Artur – O “ruço” enérgico e temperamental

Artur Manuel Soares Correia nasceu a 18 de Abril de 1950 em Lisboa. Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Futebol Benfica (como avançado) e logo começou a ser tratado por “ruço” devido à cor do cabelo. Depois passou-se para o Benfica (onde mudou para médio). Na transição para sénior foi para a Académica (tinha o sonho de ser médico). Em Coimbra (3 excelentes épocas) prometeu muito e acabou por voltar ao Benfica onde se sagrou várias vezes campeão. Aceitou uma proposta de João Rocha no Verão de 1977 (o Benfica tardava em renovar-lhe o contrato). Foi uma transferência agítadissima e precisamente contra o antigo emblema se estreou oficialmente, a 3 de Setembro de 1977 (com o treinador brasileiro Paulo Emílio) na 1ª jornada do Campeonato (1-1). Como jogador “feito” que já era não teve quaisquer dificuldades em impor-se na equipa, realizando 35 jogos e ganhando a Taça de Portugal. Na época seguinte voltou a ser protagonista, acabando por sair (com Keita), já na sua parte final, para o Tea Men dos Estados Unidos da América. Na temporada seguinte voltou, e o lugar de defesa-direito tornou a ser seu até 24 de Fevereiro de 1980 (empate na Póvoa de Varzim a uma bola), após o qual voltou ao Tea Men (sagrar-se-ia Campeão Nacional no final da temporada). Pouco antes do regresso previsto ao Sporting sofreu um acidente cardiovascular que o colocou entre a vida e a morte. Acabou por salvar-se o homem mas não o jogador de futebol, e a sua carreira acabou prematuramente… Esteve um total de 3 temporadas no Sporting, clube pelo qual realizou 84 jogos...

Péridis – Médio de ataque tecnicista

José Péridis nasceu a 18 de Abril de 1935 em Tete – Moçambique. Filho dum cidadão grego radicado em África, veio para Portugal rumo à Académica onde começou ainda nos juniores. Chegou ao Sporting no Verão de 1956. Estreou-se oficialmente a 11 de Setembro (com Abel Picabêa) num Sporting-Académica (1-3) para a 1ª jornada do Campeonato Nacional. Um mês e meio depois marcou o 1º golo, em Caldas (7-1). Teve uma 1ª temporada fantástica (a nível individual) no clube, sendo dos jogadores mais utilizados a par de Martins (30 jogos). Curiosamente, no ano seguinte (agora com o técnico Enrique Fernández) baixou muito de produção, jogando pouquíssimo, mas, ainda assim, festejando o título nacional. Em 1958/59 voltou a jogar pouco, o mesmo acontecendo na época seguinte, o que provocou o seu empréstimo ao Sporting da Covilhã por uma temporada. Regressado para 1961/62 foi peça fundamental na equipa de Juca que conquistou o título nacional. Esteve ainda mais 2 anos no Sporting, destacando-se o seu contributo na finalíssima da Taça das Taças (15 de Maio de 1964), onde realizou uma excelente exibição, ajudando o Sporting a conquistar o troféu mais importante da sua História futebolística. Curiosamente, esse foi o seu último jogo de “leão ao peito”. O golo derradeiro marcara-o na goleada recorde frente ao Apoel Nicosia (16-1) a 13 de Novembro de 1963. Esteve um total de 7 épocas no Sporting. Realizou 126 jogos oficiais e marcou 9 golos. Ganhou uma Taça das Taças, 2 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal. Foi um médio ofensivo polivalente, com excelente técnica e visão de jogo. Depois passou pelo Benfica (onde voltou...

