1993 – Triunfo na Taça de Portugal de Voleibol e inédita “dobradinha” para os leões

20 de Junho de 1993. Neste dia o Sporting venceu (pela 2ª vez) a Taça de Portugal de Voleibol ao bater o Nacional da Madeira por 3-0, conquistando assim a 1ª e única “dobradinha” da sua História. A equipa: Dankinov, Magrão, Teodor Genev, Marcelo Cavalcanti, Tzevetan Florov (cap), Filipe Vitó (não jogou, por lesão), Miguel Soares, Maurício Cavalcanti, Wagner Silva, Miguel Maia, Américo Silva, Nilson Leão e Luís Cláudio. A partida disputou-se em Tondela, e o Sporting triunfou com alguma facilidade com 15-3, 15-4 e 15-6. Os leões, apesar de claramente favoritos, não facilitaram. No final houve invasão pacífica do terreno com as camisolas leoninas a serem arduamente disputadas. Já de tronco nu os jogadores foram passeados em triunfo e depois deram a volta de honra agradecendo o apoio do entusiástico público e empunhando eles próprios bandeiras do...

6-0 ao Belenenses para a Taça de Portugal – uma reviravolta fantástica!

20 de Junho de 1954. No Estádio Nacional, Belenenses (como equipa da casa) e Sporting discutiram a passagem à final da Taça de Portugal.  Na 1ª mão, realizada no Alvalade, o Belenenses surpreendera aproveitando as 4 oportunidades de golo que teve para marcar. Ao contrário, num role de variadíssimas chances, o Sporting só marcou duas, saindo assim surpreendentemente derrotado por 4-2. Provavelmente não estaria nas cogitações de ninguém o que se passou no jogo da 2ª mão. Sob o comando de Jozef Szabo (com Tavares da Silva como secretário técnico), a equipa verde e branca: Carlos Gomes; Caldeira e Galaz; Janos Hrotko, António Lourenço e Juca; Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Fernando Mendonça. Os leões patentearam uma superioridade esmagadora. Aos 8 minutos já tinham recuperado o atraso da 1ª mão (com golos de Travassos e Martins) e daí até ao fim foi um “ver se te avias” com golos para todos os gostos, fixando-se o resultado em 6-0 (marcaram Fernando Mendonça aos 24 e 53 minutos, Travassos aos 44 e Vasques aos 46) num jogo em que os azuis enveredaram por uma estranha e pouco usual violência, Segundo o jornal “Mundo Desportivo”: “Travassos (foto de arquivo), Juca e Fernando Mendonça foram os melhores homens duma grande equipa, na qual cada jogador arrecadou 2.515$ pela vitória”. Após esta surpreendente eliminatória frente ao Belenenses, o guardião Carlos Gomes referiu: “Foram 2 jogos daqueles que ficarão por muito tempo na memória de quem os viu e jogou. O muito pouco do quinhão que me coube ofereço-o a todos aqueles que 3 dias antes tão bem me souberam acarinhar (na derrota por 2-4)....

1946 – 1º Campeonato Nacional para o Ténis de Mesa

20 de Junho de 1946. Nesse ano o Sporting foi pela 1ª vez Campeão Nacional de Ténis de Mesa (no 2º evento da prova) e venceu ainda as taças Lança Moreira e Raúl de Oliveira (não conseguindo vencer o Regional, como tinha conseguido em épocas anteriores). O capitão da equipa era Gustavo Amarante, enquanto os jogadores sportinguistas mais utilizados foram José Nuno Palha, António Horta Osório, Mário Fernandes dos Santos, Carlos Ramos Feio, José Sérgio Parreira, Octávio dos Santos Fragoso, José Oliveira Fragateiro, Afonso Gago da Silva, Felisberto Madureira e José Antunes. O 1º e decisivo jogo desse Campeonato Nacional disputou-se a 20 de Junho entre Sporting e Benfica (o atual campeão e principal favorito à conquista do título). O encontro foi magnífico de propaganda para a modalidade, constituindo um excelente espetáculo. Disputou-se no ginásio dos encarnados. O Benfica chegou a 4-1 e julgou-se que tudo já estaria decidido. O Sporting conseguiu recuperar e chegou-se ao encontro decisivo, com o resultado em 4-4 e um confronto entre Oliveira Ramos (o melhor jogador de todos os tempos entre os benfiquistas) e Carlos Feio (a grande figura dos leões). Feio, impetuoso como sempre e com a moral em alta, dominou com inesperada facilidade um adversário que, algo afetado fisicamente, não terá conseguido dar o melhor de si. Os parciais foram de 21-13 e 21-16. O Sporting obteve assim um triunfo brilhante que, apesar de obtido na 1ª jornada foi decisivo para a conquista do título. Afonso Gago, Carlos Feio (3) e Mário Santos obtiveram as vitórias leoninas. Na 2ª partida, nas Caldas da Rainha, o Sporting bateu o Caldas por 5-0, com...

