2013 – Campeãs Nacionais de pista coberta pela 18ª vez

10 de Fevereiro de 2013. Realizaram-se em Pombal, no fim de semana de 9 e 10 de Fevereiro, os Campeonatos Nacionais de Atletismo em pista coberta. No 1º dia, no setor feminino, Carla Tavares começou por ganhar os 60 metros, seguindo-se o triunfo da já tantas vezes campeã Sandra Teixeira nos 1.500. Depois Shaina Mags triunfou no comprimento. Já a noite caíra quando Vera Santos venceu os 3.000m marcha, Irina Rodrigues o peso e Carolina Duarte os 400 metros. No homens, Carlos Nascimento (60m), Rui Silva (1.500m), João Vieira (5.000m marcha) e Edi Maia (vara) obbtiveram triunfos, pelo que no final da 1ª sessão as senhoras comandavam com 56 pontos (o Benfica tinha 40) e os homens também (46-44 frente aos encarnados). Na tarde de Domingo prosseguiram as provas. Patrícia Mamona venceu o triplo-salto, Leonor Tavares foi a melhor na vara. Mais tarde veio o triunfo de Carla Salomé Rocha nos 3.000 metros e finalmente a vitória na estafeta de 4X400 metros. Nos homens os mais destacados (vencedores) do 2º dia foram Roman Giuly no salto em altura e o extraordinário Rui Silva nos 3.000 metros. No final as leoas somaram 109 pontos (contra 88 do rival) e obtiveram mais um título nacional (o 18º). Os homens ficaram apenas a 2 pontos do objetivo que falharam na última prova (104 pontos face aos 106 dos benfiquistas). Os vencedores individuais: F 60m – Carla Tavares – 7,45s 400m – Carolina Duarte – 55,95s 4X400m – 3m45,62s 1.500m – Sandra Teixeira – 4m24,51s 3.000m – Salomé Rocha – 9m21,66s 3.000m marcha – Vera Santos – 13m05,86s Comprimento – Shaina Mags –...

Escancaradas as portas do título, no Porto

8 de Fevereiro de 1970. Nesse dia a esperança do Benfica residia nas Antas. A 8 jornadas do final do Campeonato os encarnados contavam que os portistas pudessem roubar pontos ao leões. Este foi um jogo que praticamente valeu um título, graças ao golo de Lourenço. O campeonato dos leões estava a ser magnífico, e uma vitória no Porto poderia ser um passo quase decisivo para o conquistar. Orientados por Fernando Vaz, os leões alinharam com: Damas; Pedro Gomes, Caló, José Carlos (cap) e Hilário; Gonçalves e Peres; Marinho, Nelson, Lourenço (Chico) e Dinis (Celestino). Estava um belo dia de sol que proporcionou uma tarde agradável de futebol. O Estádio das Antas registou uma grande enchente onde se destacava uma enorme falange sportinguista. A partida começou em grande ritmo, com ataques de um e outro lado, o que tornou o jogo excitante. As duas equipas mostravam-se valentes lutando pelo melhor resultado. Aos 9 minutos Damas foi obrigado a excelente defesa a potente remate de Rolando. Entretanto os guarda-redes contrastavam nas suas prestações. Enquanto Vaz tornava o fácil difícil, Damas tornava o difícil fácil, e talvez, também por isso, a equipa sportinguista parecesse mais confiante. O único golo da partida surgiu aos 24 minutos. Nélson arrancou pela defesa portista dentro e atirou enviesado. O remate saiu mal, mas Lourenço estava no melhor sítio para emendar o esférico para o fundo da baliza. Este golo transformou completamente o jogo. O FC Porto encolheu-se, sentiu-se pequeno perante os líderes do Campeonato. Dinis falhou depois o 2º por muito pouco e Pavão agrediu a pontapé Gonçalves, sem que o árbitro tenha intervindo. O intervalo chegou com a...

