos por 0-0), sendo de saudar ainda o regresso de Solange Carvalhas aos relvados. A equipa: Patrícia Morais; Matilde Fidalgo,...

1925 – Futebol ganha o seu 5º título Regional

6 de Maio de 1925. A final do Campeonato de Lisboa em Futebol disputou-se no campo de Palhavã entre o Sporting (vencedor da 1ª divisão) e o Carcavelinhos (campeão do 2º escalão). O treinador leonino era Julius Lelovich. A equipa: Cipriano; Joaquim Ferreira e Jorge Vieira (cap); José Leandro, Filipe dos Santos e Henrique Portela; Torres Pereira, Jaime Gonçalves, Alfredo de Sousa, João Francisco e Emílio Ramos. Segundo a imprensa da época, este foi um jogo extraordinariamente animado, muito rápido. Perante um Carcavelinhos buliçoso que se lançou para a frente desde o 1º minuto, o Sporting começou a partida em contra-ataque, mas Torres Pereira, desinspirado, perdia muito do jogo que lhe era dado. Cipriano, muito atento, fez algumas defesas importantes, enquanto os seus colegas da defensiva se mostravam competentes (contrabalançando o mau trabalho defensivo da linha média). Jaime marcou 2 golos na 1ª parte, o 1º com um soberbo golpe de cabeça a um canto de Emílio Ramos, e o 2º num tiro colocadissimo ao canto direito, apesar de estar cercado por 4 adversários. Nesta 1ª parte o Sporting teve momentos absolutamente “mágicos”, com o trio defensivo imparável e os 2 interiores de ataque a constituirem um perigo constante. Na 2ª parte o Carcavelinhos não conseguiu dar tanta réplica pois jogou duma forma mais individualista à procura de um golo. Jaime voltou a marcar a magnífico centro de Emílio Ramos (fazendo o 3-0 final). O jogo foi parecido com o da 1ª parte, mas com um domínio sportinguista ainda mais acentuado. Cipriano, Jorge, Joaquim Ferreira, João Francisco e Jaime foram os melhores jogadores da equipa leonina. No plano oposto estiveram Torres...

1923 – Bicampeões de Lisboa em Futebol

6 de Maio de 1923. Neste dia jogou-se a final do Campeonato Regional de Lisboa entre o Sporting (vencedor da 1ª divisão) e o Casa Pia (triunfou no 2º escalão). Duas horas antes do jogo, na Praça dos Restauradores e parte da Avenida, havia um mar de gente a “assaltar” os elétricos. Numa verdadeira vertigem havia automóveis, motos, side-cars, carroças e trens. Um barulho e agitação medonhos! No vestiário dos leões, muitos sócios rodeavam os jogadores. Havia exortações, ditos de fé e esperança por parte dos que não jogariam. Notava-se alguma palidez no rosto dos futebolistas… Entretanto faltavam equipamentos aos casapianos, e Salazar Carreira, num bom gesto desportivo, ofereceu ao capitão dos gansos uma camisola preta – não obstante os 2 clubes estarem de relações cortadas. Ao jogo assistiram cerca de 9.000 pessoas. O Sporting foi superior, venceu brilhantemente, com justiça e merecidamente, mas o Casa Pia teve muita “alma”. Foi um bom jogo, ao contrário daquilo que costumava (e costuma) acontecer em finais, cheio de boas jogadas de um lado e do outro, com dois adversários galhardos, bons desportistas, dignos e nobres. Predominou a lealdade, houve dignidade na vitória e na derrota. Augusto Sabbo escalou a seguinte equipa:  Cipriano, Joaquim Ferreira e Jorge Vieira; José Leandro, Filipe dos Santos e Henrique Portela; Torres Pereira, Jaime Gonçalves, Francisco Stromp, João Francisco e Emílio Ramos. O terreno estava um pouco empapado com a chuva que caiu toda a manhã. O Casa Pia começou com energia. Criaram-se algumas oportunidades de parte a parte, mas a defesa do Sporting mostrava-se muito difícil de transpôr. O Casa Pia atacava mais pelas pontas e o...