Paulo Bento – Uma personalidade muito vincada

Paulo Jorge Gomes Bento nasceu a 20 de Junho de 1969 em Lisboa. Começou por jogar futebol no Palmense, mas foi já como senior, ao serviço do Futebol Benfica, que foi “descoberto” por João Alves e contratado pelo Estrela da Amadora. No clube da Reboleira cometeu a proeza de ganhar uma Taça de Portugal e rapidamente chegou ao Vitória de Guimarães onde se tornou internacional. Depois esteve 2 anos no Benfica (onde também ganhou uma Taça), emigrando mais tarde para o Oviedo onde permaneceu 4 anos e se tornou uma figura muito respeitada por “nuestros hermanos”. Chegou ao Sporting no Verão de 2000, já com 31 anos, e estreou-se oficialmente a 13 de Agosto de 2000 (com Augusto Inácio) num empate nas Antas (1-1) para a Supertaça. Nessa 1ª temporada ganhou rapidamente um lugar na equipa constituindo um verdadeiro “pulmão” no meio campo e atuando em 37 jogos – ganhou a Supertaça. Na temporada seguinte (com Laszlo Bölöni) formou com Rui Bento a dupla que permitia o equilíbrio à equipa que se tornaria campeã e venceria a Taça de Portugal, deixando espaço aos principais talentos (como João Pinto, Pedro Barbosa, Quaresma ou Jardel) para jogarem sem grandes preocupações defensivas. Em 2002/03 voltou a ganhar a Supertaça,numa equipa para a qual as coisas correram mal coletivamente, mas na qual o centrocampista voltou a jogar com grande regularidade. A época que se seguiu foi a sua última como futebolista profissional. Apesar de ter feito apenas 14 jogos mostrou todas as suas qualidades, mas já estava com 34 anos… A conferência de imprensa da sua despedida como profissional foi carregada de emoções....

2016 – Campeões nacionais de Futsal pela 13ª vez com vitória decisiva na Luz!

19 de Junho de 2016. Durante a temporada o Sporting CP já tinha conquistado a Taça da Liga e a Taça de Portugal. Agora, na final do Campeonato Nacional, a equipa leonina confirmou a sua superioridade e bateu o Benfica pela 3ª vez, sagrando-se campeã nacional pela 13.ª vez. Ao contrário do que se poderia esperar (por se tratar dum jogo decisivo) o encontro começou com as duas equipas sem medo de arriscar. Os primeiros avisos surgiram por Bruno Coelho, para o Benfica, e por Merlim, para o Sporting, e os golos vieram logo de seguida. Primeiro os leões, com Fortino a receber de costas e a deixar para Caio Japa para um remate indefensável. Depois o Benfica, que não demoraria a reagir e fez o empate após um ressalto deixar Alan Brandi isolado. O jogo prosseguiu bastante equilibrado, com as duas equipas a demonstrarem vontade de marcar mas com os guarda-redes a provarem uma vez mais a sua enorme valia. Marcão evitou a reviravolta com uma boa mancha a Fábio Cecílio e, na sequência dum livre estudado por Nuno Dias na sua pausa técnica, Juanjo negou o golo verde-e-branco a remate de Cary. Uns minutos depois, de novo o guardião espanhol do Benfica a evitar o 2º leonino, desta feita a remate de Djô – mas depois duma super-jogada de Merlim, o italo-brasileiro serviu João Matos que só teve de encostar para o 2-1. Até final da 1ª parte mais uma incrível defesa de Juanjo a evitar um golaço de Merlim, e depois, com a equipa de Nuno Dias a fazer a 6ª falta, o Benfica tornou-se mais perigoso...