Carvalho

Joaquim da Silva Carvalho nasceu a 18 de Abril de 1937. Começou por jogar num clube da terra onde nasceu – Luso do Barreiro, e as suas exibições na baliza levaram-no a treinar no Benfica. Não agradou, e pouco tempo mais tarde, em 1958, uma magnífica exibição na festa de aniversário do Luso (na qual o Sporting foi clube convidado) haveria de mudar a sua vida, pois levou a que os responsáveis leoninos o contratassem. Chegou ao Sporting no Verão de 1958, estreando-se oficialmente (com Enrique Fernández) logo na 1ª jornada do Campeonato Nacional, a 14 de Setembro, com uma vitória frente ao Barreirense por 1-0. Não conseguiu, no entanto, manter a titularidade – que foi quase sempre para Octávio de Sá. Só a partir de 1961/62 passou a ser a principal escolha para o seu posto alcançando também nessa época feliz o seu 1º título nacional. 2 anos mais tarde foi, a par de Fernando Mendes, o único totalista da grande epopeia leonina na Taça das Taças (arrecadando por isso 73 contos) que culminaria com a vitória na competição. Jogou no Sporting até 1970/71, época em que nunca ocupou a baliza da equipa pois Vítor Damas foi totalista em todas as competições. A sua última presença oficial aconteceu a 19 de Abril de 1970 num Leixões-Sporting (2-5) para a última jornada do Campeonato Nacional. Esteve um total de 13 épocas no Sporting (utilizado oficialmente em 12) somando 244 jogos e 253 golos sofridos. Ganhou 5 títulos oficiais pelo clube (uma Taça das Taças, 3 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal). Sempre foi um guarda-redes corajoso, autoritário e...

1994 – 10º título nacional consecutivo de Ténis de Mesa

17 de Abril de 1994. O Sporting conquistou o seu 10º título nacional consecutivo de Ténis de Mesa (22º no total), um recorde na altura mas que viria a ser ultrapassado no ano seguinte! O jogo decisivo disputou-se na Nave de Alvalade onde o Sporting derrotou o S. Roque, da Madeira por 4-1. Aliás, foi frente à equipa madeirense que o Sporting perdeu o único dos 22 jogos que disputou na prova. A partida mais emocionante deste jogo que deu o título ao Sporting, a duas jornadas do fim, foi disputada entre Chen Shi-Chao e Sergei Efimov (um russo de grande categoria). O leão venceu o 1º set por 21-17 mas perdeu o 2º por 14-21. Sempre com lances espetaculares e grande indecisão, o 3º e decisivo set foi ganho pelo sportinguista por 21-17, pondo em delírio o numeroso público que encheu o recinto de Alvalade. Após as explosões de alegria de dirigentes, atletas e público, Pedro Miguel, o único jogador do Sporting que esteve presente nos 10 títulos consecutivos, afirmou: “Recordo especialmente o 1º por ter sido conseguido frente ao Benfica, o nosso grande rival. Este teve um gosto especial por ter sido o 10º e o mais competitivo. Neste momento sou o homem mais feliz do mundo, foi um sonho que se tornou realidade”. Para o categorizado Chen Shi-Chao: “Estes 3 últimos títulos foram os mais difíceis pois os nossos opositores têm vindo a reforçar-se com jogadores estrangeiros de muito valor”. Rogério Alfar, Pedro Miguel e Chen Shi-Chao foram os grandes obreiros desta grande conquista...

Recorde nacional – A maior goleada no Campeonato da Liga

17 de Abril de 1938. Neste dia o Sporting recebeu o Carcavelinhos para a 13ª jornada do Campeonato da Liga, uma competição que durou 4 anos e antecedeu o Campeonato Nacional de Futebol. No entanto o Campeão Nacional continuava a sair do Campeonato de Portugal, prova que se continuaria a disputar e a consagrar o campeão até 1937/38. Jozef Szabo treinava os leões, que alinharam com: Azevedo; Jurado e Mário Galvão; Rui de Araújo, Paciência e Manecas; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Pireza e João Cruz. Nessa tarde os sportinguistas bateram o recorde de goleadas de todos os campeonatos da Liga ao vencerem por 13-0. Ao intervalo os verde e brancos já venciam por 5-0 com golos de Mourão (no 1º e 18º minutos) e Peyroteo (30, 37 e 39 minutos). Na 2ª parte, a margem foi aumentando mercê duma “orquestra” muito bem afinada e de grande eficácia. Os golos restantes foram da autoria de Soeiro (2), Pireza (2), Peyroteo (2), Mourão e João Cruz. O Sporting fez uma excelente exibição. Impôs um ritmo muito forte desde o início da partida, com a bola a ser jogada quase sempre pelo chão. Manecas e Mourão (foto de arquivo) foram os melhores elementos duma equipa toda ela em muito bom plano, onde também Peyroteo, com mais 5 golos, se destacou enormemente. Não se pense que esta equipa do Carcavelinhos era uma espécie de “bombo da festa”, pois classificou-se no 4º lugar do Campeonato, logo a seguir aos 3 grandes, e à frente de equipas como o Belenenses ou a...