1984 – Capitaneados por Brito, Campeões Nacionais de Andebol pela 15ª vez

6 de Maio de 1984. Na dupla jornada do fim de semana, ao empatar na Luz a 17 golos e ao vencer o FC Porto no Alvalade por 29-23, o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Andebol. Sem ter feito um grande torneio das duas primeiras fases da prova, o Sporting (comandado por Ângelo Pintado) exibiu as suas credenciais nesta fase final, tendo chegado ao jogo derradeiro com o FC Porto com o título à vista, necessitando para isso da vitória decisiva. A experiência e força anímica do capitão Manuel Brito foram decisivas para a prestação da equipa nesta fase decisiva da prova. Na partida frente ao FC Porto alinharam e marcaram: Carlos Silva (Pedro Miguel); Carlos Correia (1), Marques (8), Mário Santos (1), Miranda (4), Pires (4), Areias (3), Brito (1), Carlos José (2), Franco (5) e Luzia. Na partida da véspera frente ao Benfica (que tinha de ganhar), talvez o jogo mais marcante da temporada, o Sporting só esteve à frente aos 12-10, mas soube, com muita tranquilidade, nos momentos finais e sem posse de bola, arrancar um precioso empate que deixou em natural delírio os sportinguistas. O Benfica, para muitos as equipa com melhores jogadores em Portugal, não conseguiu, assim, ultrapassar o  Sporting, que fez da garra a sua maior arma. Na classificação final o Sporting somou 15 pontos contra 13 do Benfica, 12 do Belenenses e 8 de FC Porto. Os leões eram campeões nacionais pela 15ª...

Octávio Machado – Nunca o Sporting defendeu tão bem como com ele

Octávio Joaquim Coelho Machado nasceu a 6 de Maio de 1949 em Palmela. Começou por jogar no Palmelense, atingindo depois grande destaque no Vitória de Setúbal, FC Porto e Seleção Nacional. Começou como treinador no Salgueiros, em 1983, passando depois largos anos como adjunto em várias equipas técnicas do FC Porto (com enorme sucesso). Após um interregno foi contratado por Pedro Santana Lopes (com o objetivo de trazer para Alvalade o rigor com que Octávio estava conotado) no decorrer da temporada 1995/95 numa altura em que a direção técnica do futebol sportinguista vivia dias de grande confusão. Chegou como adjunto de Fernando Mendes (técnico interino), estreando-se como tal a 16 de Março de 1996 num Sporting-Salgueiros (2-2). Menos de 1 mês depois já era treinador principal. O seu 1º jogo foi na Amadora (1-1). Melhorou claramente a equipa, e nessa temporada ainda conseguiu eliminar o Porto da Taça de Portugal, ganhar com brilhantismo a Supertaça aos dragões (3-0, em Paris), e chegar à final da Taça (derrota com o Benfica por 3-1, numa partida marcada pelo assassinato dum adepto leonino). Nesse curto período lançou o guarda-redes Tiago. Estranhamente voltou a ser adjunto no ano seguinte (agora do belga Waseige), mas quando as coisas começaram a correr mal voltou a assumir o posto de treinador principal. Numa época (mais uma vez) muito atribulada (com destaque para os problemas entre Sá Pinto e o selecionador Artur Jorge que levaram à suspensão daquele que era, na altura, o futebolista mais importante da equipa), conseguiu o 2º lugar no Campeonato. Dessa época ficou ainda como destaque a estreia de Simão na principal equipa...

Emoção para lá dos limites em Alkmaar

5 de Maio de 2005. Todas as esperanças eram legítimas para a partida na Holanda frente ao AZ Alkmaar para a 2ª mão das meias-finais da Taça UEFA (201º jogo dos leões nas Competições Europeias), até porque o Sporting, na maioria das vezes, jogara melhor fora que em casa durante a competição. Em Alvalade, o Sporting (de José Peseiro) triunfara por 2-1, resultado muito curto para uma bela exibição coroada com golos de Douala e Pinilla. Num estádio pequeno e com mau piso, que estranhamente foi aprovado pela UEFA, e com uma arbitragem inacreditável do dinamarquês Claus Bo Larsen, o Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia, Beto, Anderson Polga e Rui Jorge (Niculae 110); Custódio; João Moutinho, Rochemback (Pedro Barbosa 86) e Douala (Rodrigo Tello 75); Sá Pinto e Liedson. O Sporting poderia e deveria ter conseguido o “passaporte” para a final com alguma facilidade. No entanto as coisas começaram a complicar-se quando Perez fez o 1-0 logo aos 5 minutos de jogo. O Sporting não demorou a responder, tomou conta do jogo, e Liedson fez o empate em “cima do intervalo”. Na 2ª parte o Sporting deu sempre a sensação de que se acelerasse um pouco resolveria as coisas a seu favor, mas um certo “deixar correr o marfim” saiu caro, pois Huysegems fez o 2-1 aos 78 minutos. Houve pois que recorrer a prolongamento (sob chuva forte), e aí Jaliens apontou o 3-1 aos 108 minutos. O sonho de chegar à final de Alvalade parecia desmoronar-se para os sportinguistas, mas a equipa não desistiu, e já nos descontos, na sequência dum canto marcado por Rodrigo Tello, Miguel...

11-1 ao FC Porto na “cidade invicta”!

