6-0 ao Belenenses para a Taça de Portugal – uma reviravolta fantástica!

20 de Junho de 1954. No Estádio Nacional, Belenenses (como equipa da casa) e Sporting discutiram a passagem à final da Taça de Portugal.  Na 1ª mão, realizada no Alvalade, o Belenenses surpreendera aproveitando as 4 oportunidades de golo que teve para marcar. Ao contrário, num role de variadíssimas chances, o Sporting só marcou duas, saindo assim surpreendentemente derrotado por 4-2. Provavelmente não estaria nas cogitações de ninguém o que se passou no jogo da 2ª mão. Sob o comando de Jozef Szabo (com Tavares da Silva como secretário técnico), a equipa verde e branca: Carlos Gomes; Caldeira e Galaz; Janos Hrotko, António Lourenço e Juca; Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Fernando Mendonça. Os leões patentearam uma superioridade esmagadora. Aos 8 minutos já tinham recuperado o atraso da 1ª mão (com golos de Travassos e Martins) e daí até ao fim foi um “ver se te avias” com golos para todos os gostos, fixando-se o resultado em 6-0 (marcaram Fernando Mendonça aos 24 e 53 minutos, Travassos aos 44 e Vasques aos 46) num jogo em que os azuis enveredaram por uma estranha e pouco usual violência, Segundo o jornal “Mundo Desportivo”: “Travassos (foto de arquivo), Juca e Fernando Mendonça foram os melhores homens duma grande equipa, na qual cada jogador arrecadou 2.515$ pela vitória”. Após esta surpreendente eliminatória frente ao Belenenses, o guardião Carlos Gomes referiu: “Foram 2 jogos daqueles que ficarão por muito tempo na memória de quem os viu e jogou. O muito pouco do quinhão que me coube ofereço-o a todos aqueles que 3 dias antes tão bem me souberam acarinhar (na derrota por 2-4)....

3-0 ao Benfica para a Taça de Portugal

19 de Junho de 1960. Neste dia o Sporting recebeu o Benfica em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. Os benfiquistas eram campeões (derrotaram o Sporting por 4-3 no jogo decisivo, num jogo que ficou célebre por uma exibição infeliz do guardião leonino Octávio de Sá), pelo que para o Sporting era uma questão de honra eliminar o grande rival. Orientados por Alfredo González, os leões alinharam com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Faustino, Vadinho, Diego e Seminário. Numa eliminatória a duas mãos, os sportinguistas entraram dispostos a conseguir uma boa vantagem. Se assim o pensaram, melhor o executaram. Apesar de tudo não houve golos no 1º tempo, mas Hugo abriu as hostilidades aos 55 minutos. 8 minutos mais tarde o benfiquista Cruz foi expulso, e em superioridade numérica mais se acentuou o domínio verde e branco. Aos 73 Diego aumentou para 2-0 e Seminário (na foto) fechou a contagem a 8 minutos do final. O resultado de 3-0 permitiu ao Sporting uma viagem mais ou menos tranquila à Luz, onde se verificou um empate sem golos, permitindo aos leões a presença na grande festa do Jamor, frente ao...

Futebolista leonino marcou o golo da 1ª vitória da Seleção Nacional

18 de Junho de 1925. No 5º jogo da sua História, a Seleção de Portugal obteve a sua 1ª vitória. O jogo disputou-se no Estádio do Lumiar, sob grande entusiasmo. O adversário foi a Itália que saiu vergada ao peso duma derrota por 1-0. A jogada decisiva resultou dum pontapé de canto apontado pelo olhanense Domingos das Neves. A bola foi bem cortada ao 2º poste, Combri falhou a interceção e João Francisco (que alinhou a avançado-centro, posição pouco habitual no Sporting) surgiu oportunamente a emendar para a baliza, fazendo um dos golos mais importantes da História da nossa seleção. Ao que se disse na época este não foi um grande jogo pois não teve muitos momentos de emoção dentro do campo (ao contrário do que se passou cá fora), e só mesmo os leões Jorge Vieira (incansável na defesa) e João Francisco estiveram em...