1969 – Campeões Nacionais de Basquetebol numa competição intensa

17 de Abril de 1969. Neste dia o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Basquetebol pela 4ª vez (9 anos depois do último título) numa das melhores épocas de sempre para a modalidade no clube. Em finais de Dezembro, no Campeonato Regional, os leões terminaram a prova só com vitórias – bem à frente do Benfica (2º classificado), que perdeu por 4 vezes. No Campeonato Metropolitano o Sporting assegurou o título a 7 de Março – a 4 jornadas do fim, com uma vitória claríssima sobre o FC Porto por 86-46. A equipa presente nessa partida foi: Sousa (3), Monteiro (13), Sobreiro (10), José Mário (28), José Augusto (7), Guimarães (11), Encarnação (14) e Mesquita. O Sporting totalizou assim 15 vitórias nos 15 jogos disputados, a grande distância de todos os outros competidores – sendo a Académica o 2º classificado. Faltava então disputar a fase final com os melhores adversários ultramarinos. O Sporting foi o vencedor indiscutível dum Campeonato esgotante em que, após vencer todos os rivais metropolitanos, levou igualmente a melhor sobre os ultramarinos. Na última jornada, a 17 de Abril, os leões bateram o Sporting de Luanda por 81-46. A equipa: Valente (11)  Sobreiro (12), Sousa (7), Encarnação, José Mário (14), Vicente (10), Monteiro (5), Guimarães (7), Ernesto (4), José Augusto (7) e Márinho (4). Nesta fase final alinhou também o 2º classificado do Campeonato Metropolitano – a Académica, e os campeões de Angola (Sporting de Luanda) e de Moçambique (Desportivo de Lourenço Marques). O Sporting venceu 5 jogos e perdeu 1 (frente à Académica). Esta “poule” decisiva foi disputada em 7 dias, com apenas 1 de descanso –...

O derby dos 5-3, um jogo para a História!

16 de Abril de 2008. Em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal  o Sporting (de Paulo Bento) recebeu o Benfica. A equipa: Rui Patrício; Abel, Tonel, Miguel Veloso e Grimi; Adrien (Izmailov); João Moutinho, Romagnoli (Derlei) e Vukcevic; Yannick Djaló (Gladstone) e Liedson. O jogo agitou o coração duma esmagadora parte do país desportivo. Sporting e  Benfica estavam diretamente envolvidos na luta pelo 2º lugar na Liga (que os leões conseguiriam) e vencer a Taça era primordial para ambos. A partida começou mal para o Sporting, sem acertar nas marcações, sem conseguir levar grande perigo para a baliza encarnada. A turma de Chalana trocava melhor a bola e foi sem grande surpresa que chegou ao golo, por Rui Costa, aos 19 minutos. O Sporting demorou a recompor-se e à meia-hora Nuno Gomes, de cabeça, aumentou a vantagem dos vermelhos. Pouco tempo passou até Izmailov entrar na equipa por troca com Adrien. João Moutinho recuou para a posição 6 e o Sporting mostrou melhorias graduais. O Benfica ainda teve uma chance para o 3-0, mas antes do intervalo os leões também estiveram perto de marcar. Ao intervalo poucos sonhariam com o que se viria a passar depois. O Sporting entrou transfigurado no 2º tempo (muito à custa duma conversa marcante de Paulo Bento com os jogadores no balneário, soube-se depois…). Izmailov quase marcava aos 59 minutos, e no minuto seguinte João Moutinho atirou uma verdadeira “bomba” à trave. A revolução total no jogo deu-se com a entrada de Derlei (não jogava por lesão há 7 meses!…) aos 61 minutos. 5 minutos se passaram, e após um belo centro...