5 de Maio de 1919. A equipa de futebol do Sporting fez uma memorável viagem ao Porto onde obteve duas vitórias que ficaram para a posteridade. O 1º jogo disputou-se frente ao Sporting de Espinho (reforçado por 3 jogadores de outros clubes). Os sportinguistas jogaram admiravelmente vencendo por 16-0. Algumas “desculpas” surgiram então nos meios locais, sugerindo que, aos espinhenses, faltavam alguns dos melhores elementos, e que no dia seguinte (5 de Maio) é que se iria ver o que valiam os lisboetas ao defrontar o melhor onze do FC Porto, considerada pelos nortenhos equipa capaz de fazer frente aos clubes da capital. Para esse confronto tão aguardado o leões apresentaram a seguinte equipa: Carlos Ferrando da Silva; Amadeu Cruz e Jorge Vieira; Joaquim Caetano, Artur José Pereira e Boaventura da Silva; Torres Pereira, Francisco Stromp, Jusa, Perdigão e Marcelino. A verdade é que os portistas até marcaram primeiro, e até ao intervalo assistiu-se a uma luta muito renhida, com um futebol interessantíssimo, rápido e decidido de parte a parte. O que não estaria no “programa” era a postura os leões no 2º tempo, altura em que decidiram positivamente “abrir o livro”, massacrando os seus opositores (sem que nada de anormal para isso contribuisse) e chegando ao final dos 90 minutos com uma vantagem de 11-1. No jornal “O Primeiro de Janeiro” do dia seguinte podia ler-se: “Não devemos trazer cá grupos de futebol sem primeiramente estarmos preparados para os receber, e hoje completamos essa afirmação declarando que os revezes que agora sofremos não são senão o resultado da decadência em que presentemente vive o nosso meio desportivo. Não é com...

2002 – Consagração em Alvalade no 22º título nacional de Futebol

5 de Maio de 2002. Dia de consagração para o Futebol do Sporting, em Alvalade. As comemorações tinham começado uma semana antes com um golo de Argel que deu a vitória ao Benfica sobre o Boavista por 2-1 (28 de Abril). O Sporting tinha empatado em Setúbal na noite anterior a duas bolas e sagrou-se Campeão Nacional pela 18ª vez. A festa foi tremenda por todo o país. Para o presidente Dias da Cunha: “É o alcançar dum objectivo. O Campeonato sabe muito bem, foi uma conquista justíssima. Todas as equipas dificultaram a nossa tarefa. O Boavista não nos deu um palmo de distância o que ainda dá um maior sabor ao nosso triunfo. Esta vitória é de todo o plantel, que bem a mereceu, tal como da equipa técnica, médica e da administração da SAD. É uma sensação única ver todos os sportinguistas a festejar esta vitória”. Na televisão, em direto, Mário Jardel surgiu claramente alcoolizado, em casa, a festejar o título. Os primeiros sinais de que algo poderia não ir completamente bem com o goleador… Para Laszlo Bölöni: “Esta foi uma grande vitória pela inteligência do grupo e pelo talento dos meus jogadores. Nesta última trajetória passámos momentos de expetativa que chegaram a ser enervantes, mas estava convencido de que o título seria nosso. Ter o Jardel na equipa foi muito importante e tenho consciência de que desde que ele veio o Sporting começou a jogar de outra forma. O Jardel tem mérito como toda a equipa também o tem. Quero felicitar o grupo de trabalho e todos aqueles que me apoiaram para a conquista deste título”....

Apurados para a final da Taça das Taças ao eliminar o Olympique Lyon

5 de Maio de 1964. Ninguém esperava facilidades perante os franceses do Olympique Lyon, mas, de fato, foi um “bico de obra” conseguir chegar à final da Taça das Taças. A 1ª partida disputou-se em terras gaulesas. Um jogo belíssimo no qual a bola quase nunca saiu do terreno de jogo. Partida intensa, muito disputada por duas ótimas equipas. No final 0-0 e tudo adiado para Alvalade, mas a sensação que ficou foi que o Sporting poderia ter ganho, não fossem as duas bolas ao poste de Géo… Para a 2ª mão os leões entraram como favoritos, mas um estranho enervamento coletivo obstou a que se resolvessem as coisas. Ainda assim valeu o golo salvador de Géo, que levou os verde e brancos a 3º jogo. O encontro decisivo disputou-se no Vicente Calderon, em Madrid, a 5 de Maio. Sob o comando do arquiteto Anselmo Fernández, o Sporting jogou com: Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista e Hilário; Mendes e José Carlos; Péridis, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Géo e Morais. Mais uma vez Osvaldo Silva foi decisivo (marcou o único golo do jogo, aos 65 minutos), e os sportinguistas conseguiram, com a vitória magra, o “passaporte” para a final de Bruxelas. Fato curioso ligado a esta meia-final final foi o entusiasmo dos responsáveis franceses perante Osvaldo Silva. Na verdade, o médio-atacante sportinguista começava a deixar a sua marca por todos os sítios onde jogava, e os lioneses acenaram-lhe com 5.000 contos pela vinculação ao seu clube. O Sporting respondeu que Osvaldo era inegociável. O brasileiro não se importou, mas quando chegou a Lisboa inteirou-se de saber para que daria tanto dinheiro. Pois era...
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