25 de Maio de 2024. Pavilhão João Rocha. 6ª e última jornada da fase final do Campeonato Nacional de Andebol, um decisivo Sporting-FC Porto. Aos leões bastava o empate para garantirem o título.

Perante lotação esgotada (incluindo os futebolistas Daniel Bragança e Luís Neto) e uma atmosfera “eletrizante”, Ricardo Costa apostou para o 7 inicial em Leo Maciel; Mamadou Gassama, Kiko Costa, Edy Silva, Salvador Salvador, Edmilson Araújo e Natán Suárez.

O 1º golo foi do FC Porto, mas Martim Costa empatou de seguida. Logo nos primeiros instantes, deu para entender que o jogo ia ser tenso, tanto que Daymaro Salina, dos dragões, foi expulso quando ainda não estavam decorridos 5 minutos!…

Aos poucos Salvador Salvador a começar a “abrir o livro” perante um FC Porto muito agressivo. Aos 16 minutos, Mamadou Gassama apontou o 9-8 e colocou, pela 1ª vez, a nossa equipa na frente do marcador. A partir daí, o Sporting CP foi crescendo e a diferença, ao intervalo, já estava nos cinco golos (18-13), 6 dos quais do capitão Salvador Salvador, a fazer uma exibição tremenda.

A 2ª parte começou bem, mas num ápice o FC Porto reduziu a desvantagem de 7 golos (21-14) para apenas 3 (21-18). Entretanto o Sporting CP voltou à carga com Martim Costa a liderar o ataque e André Kristensen a brilhar entre os postes. Com 25-20, Leo Maciel entrou para um livre de 7 metros e defendeu, levando o Pavilhão João Rocha ao rubro.

Um pouco mais tarde o FC Porto voltou a aproximar-se (31-28) já nos 10 minutos finais, levando a emoção até ao último segundo. Sem Salvador Salvador, que se lesionou já perto do final última buzina, os leões fecharam as contas já no último minuto, quando Natán Suárez fechou as contas em 35-33.

Então, rebentou a festa no Pavilhão João Rocha, com o Sporting CP a sagrar-se Campeão Nacional pela 22.ª vez e a levantar o troféu com milhares de sportinguistas nas bancadas.

A equipa: Leo Maciel e André Kristensen (gr); Edy Silva (5), Pedro Portela (1), Edmilson Araújo, Kiko Costa (1), Natán Suárez (3), Jan Gurri (3), Salvador Salvador (9), Espen Våg, Orri Þorkelsson (3), Mamadou Gassama (2), João Gomes (1), Étienne Mocquais, Christian Moga e Martim Costa (7).

No final o treinador verde e branco afirmou: “Foi uma caminhada difícil. Muita gente nos dizia que merecíamos, mas isso serve de pouco se não conseguirmos vencer. Dominámos do princípio ao fim. Ganhámos perante uma grande equipa do FC Porto que tem dominado o Andebol português. Era exatamente isto que queríamos, celebrar com os nossos adeptos, que foram muito importantes esta temporada (…) Este foi um jogo dominado por nós com muitos problemas em gerir o cansaço nos últimos minutos. Tentámos que o jogo tivesse grande intensidade, mas pagámos a factura nos últimos 10 minutos. Tivemos vantagens de 5 e 6 e era normal uma contra-ofensiva do FC Porto (…) Tenho de dar os parabéns aos meus atletas, que, sendo jovens, têm uma ambição desmedida. Tenho a melhor equipa de trabalho. Somos um grupo muito, muito forte e acredito que o nosso caminho não é ganhar um Campeonato de vez em quando, mas sim marcar o Andebol português (…) Toda a gente sabe o meu passado do FC Porto. Não o nego e tenho muito orgulho naquilo que vivi. Por vezes ganhamos, outras perdemos, mas sou dos poucos treinadores que são Campeões Nacionais da 2ª divisão e da 1ª. Fui lá abaixo, à 2ª Divisão, e tenho muito orgulho das derrotas e das vitórias. Este era um sonho. Quando me propuseram vir para o Sporting CP, tinha consciência de que era um enorme clube. Gosto muito do Sporting CP, tratam-me muito bem e agradeço a oportunidade (…)  Todos gostamos dos nossos filhos e que eles tenham sucessos. Não é só rosas, há momentos difíceis, mas eles sabem ocupar o seu espaço. O Kiko já marcou 19 golos contra o FC Porto e não ganhámos. Hoje, fez um jogo muito mau e ele sabe disso. É o crescimento. Hoje, respondemos às pessoas que dizem que este Sporting CP são os manos Costa. É uma injustiça tremenda para os atletas. Disse-lhes que só iríamos ganhar se jogássemos em equipa, não interessam as individualidades (…) Antes de falecer, o  [Alfredo] Quintana ofereceu-me uma medalha de campeão e eu disse que, se eu fosse também campeão, lhe dedicava esta vitória”.

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