Uma vitória redentora nas Antas

7 de Fevereiro de 1965. O Sporting, no 6º lugar do Campeonato, deslocou-se às Antas para uma partida muito importante para os 2 emblemas, pois se um procurava ameaçar o Benfica na luta pelo título, o outro tentava subir para uma classificação mais de acordo com os seus pergaminhos. Tudo estava a correr mal para o futebol do Sporting. Logo no 2º jogo oficial da época os leões perderam pela 1ª vez em casa com uma equipa da 2ª divisão, o Marinhense – em jogo a contar para a 1ª eliminatória da Taça de Portugal, e o que valeu foi que na Marinha Grande os sportinguistas haviam goleado. Para o Campeonato Nacional, apesar da novidade Carlitos (cuja contratação muita tinta fez correr por discordâncias sérias com o Belenenses), os maus resultados sucediam-se, com realce para a derrota em Torres Vedras por 3-0 à 9ª jornada quando os donos da casa somavam 8 derrotas (!). A competição europeia já lá ia (eliminação aos pés do Cardiff City), e depois de Anselmo Fernandez e Jean Luciano, já era Juca a orientar a equipa. A verdade é que, numa época miserável, o Sporting arrancou a sua melhor exibição no terreno dos portistas. O Estádio estava cheio e a temperatura amena num dia magnífico de Sol. O Sporting jogou com: Barroca; Pedro Gomes, Alfredo, José Carlos e Hilário; Mendes (cap) e Ferreira Pinto; Morais, Carlitos, Osvaldo Silva e Lourenço. Os verde e brancos entraram em jogo com um futebol suave e elegante, fazendo correr a bola de pé para pé o que confundiu totalmente a equipa portista. O Sporting abriu o ativo logo aos...

Matheus Nunes “encheu o campo” e decidiu o derbi rumo ao título de 2021!

1 de Fevereiro de 2021. Este foi um dérbi disputado à “flor da pele” com o Sporting (de Rúben Amorim) a pretender cimentar a liderança no Campeonato e o Benfica (d e Jorge Jesus) à procura de “limpar a face” perante as últimas (fracas) prestações. A distância entre as duas equipas era de 6 pontos, pelo que ao Benfica só interessava ganhar. Para o Sporting triunfar era também muito importante até porque o empate faria diminuir a distância para o FC Porto de 4 para 2 pontos. O Sporting esteve ligeiramente melhor em toda a 1ª parte perante um adversário que também nunca se encolheu. Para além de um ou outro lance de algum frisson, a única verdadeira grande oportunidade neste período foi desperdiçada por Neto, que após um canto da direita e desvio ao 1º poste de Tiago Tomás, surgiu sozinho no 2º poste mas cabeceou demasiado para o lado, não conseguindo assim bater Vlachodimos. Na 2ª parte o jogo continuou com as mesmíssimas caraterísticas. O Sporting um pouco melhor numa partida onde rareavam as reais chances de golo. Entretanto Adán e Coates davam toda a confiança em termos defensivos, Matheus Nunes “enchia o campo” no meio e Pote ia procurando tirar algum “coelho da cartola” (andou lá perto). Aos 81 minutos, num lance de ressaca, Palhinha “estourou” ligeiramente ao lado (muito perigo). Aos 90+2 veio o golo do nosso contentamento. Jovane conseguiu cruzar da esquerda, a bola atravessou toda a área, Pedro Porro voltou a cruzar (agora da direita), Vlachodimos socou para a frente e Matheus Nunes surgiu a cabecear para a baliza deserta! Era o triunfo,...

O jogo da “camisola rasgada”

31 de Janeiro de 2004. O Sporting-FC Porto da 20ª jornada do Campeonato decidiria se os leões se iriam ou não manter na corrida para o título. A equipa de Fernando Santos necessitava deseperadamente duma vitória para se colocar a apenas 2 pontos do rival, e tudo se tornaria possível. O Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia (Sá Pinto), Anderson Polga, Beto e Rui Jorge; Custódio; Rochemback, João Pinto (Carlos Martins) e Pedro Barbosa; Silva (Niculae) e Liedson. O jogo (que começou com uma singela homenagem a Miki Fehér) foi muito competitivo, tendo dado a clara impressão que a equipa do Sporting entrou com um nervosismo demasiado. O FC Porto estava invencível no Campeonato, mas um Estádio Alvalade cheio, que vivia talvez o mais importante jogo da sua curta História, impunha ao Sporting a busca incessante da vitória. Na 1ª oportunidade de que dispuseram os portistas marcaram, na sequência dum pontapé de canto, por Jorge Costa. O Sporting não se atemorizou e tentou impor o seu futebol perante um recúo estratégico da equipa de José Mourinho, que procurava aproveitar a velocidade dos seus dois atacantes. Mais ou menos a meio desse 1º tempo Deco teve uma entrada duríssima sobre Rochemback mas Lucílio Baptista perdoou-lhe a amostragem do 2º cartão amarelo… Aos 35 minutos Liedson foi derrubado na área por Vítor Baía (que viu apenas o amarelo quando deveria ver o vermelho). Na conversão do respetivo penalty Rochemback atirou forte, mas à barra. Os leões perdiam assim uma clamorosa oportunidade para empatarem a contenda ainda no 1º tempo, numa partida em que a tática assumiu grande preponderância. No início da 2ª...

