31 de Agosto de 2024. Estádio José Alvalade. 46.413 espectadores. 4ª jornada do Campeonato Nacional. Com 3 vitórias nos 3 jogos anteriores e resultados “gordos” obtidos, o Sporting recebeu um FC Porto em transformação, mas a fazer um início de temporada perfeito (iniciada com aqueles fatídicos – para nós – 3-4 na Supertaça, depois de estarmos a ganhar por 3-0…)
Quem ganhasse deixaria o rival para trás e o jogo assumia grande importância, também por causa disso. Rúben Amorim escalou a seguinte equipa: Kovacevic; Eduardo Quaresma (Debast 80), Diomande e Gonçalo Inácio; Geovany Quenda (Matheus Reis 80), Hujlmand (Daniel Bragança 86), Morita e Geny Catamo; Trincão (Nuno Santos 90), Gyokeres e Pote.
O FC Porto entrou melhor na partida, conseguindo alguma superioridade a meio campo. Nos primeiros 15 minutos de jogo foram (surpreendentemente) os portistas a criar um ou outro lance de perigo, perante um Sporting que, praticamente, não conseguia sair a jogar.
O jogo mudou aos 18 minutos. Bom lance de Gyokeres a lançar Pote, que deu de calcanhar para Trincão, que falhou um “golo cantado”, permitindo a intervenção de Zé Pedro a defender a sua baliza! A verdade é que esta jogada foi como que um clique para a nossa equipa. A partir daí o Sporting conseguiu assumir o jogo, ter mais posse de bola, jogar mais no meio-campo adversário.
Aos 36 minutos Trincão falhou mais um golo após uma grande jogada que passou por Pote e Morita, com o atacante minhoto, em excelente posição, a não conseguir rematar para o melhor sítio. Aos 37 foi Gyokeres a “dar de bandeja” mais um golo a Trincão, que não conseguiu aproveitar… Aos 41, assistência de Gyokeres, e Pote, de calcanhar, a falhar por pouco o alvo…
O intervalo chegou com 0-0, já um resultado frustrante para o Sporting.
A 2ª parte começou mais ou menos na mesma toada com que terminou a 1ª – o Sporting por cima. Aos 48 minutos, após um bom lance, Gyokeres desviou para a baliza, em zona frontal, com Diogo Costa batido, mas Varela evitou de forma absolutamente brilhante o golo em cima da linha!
Aos poucos o FC Porto foi reagindo. Galeno, Vasco Sousa, Namaso, tiveram intervenções com relativo perigo. Quando já se “pedia” a Amorim para mexer para reativar a equipa (aos 72 minutos), Hujlmand lançou Gyokeres, que bateu Otávio e acabou carregado por este dentro da área… Luís Godinho assinalou e o sueco não vacilou, inaugurando o marcador da marca dos 11 metros! – 1-0.
Vítor Bruno mexeu então na sua equipa, com 4 substituições. Amorim entretanto também atuou, lançando Debast para o lugar de Quaresma, Matheus Reis para a esquerda – passando Geny para a direita (onde rendia mais, sem dúvida) e saindo Quenda.
Aos 85 Gyokeres teve uma boa oportunidade para assistir, mas rematou para fora. Depois Bragança entrou para estabilizar o meio-campo no lugar do capitão Hujlmand. Aos 90 Nuno Santos rendeu Trincão e aos 90+3, esplendor no José Alvalade, com Catamo a fletir da direita para o meio e a rematar para o melhor sítio, sem hipóteses para Diego Costa.
A partida terminou assim em êxtase, com um triunfo certíssimo por 2-0 perante uma equipa que deu réplica.
O Sporting levava assim 4 jogos e 4 vitórias, num início brilhante, a caminho do Bicampeonato!