19 de Dezembro de 2023. 14ª jornada do Campeonato Nacional. No Alvalade, perante 44.385 pessoas, o Sporting tinha a possibilidade de se isolar no comando do Campeonato ao receber o FC Porto.

O jogo ainda estava equilibrado quando o Sporting inaugurou o marcador, logo aos 11 minutos. Gyokeres recebeu na meia esquerda um passe de Matheus Reis, encarou e ultrapassou Pepe e rematou pelo “buraco da agulha” batendo Diogo Costa – um lance absolutamente magistral do sueco!

Eduardo Quaresma ia-se destacando em termos defensivos no confronto com Galeno. Aos 18 minutos, livre de Pote e Diomande, em excelente posição, a rematar à figura de Diogo Costa.

Aos 45 minutos, jogada incrível de Eduardo Quaresma, que recupera a bola, tabela com Morita, recebe mais à frente e cruza para uma cabeçada fulgurante de Gyokeres para o fundo da baliza. O golo foi entretanto anulado por uma suposta falta de Quaresma sobre João Mário. De registar a emoção do jogador leonino após a jogada!

Mesmo antes do intervalo, grande defesa de Adán após cabeçada de Galeno – um lance importantíssimo protagonizado pelo guardião espanhol.

Aos 49 minutos, livre para o Porto. Matheus Reis estorva Pepe que o agride – o vermelho foi claríssimo. Nos primeiros minutos a jogar contra 10, o Sporting esteve mal. Quaresma, por exemplo, viu um amarelo por perder tempo (!) A equipa começou a jogar muito para trás, exagerando mesmo nos atrasos a Adán…

Aos 60 minutos, Catamo lançou muito bem Gyokeres em profundidade. O sueco assistiu Pote que rematou para o melhor sítio – 2-0!

A partir do 2º golo o Sporting fez imensas transições ofensivas rápidas, mas definiu sempre mal. Ou por falta de visão de jogo, ou por mais um toque, ou por insistência na jogada individual, as situações foram mal definidas e assim se perdeu a oportunidade de conseguir uma vitória bem mais robusta perante um adversário que, diga-se, nunca se rendeu e foi lutador até ao fim.

Pote falhou golos “cantados” após assistências de Nuno Santos e Gyokeres, mas tanto Edwards (que precisa de ter uma maior visão periférica do jogo – na 1ª parte, por exemplo, Pote esteve mais que uma vez absolutamente solto na esquerda e o inglês não o vislumbrou…) como o próprio Gyokeres poderiam ter definido bem melhor em várias situações.

Até final Gonçalo Inácio ainda viu um amarelo perfeitamente patético, por reclamar, aliás como já haviam sido os de Nuno Santos (ainda no banco!) e Quaresma e depois o de Hujlmand.

Já nos descontos Paulinho viu um golo anulado por pretensa falta de Daniel Bragança na assistência, perante Fran Navarro.

Em suma, triunfo perfeitamente certo mas muitas arestas a limar, numa equipa que cometia erros de monta tanto na definição ofensiva como em situações em que é preciso apenas um pouquinho mais de “cabeça” para evitar penalizações perfeitamente escusadas…

A equipa: Adán; Eduardo Quaresma (Nuno Santos 61), Diomande e Gonçalo Inácio; Geny Catamo (Ricardo Esgaio 75), Hujlmand, Morita (Daniel Bragança 84) e Matheus Reis; Marcus Edwards (Paulinho 75), Gyokeres e Pote (Trincão 84).

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