Em luto pela mentira que era o Futebol nacional

31 de Janeiro de 1999. Após mais um jogo em que o Sporting foi descaradamente prejudicado, no empate em Chaves 2-2 com arbitragem de Jorge Coroado, o Sporting considerou que a verdade desportiva do Campeonato Nacional de Futebol estava “ferida de morte” e declarou luto pelo futebol português até que a situação de descrédito que atingia a modalidade fosse reparada. O Conselho Directivo do Sporting apelou aos sócios e adeptos para que comparecessem em massa em Alvalade no jogo com a Académica (da 20ª jornada) para apoiarem a equipa e expressarem a sua adesão ao estado de luto em que se encontrava o futebol nacional. Pela voz do presidente José Roquette, o Conselho Diretivo anunciou a colocação da bandeira do Sporting a meia haste e a adoção de sinais institucionais em todas as modalidades que traduzissem a situação de luto decretada. Num comunicado divulgado na mesma ocasião, o Conselho Diretivo recordou os erros da arbitragem em Chaves e pelo menos os 10 pontos de que o Sporting já se vira privado neste Campeonato. Registou a admissão honrada pelo árbitro Jorge Coroado (com a famosa referência à azia) de poder ter cometido erros que terão prejudicado o Sporting, mas salientou que apesar disso as consequências dessas falhas não eram reparáveis. O Conselho Directivo manifestou ainda profundo apreço pelo comportamento da equipa de Futebol tanto nos planos desportivo como disciplinar, e sublinhou a elevadíssima competência e dedicação da equipa técnica chefiada por Mirko Jozic. Nesta partida frente à Académica as bancadas eram uma imensa escuridão. Nos céus de Lisboa, milhares e milhares de balões negros. O Sporting triunfou por 5-0 com 2...

Vitória importantíssima rumo ao título de 1953/54

31 de Janeiro de 1954. O Sporting tinha apenas 1 ponto de avanço do FC Porto, que tudo fazia para voltar aos títulos. Na caminhada para o 1º tetra do futebol português, os leões receberam os portistas no Alvalade para um jogo importantíssimo. Com as bancadas completamente lotadas, proporcionando uma receita de 240 contos, a equipa de Jozef Szabo alinhou com: Carlos Gomes; Caldeira, Passos e Galaz; Janos Hrotko e Juca; Hugo, Vasques, Martins, Travassos e Mendonça. A 1ª oportunidade de golo foi criada por Hernâni, logo nos primeiros momentos, anulada por Carlos Gomes, que arrojando-se aos pés do adversário interveio com decisão. O Sporting respondeu de pronto, jogando em rapidez e com profundidade, e mostrando uma maior capacidade ofensiva que o seu adversário. Apesar de tudo, os portistas defendiam-se com muitos homens e não menos bravura. A certa altura Travassos teve um disparo potente ao lado (dando sinal do que pouco depois se iria passar) a que se seguiu um aparatoso golpe de cabeça de Martins a roçar o poste… As verdadeiras hostilidades foram abertas aos 14 minutos. Com um pontapé potentíssimo, após uma primorosa finta sobre Porcel, Travassos não deu hipóteses a Barrigana de sequer esboçar a defesa. A verdade é que os nortenhos reagiram, e apenas 4 minutos depois, Passos agarrou Hernani e José Maria fez o empate, de penalty. Este golo, claramente contra a “corrente do jogo”, afetou um pouco os leões, que apesar de tudo mantiveram o domínio com um futebol ligado e bem urdido. Ainda no 1º tempo, aos 33 minutos, na sequência dum pontapé de canto, Vasques, de cabeça, fez o 2-1, um...

6-1 ao anterior líder e na frente até ao fim!