1995 – Uma saborosa Taça de Portugal para o Voleibol, perante o Sp. Espinho

16 de Abril de 1995. Apesar de todas as alterações (e foram mesmo muitas) para esta época, a equipa do Sporting acabou por conquistar uma muito saborosa Taça de Portugal (pela 3ª vez, neste que foi o seu último troféu na modalidade antes da extinção por um longo período – até 2017). Depois de eliminar nas meias finais o Castelo da Maia por 3-0 (15-8, 15-13 e 15-4), os leões derrotaram no pavilhão de Almada a turma do Sporting de Espinho (sem Miguel Maia e João Brenha, ocupados com o volei de praia), recente Campeã Nacional, por 3-0 (15-6, 15-4 e 15-13). A equipa sportinguista entrou no jogo com grande determinação e com todos os jogadores a demonstrarem a sua enorme categoria, e acabou por vencer os 2 primeiros sets com alguma facilidade. O 3º set foi equilibradíssimo, acabando os leões por levar a melhor por 15-13 em 44 minutos de árdua luta. O treinador brasileiro Ladir Salvi foi passeado aos ombros pelos seus pupilos no final. Disse ele: “Já me sinto sportinguista, estou muito feliz e orgulhoso por ter orientado este magnífico grupo de trabalho. Falei com cada um dos atletas, nomeadamente aqueles que considero a base da equipa, visando a união de esforços, e como todos entenderam as minhas palavras, o grupo foi capaz de técnica e taticamente e com grande amor à camisola jogar desta forma brilhante e superar todos os problemas.” Florov recebeu o troféu para melhor rematador da competição. O capitão leonino constituía um verdadeiro exemplo para os seus companheiros pela sua magnífica conduta dentro e fora dos jogos: “Foi uma honra receber este prémio,...

1960 – Campeões Nacionais de Basquetebol pela 3ª vez, com vitória sobre o Benfica

16 de Abril de 1960. Nessa noite, um Sábado, disputou-se no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa, um Sporting-Benfica que decidiu o Campeonato Nacional de Basquetebol. Ao triunfar por 45-40 o Sporting resolveu a questão do título, que arrebatou pela 3ª vez. A grande assistência presente teve ocasião de vibrar com a exibição das duas equipas, tendo os leões encontrado uma oposição cerrada dos encarnados, o que acabou por valorizar ainda mais o seu título. A valia dos componentes da equipa do Sporting tornava-se indiscutível e o seu comportamento ao longo da prova foi brilhante. A turma leonina: Hermínio Barreto (6), Abílio Ascenso (19), Alberto Sousa (7), Armando Garranha (3), José Santos (10), Walter Layne e José Mário. Ao intervalo a vantagem sportinguista era de 25-9 mas a reação dos atletas do Benfica no 2º tempo foi bem forte. A nota mais saliente deste jogo foram os últimos 10 minutos da 1ª parte do Sporting, absolutamente brilhantes, com uma prestação coletiva de alto quilate. Segundo o jornal “A Bola”: “Esta foi mais uma afirmação da vitalidade do Basquetebol em Portugal, recheado de riqueza atlética e emotiva (…) Abílio Ascenso foi o melhor homem em campo”. O 2º lugar do Campeonato Nacional acabou por ir para a Académica, campeã da época anterior. Na foto, Abilio Ascenso (10) e José Mário...

Canário brilhou num triunfo suado no derby eterno

16 de Abril de 1950. Benfica e Sporting defrontaram-se no Estádio Nacional (casa emprestada ao Benfica), em jogo da 23ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol. A distância entre ambos era grande (6 pontos à maior para os encarnados), mas em jogo estava a honra de ambos emblemas em mais um derby apaixonante. Sob o comando do húngaro Sándor Peics, os leões alinharam com: Azevedo; Octávio Barrosa e Juvenal; Canário, Passos e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Martins, Travassos e Albano. O início da partida foi tremendo, e tudo se decidiu na 1ª meia hora. Aos 8 minutos, de penalty, Rogério abriu o ativo para os da casa, mas 4 minutos depois Jesus Correia restabeleceu a igualdade. Aos 19 Martins pôs os verdes na frente, mas Júlio empatou aos 25. Finalmente, aos 30 minutos, Vasques fez o 3-2, que seria final, apesar da intensidade da partida e das várias oportunidades de parte a parte até final. Canário foi considerado pela generalidade da crítica o melhor homem em campo. Segundo o jornal “A Bola”: “O médio leonino teve uma tarde em cheio. No início do jogo até levou uma bolada no estômago que o deixou inanimado e seria suficiente para tirar o fôlego a qualquer mortal, mas recompôs-se rapidamente e lutou do princípio ao fim com brio, saber, vontade e uma resistência que lhe permitiu estar em toda a parte e ser como que o eixo central de todo o trabalho da equipa”. Com o triunfo, os sportinguistas reduziram para 4 pontos a diferença para o Benfica, mas, apesar de terem ganho os jogos que restavam, os leões não conseguiram o título....
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