1987 – Golos de Meade e Houtman derrotaram o FC Porto

4 de Abril de 1987. Com Keith Bukinshaw “ao leme” (substituira Manuel José) e no 4º lugar da classificação, o Sporting recebeu no Alvalade o FC Porto de Artur Jorge, numa partida fulcral para os visitantes no que respeitava à luta pelo título. O Sporting alinhou com: Damas; João Luiz, Duílio, Morato e Virgílio (Mário Jorge 54); Oceano; Meade, Mário e Silvinho; Manuel Fernandes e Houtman. Com uma equipa extremamente ofensiva frente a um FC Porto que fazia uma excelente carreira na Taça dos Campeões Europeus (que viria a ganhar), o Sporting realizou uma exibição muito positiva, remetendo quase sempre os forasteiros à defensiva e criando várias oportunidades de golo. Com a expulsão de Frasco aos 48 minutos (por acumulação de amarelos) mais se adensou o domínio leonino, que conseguiu, finalmente, fazer funcionar o marcador aos 54 minutos pelo inglês Raphael Meade (depois dum centro de Mário Jorge) – um avançado possante que Burkinshaw adaptara à extrema-direita. 12 minutos depois o holandês Houtman aumentou a contagem após excelente assistência de Mário, numa partida em que o Sporting poderia ter conseguido um resultado mais dilatado e o FC Porto se “despediu” do título. No final, Meade (foto de arquivo) não esteve com complacências: “O FC Porto não joga nada”, afirmou o britânico, talvez na euforia dum triunfo muito saboroso. Keith Burkinshaw, o treinador, deitou “água na fervura”: “Não nos podemos iludir, que isto foi apenas mais um jogo”....

1968 – Triunfo do pragmatismo nas Antas

31 de Março de 1968. Sporting e Benfica somavam 31 pontos. O FC Porto de Pedroto estava a 4, pelo que necessitava imperiosamente de vencer. No jogo das Antas (cheio como um ovo), à 20ª jornada, o Sporting (orientado por Fernando Caiado) alinhou com: Carvalho; Pedro Gomes, Armando Manhiça, José Carlos (cap) e Hilário; Dani, Gonçalves e Peres; Marinho, Lourenço e Figueiredo. O FC Porto entrou melhor na partida perante um Sporting frio e calculista (aliás assim o foi durante todo o jogo). Os nortenhos atacaram muito mas nem sempre bem perante uma defesa leonina que foi “de betão”, muito categorizada, que com tanta classe e eficácia começou a desmoralizar pouco a pouco a equipa local. Enquanto os portistas atingiram uma bitola muito elevada na 1ª parte o Sporting fez um jogo sempre ao nível do razoável, sem grandes oscilações, mais consistente, o que lhe valeu uma vitória magnífica e muito importante. O único golo do jogo foi apontado por Gonçalves aos 62 minutos. Num contra-ataque pela direita, Marinho fintou Atraca e cruzou rasteiro para a área portista. Do lado contrário Gonçalves rematou na passada sem posibilidades de defesa para Américo – devido à grande quantidade de jogadores que tinha na frente. No final, Pedroto e Caiado concordaram que o Sporting havia sido mais feliz e para parte da comunicação social esta vitória poderia ter sido crucial para o Sporting na luta pelo título. Não o seria porém, pois entrando na antepenúltima jornada no 1º lugar da competição os leões perderam a liderança com uma derrota na Luz por 1-0, e a desmoralização foi tanta que mais duas derrotas se...

1969 – 5º título nacional de Ciclismo (contra-relógio)

30 de Março de 1969. No Campeonato Nacional de Clubes de Ciclismo (em contra-relógio) a prova disputou-se num traçado nortenho (Porto – Vila do Conde – Póvoa de Varzim – Esposende e volta), e serviu para confirmar a superioridade do ciclismo leonino à época. Efetivamente, a equipa do Sporting constituída por Joaquim Agostinho, Leonel Miranda e Emiliano Dionísio venceu a corrida com um confortável avanço de 12 minutos sobre o FC Porto e 14 sobre o Benfica. Foi o 5º título nacional do Sporting na especialidade Já uma semana antes acontecera a 2ª presença e o 2ª título de Joaquim Agostinho (foto) no Campeonato Nacional de Fundo. O benfiquista Fernando Mendes foi o seu principal opositor, mas ficou a 2...