30 de Janeiro de 1944. Jogou-se a 1ª jornada da 2ª volta do Campeonato Nacional. O Sporting recebia o Belenenses (recém-campeão de Lisboa) a 1 ponto dos azuis (que lideravam a prova) e com mais 1 ponto que o Benfica (no 3º lugar). Jozef Szabo escalou a seguinte equipa: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manecas; Octávio Barrosa, Daniel e Eliseu; Mourão, João Cruz, Peyroteo, António Marques e Albano. De notar a presença de Mourão (foto) no onze do Sporting, ele que se tinha despedido da competição no final da época anterior, mas que voltara (em grande plano) já no decorrer deste Campeonato Nacional. Aliás, este foi o seu 5º jogo sempre a marcar e no qual apontou o último golo da sua brilhante carreira… O Belenenses, moralizado pela liderança, entrou no jogo com maior domínio e não foi com surpresa que inaugurou o marcador logo aos 9 minutos por Rafael, num esplêndido remate rasteiro. O Sporting patenteava dificuldades em transportar o jogo de trás para a frente. Daniel abusava das bolas altas, mas aos 26 minutos, aproveitando alguma descoordenação na defensiva azul (por mau estado físico de Serafim), Mourão esgueirou-se pela direita e rematou certeiro fazendo o empate. O Sporting animou e carregou sobre o adversário, tendo o árbitro, a 5 minutos do descanso, perdoado um penalty claríssimo aos azuis por carga de Feliciano a Mourão (“com os pés e com as mãos…”). O intervalo chegou assim com um empate. Serafim não pôde entrar para o 2º tempo, colocando a sua equipa em inferioridade numérica. Logo no 1º minuto Peyroteo atirou ao poste. O Sporting parecia ir marcar mais tarde ou mais...

Exibição extraordinária na Luz com Liedson a resolver

28 de Janeiro de 2006. O Sporting realizou uma das melhores exibições de sempre (tal foi a evidente superioridade na “casa” do velho rival), alcançando uma vitória fantástica no Estádio da Luz perante o Benfica. Os leões distavam 9 pontos do FC Porto e 6 dos encarnados, pelo que era imperioso vencer. A turma de Paulo Bento impôs o seu futebol (com exceção do primeiro quarto-de-hora) realizando uma prestação notável e que mesmo os mais otimistas talvez não esperassem. A equipa: Ricardo; Abel, Tonel, Anderson Polga e Caneira; Custódio; Carlos Martins (Nani), Sá Pinto (Miguel Garcia) e João Moutinho; Deivid (João Alves) e Liedson. Petit e Manduca, com remates de longe, pareciam querer lançar o Benfica para a vitória, mas após um período de alguma precipitação, que durou 15 minutos, os sportinguistas ganharam claramente o meio-campo e começaram a criar grandes dificuldades ao rival. Entretanto surgiu a chuva, que não arrefeceu o ímpeto leonino, o mesmo acontecendo com o golo inaugural da partida, apontado por Simão de penalty aos 28 minutos a punir uma mão de Custódio. Com Carlos Martins em grande plano (magnífica 1ª parte) os leões lançaram-se para cima do adversário e criaram várias oportunidades, como uma “bomba” de Martins ao poste, um falhanço de Deivid após excelente assistência do mesmo Martins, para além dum remate “venenoso” de Sá Pinto respondido por uma magnífica defesa de Moretto. Para a 2ª parte o Sporting entrou no mesmo ritmo e, finalmente, chegou ao empate aos 64 minutos por Sá Pinto de penalty. Veio então ao de cima a superioridade leonina também no marcador, com um magnífico lance de Liedson que fez...

Estreia magnífica do novo técnico Imbelloni com “show” de Faustino

24 de Janeiro de 1960. O Sporting até ia bem (apenas a 1 ponto do líder Benfica) mas desinteligências entre o técnico Fernando Vaz e a direção afastaram o treinador do comando técnico do Sporting. O principal motivo foi o empate, uma semana antes, em Coimbra a duas bolas devido a um golo de Wilson a 4 minutos do fim que retirou o comando do Campeonato aos sportinguistas. O líder dos juniores, Mário Imbelloni, assumiu assim a responsabilidade (provisória) de dirigir a equipa na difícil (assim se esperava) receção ao FC Porto. O Sporting apresentou-se com: Octávio de Sá; Lino e Hilário; Mendes (cap), Lúcio e França; Hugo, Faustino, Vadinho, Diego e Seminário. Os verde e brancos entraram na partida com uma disposição que fez prever aquilo que se iria passar. Logo aos 17 minutos a equipa da “casa” inaugurou o marcador. Vadinho recebeu a bola à entrada da área contrária, dominou bem, virou-se e rematou rasteiro – a bola ainda tabelou no poste e anichou-se no fundo da baliza de Acúrsio. 12 minutos depois, num lance do ataque leonino, Seminário chutou mal, a bola já ía a sair pela linha de cabeceira quando Diego a captou e passou atrasado a Faustino, que, muito expedito, a meteu dentro da baliza portista fazendo o 2-0, resultado com que se chegou ao intervalo. Logo no 1º minuto do 2º tempo o marcador subiu para 3-0. Vadinho conduziu a bola pela extrema-direita, “sentou” Paula e centrou. Faustino, de mergulho, mandou-a para as redes, concretizando um tento de belo efeito. Aos 55 minutos foi Hugo a centrar e Vadinho a concretizar, aumentando a parada para...
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