“Vingança com juros” frente ao FC Porto

17 de Junho de 1923. Na meia-final do Campeonato de Portugal surgiu um escaldante Sporting-FC Porto, quando ninguém havia esquecido ainda as incidências da época anterior (a 1ª final da competição, ganha pelos azuis e brancos). O jogo teve lugar no Campo de Insua dos Ventos, em Coimbra. As idas a Coimbra foram sempre acontecimentos especiais. Os desafios de futebol quase se perdiam na atmosfera estudantil, em rituais de capas e batinas e muitas ovações ao seu adorado Baco! De Lisboa e Porto rumaram vários comboios especiais com largos milhares de adeptos, e os portistas surpreenderam quando das bancadas do recinto desfraldaram bandeiras de todos os tamanhos e feitios. Os jogadores do Sporting ficaram no hotel até à hora do desafio, em sofrimento, perante um jogo que poderia comprometer toda uma época de sucesso. Os nervos entre os leões eram mais que muitos, pois tinha grande dimensão a vontade de “vingar” a derrota da época anterior. Seria uma final antecipada… Curiosa também a união entre lisboetas. Cândido de Oliveira, capitão do Casa Pia, chegou a massajar alguns futebolistas leoninos antes do jogo. Mas a união não foi só entre lisboetas, pois Coimbra tinha, também, o “coração verde”. A Académica ofereceu aos jogadores do Sporting as suas capas para que com elas entrassem em campo, o que se repetiu à saída.  O entusiasmo entre todos era enorme, e o jogo lá começou, sob a arbitragem de Todd (que viera da Madeira com a equipa do Marítimo). Orientados por Augusto Sabbo, os leões alinharam com: Cipriano; Joaquim Ferreira e Jorge Vieira; José Leandro, Filipe dos Santos e Henrique Portela; Torres Pereira, Jaime Gonçalves,...

4-0 ao Porto na meia-final do Campeonato de Portugal

16 de Junho de 1935. Na meia-final do Campeonato de Portugal (a prova principal do calendário futebolístico português na altura), como que “vingando-se” do desfecho da Liga (perdida no último jogo para os portistas), os leões “esmagaram” o FC Porto (de Jozef Szabo!) por 4-0 em Lisboa (conseguindo depois um confortável empate sem golos no Porto). Nessa partida, no Campo Grande, os sportinguistas realizaram uma magnífica exibição, com Rui de Araújo insuperável e os atacantes Soeiro e Francisco Lopes em grande tarde. Ainda assim foi Vasco Nunes a abrir o ativo, aos 20 minutos, e a bisar aos 40. Soeiro e Mourão compuseram a goleada final. A equipa: Dyson; Jurado e Joaquim Serrano; Abelhinha, Rui de Araújo e Faustino; Mourão, Vasco Nunes, Soeiro, Ferdinando e Francisco Lopes. O Sporting apurou-se assim para a final (pela 3ª vez consecutiva) onde veio a encontrar o Benfica (na 1ª final da prova entre os 2 rivais lisboetas). Na foto (de arquivo), Vasco Nunes, o homem que bisou nessa tarde frente aos...

Uma Sede de luxo

15 de Junho de 1933 foi o dia da inauguração oficial da nova Sede do Sporting no Palácio Foz. Com a ajuda de Francisco Franco, o presidente Oliveira Duarte negociou com o Club Monumental a obtenção para o Sporting das instalações daquela agremiação. O contrato não se consumou e os esforços mudaram-se para uma casa na Avenida da Liberdade. A certa altura, Álvaro Retamosa Dias apareceu com a possibilidade de se arrendarem as dependências do antigo hotel “Ritz”, no Palácio Foz, propriedade da condessa de Sucena. Os desejos sportinguistas viriam a concretizar-se, e no referido 15 de Junho o Sporting inaugurava a sua Sede social nas sumptuosas dependências do Palácio Foz. Este foi um período áureo de desenvolvimento integral do Sporting como grande coletividade desportiva e de relevante influência social na sociedade lisboeta de então. As comemorações no Palácio Foz foram acontecimentos de enorme prestígio na cidade com as festas de Fim de Ano e de Carnaval e ainda os saraus de arte e de educação física da juventude portuguesa. À atração que o clube exercia, sobretudo com as magníficas instalações dos Restauradores, não era estranho um certo ascendente aristocrático e elitista que lhe estava subjacente e que atraía muita gente que aspirava ver assim concretizados os seus anseios de ascensão...

Inauguração do 1º Estádio Alvalade, uma remodelação do Lumiar

13 de Junho de 1947. Neste dia foi simbolicamente inaugurado o Estádio José Alvalade com a grandiosidade que merecia, acontecimento que envolveu toda a população de Lisboa, ansiosa por ver até que ponto tinha sido remodelado o velho Estádio do Lumiar. Em rápida visão do novo Estádio verificou-se que o seu aspeto era imponente e muito agradável, resultando num encantamento a sobriedade e harmonia do conjunto. Ao invés de muitos outros, este era um Estádio completamente fechado com entradas em túnel largas e funcionais, que facilitavam o ingresso e permitiam a saída rápida e sem atropelos. O terreno de jogo feio e duro transformou-se num magnífico tapete relvado que deleitava a vista e provocava um frémito de emoção entre os leões. As pistas de Ciclismo e Atletismo deslumbravam pela sua amplitude. Como não podia deixar de ser num Estádio moderno, nos extremos do terreno de jogo lá estavam abertas as entradas subterrâneas pelas quais os jogadores de cada equipa tinham aceso ao campo vindos diretamente dos balneários. A vontade indómita da direção, presidida pelo incansável António Ribeiro Ferreira soube transformar o sonho em realidade com a ajuda do Engº Mário Themudo Barata e do técnico de obras Manuel Nunes Henriques -como representante da direção, bem como do diligente empreiteiro Tomaz de Oliveira. No remate final das solenidades da inauguração foi entregue à sobrinha do saudoso José Alvalade um bonito ramo de flores, símbolo da sincera gratidão ao “leão de raça” que dotou o Sporting com o 1º Estádio, e cuja dedicação ficou perpetuada no novo imóvel, que foi batizado com o seu nome (tal como todos os que se...