1941 – Campeões de Portugal em Futebol pela 5ª vez (1ª no Campeonato da 1ª divisão)

30 de Março de 1941. No Estádio do Lumiar realizou-se um Sporting-Boavista para a 12ª e antepenúltima jornada do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª divisão. Orientados por Jozef Szabo os leões alinharam com: Azevedo; Rui de Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Gregório e Manecas; Mourão, Armando Ferreira, Peyroteo, Pireza e João Cruz. Após a vitória na semana anterior por 4-2 sobre o Benfica os leões estavam a um pequeno passo do título. Para o garantir já, havia que ganhar ao Boavista, o “lanterna vermelha” da competição. A verdade é que o Sporting resolveu muito rapidamente o problema, com golos atrás de golos, mercê (sobretudo) da grande forma de Peyroteo. O goleador marcou por 5 vezes. Soeiro bisou, Gregório e Armando Ferreira também marcaram – cada um por uma vez.. O resultado final foi de 9-0. No final foi a festa com a conquista do 1º Campeonato Nacional da 1ª divisão para o Sporting (5º título nacional no total) numa temporada memorável em que os leões ganharam tudo o que havia para ganhar. No que diz respeito ao Campeonato, o Sporting terminou com 23 pontos, 3 pontos de avanço do FC Porto. A seguir ficaram Belenenses com 19, Benfica com 18, Académica com 12, Barreirense com 10, Unidos de Lisboa com 6 e Boavista com 5. Em termos de golos marcados, e curiosamente, o Belenenses fez mais 1 (59 contra 58) e também sofreu menos 1 (22 para 23). Peyroteo foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 30 golos (o 2º classificado, Kordnya, do Porto, marcou 13, seguido por Rafael do Belenenses com 12…). Em relação aos outros leões,...

1998 – Voltaram os “magos da raqueta”

29 de Março de 1998. Após 2 anos de interregno o Sporting conquistou o seu 24º título nacional de Ténis de Mesa, igualando o Benfica no ranking da prova. Na final do play-off, depois de perder na Madeira com o S. Roque por 4-2, o Sporting triunfou em Alvalade por 4-3 e na negra por 3-1. No confronto derradeiro Vladimir Marinkevich, Rogério Alfar e Pedro Miguel estiveram em grande nível. A vitória de Rogério Alfar sobre Artur Silva (com quem tinha perdido no 1º jogo) foi fundamental, mas também a vitória em pares de Marinkevich e Alfar foi decisiva. A Sala de Alvalade esteve cheia para estes encontros, com um constante e caloroso apoio aos jogadores. No final o delírio foi tanto para os elementos constituintes da equipa como para os adeptos. Na hora de atribução das medalhas, o público sportinguista soube tributar uma justa ovação à turma madeirense. Para o ucraniano Vladimir Marinkevich: “No início era quase inimaginável que pudessemos vir a saborear este inesquecível momento, mas a entrega ao trabalho, a amizade no grupo e a fé em vencer deram-nos força para alcançarmos a vitória final.” Para o campeoníssimo Pedro Miguel: “Este é o meu 12º título e tem um significado especial. Foi o prémio da amizade e espírito de sacrifício. Estou há 20 anos no Sporting e sempre houve este espírito, mesmo com os estrangeiros – primeiro Chen Shi-Chao e agora Marinkevich.” Rogério Alfar foi pela 4ª vez Campeão Nacional em 6 anos de Sporting. Conseguiria semanas mais tarde os títulos de Campeão Nacional de seniores e Campeão absoluto de Portugal, ambos pela 1ª vez ao...

2021 – Campeões Nacionais de Atletismo em pista coberta em ambos os sexos!

