Agosto de 1977. Cerca de 2 meses antes começou a falar-se no regresso de Jordão a Portugal. O futebolista, que havia brilhado ao serviço do Benfica, fôra transferido para o Saragoça de Espanha onde não se conseguiu adaptar, tendo até sido vítima de alguma “inveja” de outras colegas de equipa (veio a “lume” a má receção que teve do argentino Arrua).
Tudo apontava então para o regresso do avançado a Portugal, e logo Benfica e Sporting foram apontados como prováveis destinos do angolano. “Por fora” corria o FC Porto, que nunca chegou a expressar o seu interesse pelo jogador, mas que reagiu com azedume à sua transferência para Alvalade (aliás Pinto da Costa voltaria a tentar contratá-lo meia dúzia de anos depois, de novo sem sucesso).
Ferreira Queimado era o novo presidente encarnado e não se “pôs de fora” em relação ao interesse por Jordão. O líder encarnado referiu então que não fomentaria qualquer “guerra” com o Sporting, mas que também não fugiria a ela se o provocassem. Estranhas, ou talvez não (depois do seu passado benfiquista), foram as primeiras declarações de Jordão, afirmando que preferia o Sporting.
Já em fins de Agosto, numa das suas mais profícuas jogadas estratégicas em termos dirigentes, João Rocha “abriu os cordões à bolsa” e conseguiu trazer o magnífico jogador para Alvalade (levando a melhor sobre os grandes rivais encarnados). Sousa Marques, vice-presidente leonino, referiria na ocasião que “pescar um espadarte não seria mais difícil”, dando a entender o quão difíceis foram as negociações com os espanhóis.
Rui Jordão tornar-se-ia nos anos seguintes um dos maiores ídolos da falange de apoio leonina, entrando da História do clube como um dos seus mais categorizados futebolistas.