4-2 nas Antas, na caminhada da Taça de Portugal de 1954

13 de Junho de 1954. Na 2ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal, o Sporting (recém tetra-Campeão) deslocou-se às Antas para defrontar o FC Porto. Em Lisboa verificou-se um empate a 1 golo, pelo que os portistas estavam absolutamente convencidos da sua passagem à próxima eliminatória. O que os locais não estavam com certeza à espera era de tanta inspiração leonina nessa tarde de Primavera. Apesar dos portistas até terem marcado primeiro, Albano (2 golos) e Martins (outros 2) não deixaram qualquer hipótese à equipa nortenha. O Sporting soube não ouvir o público, não ouvir o adversário, e sob a batuta de Travassos (foto de arquivo – a grande figura do jogo) arrancou para uma vitória extraordinária. O portista Carvalho, que agredira Galileu e fora expulso, chorou convulsivamente depois do jogo. Virgílio, que sofrera a 1ª derrota desde que passara a capitão de equipa, não se conformava. Na fase final do desafio, quando tudo estava já decidido a favor do Sporting, desfaleceu: “Estava cheio de nervos, deu-me uma coisa na vista, caí sem sentidos.” Entre os sportinguistas havia satisfação enorme. Martins, contentíssimo, afirmou: “Eu bem dizia que ganhávamos por 4-2, tinha apostado e tudo!” Comandados por Jozef Szabo (Tavares da Silva era o Secretário Técnico – uma espécie de manager), os leões alinharam com: Carlos Gomes; Caldeira e Galaz; Janos Hrotko, Mário Gonçalves e Juca; Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Albano. Acrescente-se ainda que o Sporting viria a conquistar o troféu, conseguindo a tão almejada...

Sporting escolhido para a 1ª Taça dos Campeões Europeus de Futebol

12 de Junho de 1955. Nesse dia, uma boa notícia para o Sporting. O clube de Alvalade, apesar de nada ter ganho a nível interno nessa temporada, havia sido escolhido como representante português na 1ª Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol a disputar na temporada que se seguiria. A disputa da prova resultou dum acordo entre os dirigentes europeus no sentido de a lançarem, na época de 1955/56, e ficou com essa denominação final após terem sido consideradas outras como Taça Saldrayer (presidente da FIFA), Taça da Europa e Taça Europeia. Nessa reunião, os jogos entre os 16 clubes concorrentes ficaram logo definidos. Ao Sporting, clube nacional escolhido pela sua hegemonia a nível interno na última década e pelo seu prestígio além-fronteiras, calhou em sorte o Partizan de Belgrado, da...

FC Porto eliminado da Taça de Portugal após 3 jogos fantásticos!

11 de Junho de 1952. Neste dia as equipas do Sporting e do FC Porto encontraram-se em Coimbra para desempatarem as meias-finais da Taça de Portugal. Nas Antas os portistas ganharam por 2-0, no Lumiar os leões triunfaram por 4-2 (depois de estarem a perder por 2-0). Este era o 3º Sporting-Porto em apenas 10 dias. Era, portanto, um jogo aguardado com enorme expetativa. O Sporting, recém bicampeão nacional, orientado por Randolph Galloway, apresentou-se com: Carlos Gomes; Amaro e Joaquim Pacheco; Veríssimo, Passos e Juca; Pacheco Nobre, Vasques, Martins, Travassos e Rola. Os portistas, tal como nos 2 jogos anteriores (e para não variar), chegaram à vantagem de 2-0 (Diamantino aos 12 e Vital aos 15 minutos), mas um endiabrado Sporting deu uma “cambalhota” no jogo acabando por ganhar por 5-2! Pacheco Nobre reduziu ainda antes do intervalo, Rola empatou aos 65 minutos, Albano “virou” a partida aos 70, Rola bisou aos 81 e Martins fechou as contas aos 85. Antes do final (86 minutos) o portista Romão ainda foi expulso. O grande destaque leonino na partida foi o extremo Rola (foto de arquivo), que para além de marcar 2 golos fez uma fantástica exibição. Ele que queria que lhe chamassem assim pois achava que o seu verdadeiro nome era de mulher – Guiomar! Assim, ao cabo de 270 minutos de luta intensa na qual o FC Porto esteve por 3 vezes claramente na frente, foi o Sporting a “carimbar o passaporte” para a final da Taça de...
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