3-0 ao Benfica para a Taça de Portugal

19 de Junho de 1960. Neste dia o Sporting recebeu o Benfica em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. Os benfiquistas eram campeões (derrotaram o Sporting por 4-3 no jogo decisivo, num jogo que ficou célebre por uma exibição infeliz do guardião leonino Octávio de Sá), pelo que para o Sporting era uma questão de honra eliminar o grande rival. Orientados por Alfredo González, os leões alinharam com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Faustino, Vadinho, Diego e Seminário. Numa eliminatória a duas mãos, os sportinguistas entraram dispostos a conseguir uma boa vantagem. Se assim o pensaram, melhor o executaram. Apesar de tudo não houve golos no 1º tempo, mas Hugo abriu as hostilidades aos 55 minutos. 8 minutos mais tarde o benfiquista Cruz foi expulso, e em superioridade numérica mais se acentuou o domínio verde e branco. Aos 73 Diego aumentou para 2-0 e Seminário (na foto) fechou a contagem a 8 minutos do final. O resultado de 3-0 permitiu ao Sporting uma viagem mais ou menos tranquila à Luz, onde se verificou um empate sem golos, permitindo aos leões a presença na grande festa do Jamor, frente ao...

1971 – O 1º Tri-Campeonato para o Andebol do Sporting

19 de Junho de 1971. Neste dia o Sporting conquistou o seu 8º título nacional de Andebol, o 1º Tri-Campeonato da sua História, após uma finalíssima com o FC Porto na qual triunfou por 16-9.  O jogo, empolgante, foi disputado no pavilhão gimnodesportivo de Viseu perante mais de 1.500 pessoas. O Sporting tinha a fama de decidir as partidas por rasgos individuais das suas melhores vedetas, mas desta vez a equipa funcionou como um verdadeiro bloco que regalou os olhos de qualquer amante da modalidade. A emoção fora e dentro do recinto foi extraordinária. Os nortenhos ainda conseguiram equilibrar no 1º quarto-de-hora, mas a partir daí os campeões abalaram para uma exibição irresistível, chegando ao intervalo a vencer por 10-6. Na 2ª parte o marcador só voltou a funcionar quase ao quarto-de-hora (!) tal era a disputa no rinque, mas com grande determinação os sportinguistas acabaram por ampliar, pouco a pouco, o seu triunfo. O guarda-redes Bessone terá sido o homem do jogo desta final, dando uma confiança impressionante aos seus companheiros. Matos Moura, o técnico leonino, afirmou no final: “Fomos dignos vencedores, mas tivemos um adversário que valorizou muito a nossa vitória. O nervosismo de alguns jogadores prejudicou um pouco o trabalho dos árbitros (José Cortez e António Albuquerque, de Coimbra), mas tudo acabou em bem. A equipa campeã: Bessone; Mesquita, Carlos Correia, Mendes (1), Manuel Marques (6), Luís António (6), Brito (3), Armando, Sacadura, Adão e Alfredo. Na foto, os campeões – de cima para baixo e da esquerda para a direita: Bessone Basto, Luis António, Manuel Marques, Adriano Mesquita, Carlos Correia, Luis Sacadura, José Luis e Carlos Silva; Ramiro...

Hilário

Hilário Rosário da Conceição nasceu a 19 de Junho de 1939 nos arredores de Lourenço Marques – Moçambique. A data do seu nascimento ainda hoje gera confusão (na maior parte das “fontes” surge o mês de Março). Esses desentendidos acontecem porque na altura em que nasceu era obrigatório os pais batizarem os filhos logo à nascença. Como os pais do pequeno Hilário só o fizeram mais tarde, acabaram por ter de “mentir” e registaram o menino como tendo nascido a 19 de Março… Aos 7 anos já jogava à bola, e rapidamente se tornou um ídolo entre os miúdos da sua idade. Nos primeiros jogos mais a sério foi utilizado como extremo-direito devido à sua enorme corrida, mas não apreciava particularmente esse posto. Aos 13 anos decidiu formar com os amigos um clube de futebol – o FC Arsenal, em homenagem à grande equipa inglesa. Aí continuou a dar nas vistas, pelo que foi com naturalidade que em 1953 um diretor do Atlético de Lourenço Marques o convidou para ingressar no clube, algo que Hilário aceitou imediatamente. Rapidamente confirmou o seu talento como jogador. Dominava bem a bola, jogava bem com ambos os pés e ainda melhor de cabeça, tinha velocidade, fintava e chutava. Era enérgico, valente e decidido. O seu maior problema foi a adaptação às chuteiras (até aí jogara sempre descalço). Em 1955, com 16 anos, fez a estreia oficial como médio-centro e deslumbrou, como já era esperado. Pouco depois foi-lhe oferecido um emprego na companhia das águas por um diretor do Sporting de Lourenço Marques, e aí transferiu-se para a filial leonina onde depressa se destacou....