28 de Março de 2021. O Sporting CP conquistou neste domingo os Campeonatos Nacionais de Clubes em pista coberta femininos e masculinos, que se realizaram neste e no fim-de-semana de 13 e 14 de Março, em Pombal. Saliente-se que o Benfica (o anterior campeão em masculinos) não participou na competição por alegadamente discordar das práticas de testagem à covid-19 assumidas pela Federação Portuguesa de Atletismo. Os atletas leoninos tinham ficado mais perto dos respetivos títulos no 1º fim-de-semana da prova, ficando só à espera do que fariam os adversários neste 2º fim-de-semana. Fechadas as contas, as leoas revalidaram o título com 200 pontos no total, enquanto os Leões, que não conquistavam o título desde 2017, amealharam 198 pontos. A nível individual, a grande figura foi Auriol Dongmo, recente campeã europeia em pista coberta no peso, que voltou à competição com a excelente marca de 19m20cm. No setor feminino o Sporting venceu no peso (Auriol Dongmo – 19m20cm), na altura (Anabela Neto – 1m75cm), vara (Marta Onofre – 3m70cm), 400m (Cátia Azevedo – 53,51s), 800m (Rita Figueiredo – 2m11,34s), 60m (Rosalina Santos – 7,41s), triplo-salto (Evelise Veiga – 13m58cm), 4 x 400m (Évora, Guerreiro, Azevedo e Barbosa – 3m42,41s) Os vencedores do Sporting no setor masculino foram Tiago Pereira (altura – 2,05m), João Vieira (5.000m marcha – 19m46,25s), Nuno Pereira (1.500m – 3m45,29s), Daniel Santiago (peso – 16m54cm), Nuno Pereira (800m – 1m52s), Carlos Nascimento (60m – 6,71s), Fernando Serrão (3.000m – 8m09,15s), Gonçalves, Fernandes, Garcia e Elkhatib (4 x 400m – 3m20,70s) Classificação coletiva masculina 1º SPORTING CP – 198 pontos 2º Juventude Vidigalense – 161 pontos 3º SC...

2021 – Pentacampeãs nacionais de Râguebi!

28 de Março de 2021. A equipa feminina de Râguebi do Sporting CP continua a não dar hipóteses a nível nacional e, neste domingo, voltou a vencer o Campeonato Nacional da Divisão de Honra XV, desta vez na nova vertente de Râguebi de 15 – partida disputada nas Caldas da Rainha. Para conquistar o título as leoas tiveram de vencer, mais uma vez, o Benfica – desta feita por 11-8 num jogo que teve de ser resolvido nas grandes penalidades, depois do empate (8-8) no tempo regulamentar e após o prolongamento. Ao intervalo a formação orientada por Pedro Leal já vencia por 5-3, mas a equipa encarnada ainda conseguiu virar o resultado e colocar-se na frente do marcador. Ainda assim, apesar de ter várias baixas para esta partida, o Sporting CP acabou por empatar, com um drop da capitã Isabel Ozório, e levar o encontro para prolongamento. No prolongamento, Sporting CP e Benfica continuaram empatados com a partida a chegar às grandes penalidades – 3 para cada lado (pontapés desde a linha dos 22 metros) e apenas uma convertida, com a capitã verde e branca a voltar a marcar e a dar mais um título ao emblema leonino. Este foi o 5º título nacional de Râguebi consecutivo para as leoas, o 1º conquistado na variante de 15, depois de no ano passado o campeonato ter sido disputado por equipas de 13 jogadoras e nos 3 anos anteriores em sevens. Pedro Leal, o treinador, mostrou-se naturalmente satisfeito: “Foi um jogo muito renhido, e não foi um jogo propriamente bonito, mas as finais não se jogam, ganham-se. E, felizmente, tivemos a ‘sorte’ – e...

1993 – Bicampeões Nacionais de Voleibol

28 de Março de 1993. Grande espetáculo de Voleibol na Nave do Alvalade. Com a 28ª vitória em 28 jogos os leões garantiram o título de bicampeões nacionais a 4 jornadas do fim com uma vitória por 3-1 sobre o Benfica. 15-10, 16-17, 17-15 e 15-13 foram os resultados parciais desta magnífica partida. A equipa: Nicolai Dankinov, Tzevetan Florov (cap), Wagner Silva, José Gonçalves, Filipe Vitó, Miguel Maia, Teodor Genev, Miguel Soares e Maurício Cavalcanti. Na nave do Alvalade esteve presente uma das maiores enchentes de sempre. O Sporting foi mais enérgico, teve mais discernimento. A equipa do prof. António Rodrigues mostrou-se de forma excecional. Assim que o encontro terminou o recinto foi inundado por uma vaga imensa de espetadores, e só as cuecas ficaram com os jogadores! A festa continuou na cabina onde todos tiveram de ir ao chuveiro e o champanhe encomendado pelo vice Abílio Fernandes começou a jorrar. O treinador António Rodrigues conseguiu aqui o seu 3º título consecutivo (o 1º nas senhoras do Estrelas da Avenida e os 2 últimos no Sporting): “Foi um grande jogo, e este é talvez o meu título mais saboroso pois foi conseguido sem derrotas”. O capitão Florov realizou mais uma grande exibição, sendo o finalizador mais vezes utilizado, com Miguel Maia a tirar o melhor partido da sua experiência e categoria, não parecendo que já contava 34 anos, o que: “É resultado duma paixão muito antiga e muito grande pela modalidade. Conseguimos ganhar porque todo o conjunto funcionou bem”. Miguel Maia, aos 21 anos, já alcançava o seu 6º título nacional (!): “Estou satisfeito. Temos que encarar o futuro...