2017 – Taça de Portugal de Ténis de Mesa, frente ao S. Cosme

18 de Junho de 2017. A época desportiva do Ténis de Mesa do Sporting CP terminou da melhor forma. Após duas vitórias por 3-0 (Sebastianense e Vizela) nos oitavos e quartos-de-final da Taça de Portugal, os leões prosseguiram o domínio e superaram os adversários nas meias e na final, revalidando o título conquistado em 2016. Na meia-final, naquele que poderia ser considerado o jogo mais complicado, os verdes e brancos derrotaram o Toledos (Açores) por 3-0, afastando o principal opositor (que havia eliminado o Ponta do Pargo no dia anterior) da discussão. Na decisão decorrida na Póvoa do Varzim, o Sporting CP voltou a dominar e garantiu novo triunfo por 3-0, agora sobre o São Cosme, da 2.ª divisão de Honra (Porto), carimbando o triunfo final com o feito de não conceder qualquer set aos adversários. Diogo Chen começou por ganhar a Pedro Fragoso, com parciais de 11-4, 11-4 e 11-3. Bode Abiodun superou Fernando Branco com duplo 11-2 e 11-3. No jogo de pares Diogo Chen e Aruna Quadri derrotaram Pedro Fragoso e Tiago Fontes por 11-6, 11-5 e 11-8. Depois de conquistar o Campeonato Nacional e a Supertaça, o Sporting CP repetiu o triplete logrado em 2016, reforçando o peso de maior potência nacional na modalidade. Miguel Almeida, responsável pela secção, elogiou o grupo de trabalho e deu conta da satisfação pelo cumprir dos objectivos delineados: “Era uma resultado que queríamos. O objetivo é ganhar sempre. O prémio é esse. Sabíamos que éramos favoritos e assumimos a vontade de ganhar tudo. Para a próxima época [a iniciar com a Supertaça em Setembro, diante do São Cosme], temos a perspetiva de manter o domínio, de forma a ganharmos...

2011 – Bicampeões nacionais de Futsal (9º título) com final decidida a 3 jogos

18 de Junho de 2011. O Pavilhão Paz e Amizade em Loures esteve a abarrotar para o 3º jogo das finais do play-off do Campeonato Nacional de Futsal. Os leões podiam resolver a questão do título com um triunfo, e era isso que todos os sportinguistas esperavam. A partida começou muito equilibrada como acontece normalmente entre os 2 velhos rivais no Futsal. Aos 5 minutos, após um bom lance coletivo, os encarnados inauguraram o marcador por Joel Queirós. O Sporting tentou reagir, mas um desaguisado entre Divanei e Bebé (que estava no banco do Benfica) levou à expulsão dos 2 jogadores, embora só Divanei mostrasse sinais de agressão. Com menos 1 (e logo o mais talentoso), o Sporting sofreu logo de seguida o 2º golo, por César Paulo. Mal refeitos, os leões permitiram, pelo mesmo jogador, o 0-3 aos 16 minutos. Se muitos sportinguistas houve que descreram em relação a uma tarde de sucesso, esses não foram com certeza os jogadores leoninos, que conseguiram reduzir num tiraço de Marcelinho. Com 1-3 chegou o descanso. O Sporting entrou bem na 2ª parte, dominando claramente o jogo. Após um remate enrolado de Leitão (que provavelmente entraria), Marcelinho bisou, aos 25 minutos. Logo a seguir Alex rematou de surpresa e empatou a partida a 3 bolas levando o delírio ao Pavilhão de Loures. Curiosamente, quando se esperava que o Sporting embalasse, notou-se alguma quebra na equipa, e o Benfica teve o seu melhor período até ao final do tempo regulamentar, que ainda assim chegou com 3-3, havendo necessidade dum prolongamento. No período extra os sportinguistas foram mais fortes, e mostraram mais cabeça...
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