1982 – A vitória num derby intenso, que “abriu as portas” do título.

28 de Março de 1982. 23ª jornada do Campeonato Nacional. O Sporting tinha 5 pontos de avanço do Benfica mas perdera pela 1ª vez na prova no fim-de-semana anterior, no Bessa, e, mais grave até do que isso, perdera também Oliveira por 1 mês… Para o Benfica era o jogo do “alguma coisa” ou nada e o espetáculo foi eletrizante. Num fresco fim de tarde, com uma grande enchente, a equipa (na foto) de Malcolm Allison: Meszaros; Barão, Carlos Xavier, Eurico e Marinho (Mário Jorge); Virgílio; Ademar, Lito e Nogueira (Freire); Manuel Fernandes (cap) e Jordão. Logo aos 13 minutos de jogo o Benfica inaugurou, com alguma surpresa, o marcador. Carlos Manuel apontou um canto, Marinho afastou a bola de cabeça mas a equipa de arbitragem (chefiada por Marques Pires) considerou que a bola havia entrado diretamente. Nem a televisão conseguiu esclarecer completamente as dúvidas, e os jogadores sportinguistas protestaram veementemente o lance… Os leões responderam bem e 7 minutos depois chegaram ao empate. Humberto Coelho carregou e depois derrubou claramente Manuel Fernandes dentro da área encarnada. Com um remate colocadíssimo Jordão obteve o empate. O intervalo chegou com 1-1. O grande caso do jogo ocorreu aos 64 minutos. Numa avançada do Sporting, Manuel Fernandes e Bento tentaram chegar primeiro à bola. Foi o guarda-redes benfiquista a fazê-lo, mas o atacante sportinguista ainda tentou tocar o esférico, acabando por tocar, sim, na cabeça no guardião encarnado… Ato contínuo, Bento foi tirar satisfações e tocou Manuel Fernandes na cara com um grau de intensidade que nunca se saberá ao certo. No entanto o atacante leonino caiu ou lançou-se para o chão....

2022 – Campeãs nacionais de Râguebi!

26 de Março de 2022. A equipa principal feminina de Râguebi do Sporting CP revalidou neste sábado o Campeonato Nacional depois de vencer a AEES Agrária de Coimbra por 20-15 na final disputada no Jamor. A AEES Agrária Coimbra até entrou bem na partida, colocando-se a vencer aos 6 minutos, através dum pontapé de penalidade convertido, mas as experientes leoas depressa deram a volta ao resultado. Aos 11 minutos Isabel Ozorio fez o empate da mesma forma e 5 minutos depois foi a vez de Ana Freire fazer o 1º ensaio do encontro e colocar o Sporting CP na frente do marcador (8-3). Logo de seguida, na transformação do ensaio, Isabel Ozorio não desperdiçou a oportunidade de dar maior vantagem à turma Leonina e fez o 10-3. Ainda assim, e apesar da superioridade verde e branca no marcador e em campo, a AEES Agrária Coimbra não desistiu de procurar outro resultado e chegou mesmo a empatar em cima do intervalo, primeiro com um ensaio (10-8) e depois na transformação (10-10). A 2ª parte continuou a bom ritmo, mas sem mexidas no marcador até aos 63 minutos, altura em que a AEES Agrária Coimbra aproveitou uma desconcentração leonina e fez mais um ensaio, colocando-se de novo na frente (10-15). De novo a correr atrás do prejuízo, as comandadas de Filipe Luís reagiram bem e depressa chegaram ao empate. Catarina Pires conseguiu isolar-se de forma rápida e correu para mais um ensaio verde e branco, fazendo o 15-15 aos 66 minutos. Isabel Ozorio fez depois o 17-15 na transformação do ensaio. Aos 76 minutos as leoas colocaram-se na frente por Isabel...
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