Um início demolidor em 1916/17

26 de Novembro de 1916. Nesse dia o Sporting iniciou a caminhada no Campeonato de Lisboa de Futebol. A partida inaugural disputou-se em Palhavã, frente ao Império. A assistência era pouco numerosa, e o jogo só começou 30 minutos depois da hora prevista devido à falta de Artur Santos – o árbitro escolhido pela Associação de Futebol de Lisboa para dirigir o desafio. Amílcar Breia acabou por ser o juíz por concordância dos 2 capitães. O campo de Palhavã não estava em boas condições, apresentando erva crescidíssima em alguns pontos e de folhas largas, escorregando imenso – o que prejudicava o jogo, principalmente aos que não estavam habituados a semelhantes condições. O Sporting apresentou-se com: Paiva Simões; Amadeu Cruz e Jorge Vieira; Gastão Ferraz, Artur José Pereira e Boaventura da Silva; Marcelino, Francisco Stromp (cap), José Diogo, Perdigão e Armour. Logo aos 3 minutos o Sporting inaugurou o marcador e até ao intervalo, que chegou com 5-0, foi um “ver se te avias” com José Diogo (um jogador novo na equipa, que se estreava oficialmente) e Alfredo Perdigão em grande destaque. Após 9 minutos de intervalo iniciou-se o 2º tempo, no qual o Sporting continuou a dominar claramente. Curioso o facto de Artur José Pereira ter ralhado várias vezes com o fiscal-de-linha por este ter dado indicações ao árbitro que iam contra a sua perceção dos lances! Com várias faltas de Boaventura e muitas oportunidades falhadas pelos sportinguistas, o final da partida lá chegou com a vitória verde por 9-0. Segundo a imprensa da época: “Na equipa do Sporting, à exceção de Marcelino (que ainda assim marcou um grande golo)...

Estreia do Futebol feminino

25 de Novembro de 1991. Neste dia o Sporting fez o seu 1º jogo em Futebol feminino a contar para a 1ª jornada do Distrital lisboeta. Os treinadores da equipa eram Diamantino Baptista e José Carvalho. As leoas defrontaram o Académico de Alvalade no Campo do Arroios e perderam por 3-2. O presidente Sousa Cintra esteve presente, afirmando, apesar da derrota, que “este conjunto de jogadoras ainda vai ser um caso sério no futebol feminino em Portugal. Acredito que podem ser campeãs”. Para que conste, a equipa que alinhou foi: Cristina, Carla Rodrigues, Célia Rodrigues, Salomé e Lurdes Neves; Jú, Alexandra Paçô (Leontina Oliveira), Helga Lima (capitã) e Fátima Paiva; Carla Couto e Adília Martins. Durante os seus (poucos) anos de existência a equipa feminina do Sporting nunca conseguiu ultrapassar a hegemonia do Boavista na modalidade, pelo que nunca chegou aos títulos. A secção acabou por ser extinta em 1995 na direção liderada por Pedro Santana Lopes (tal como o Voleibol, Basquetebol e Hóquei em Patins) que invocou “dificuldades na disponibilidade de campos para os treinos”… acabando por “renascer” em 2016 sob a presidência de Bruno de Carvalho, que apostou forte na modalidade. Foto: A capitã Helga...

Recorde no clube – Os 10 futebolistas com mais golos no Campeonato Regional de Lisboa

Peyroteo é o futebolista leonino com mais golos marcados na História do Campeonato Regional de Lisboa, competição disputada entre 1907/08 e 1946/47 na qual os leões foram a equipa com melhor palmarés ao obterem 18 títulos. Vejamos agora quem são os 10 mais: CLA FUTEBOLISTA E G 1º Peyroteo 10 124 2º Soeiro 11 69 3º Abrantes Mendes 10 58 4º João Cruz 11 58 5º Mourão 16 58 6º Pireza 9 49 7º Jaime Gonçalves 13 36 8º Rogério 2 23 9º Eduardo Mourinha 3 22 10º José Manuel Martins 4...

Último jogo do último Regional de Lisboa – heróico para Azevedo

17 de Novembro de 1946. Nesse dia disputou-se a partida da última jornada do último Campeonato de Lisboa de Futebol. Esta era a 1ª época dos “cinco violinos”, que nem sempre (ainda) jogavam todos juntos, pois havia também Armando Ferreira, Sidónio, entre outros. O Benfica tentava o seu 11º título enquanto os leões procuravam o 18º. Aos encarnados bastava o empate para serem campeões. Este foi um dos jogos mais apaixonantes de sempre entre os 2 velhos rivais. Disputou-se no Campo Grande (casa do Benfica) tendo o Sporting (sob o comando de Robert Kelly) alinhado com: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manecas; Canário, Octávio Barrosa e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. O Sporting, obrigado a ganhar, entrou na partida a pressionar o seu adversário desorientando-o um pouco. Valeu aos encarnados a falta de inspiração de Peyroteo que, muitas vezes em boa posição para marcar, preferia entregar a bola aos seus interiores… Passado aquele 1º quarto-de-hora de sufoco o Benfica conseguiu libertar-se, mas continuou a ser a equipa sportinguista a mais perigosa, não sendo de estranhar que aos 41 minutos Jesus Correia inaugurasse o marcador após um remate fortíssimo em que a bola foi defendida por Pinho para o poste, para depois ressaltar no seu corpo e entrar. Quase à beira do descanso Azevedo magoou-se num braço ao tentar uma defesa, pelo que o Sporting teve de jogar cerca de 3 minutos com Jesus Correia a guarda-redes improvisado. A proximidade do intervalo evitou consequências funestas para os leões. Recomeçada a partida o Sporting surgiu sem o seu guardião. Veríssimo foi para a baliza, Travassos recuou para médio e...

1944 – Campeões Regionais de Futebol com vitória frente ao Benfica

17 de Novembro de 1944. Mais uma vez um Benfica-Sporting decidiu o Campeonato de Lisboa. A partida disputou-se no Campo Grande e os encarnados tinham de ganhar para conquistar o ceptro, pois as equipas estavam empatadas e os leões haviam ganho em “casa” por 3-2. Orientada por Jozef Szabo, a equipa do Sporting: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manecas; Octávio Barrosa, Veríssimo e João Nogueira; João Cruz, Canário, Peyroteo, António Marques e Albano. As duas equipas entraram em jogo numa toada algo receosa, mas Peyroteo começou cedo a criar alguma mossa na defensiva benfiquista. O jogo foi aumentando aos poucos de intensidade e logo aos 13 minutos o Sporting fez um golão por Canário, que sem deixar a bola cair no chão respondeu com um petardo fantástico a um centro de Albano a meia altura. O Benfica reagiu, remetendo-se o Sporting a uma toada de contra-ataque que por mais de uma vez poderia ter dado o 2º golo. Após falta de Octávio Barrosa, um livre sobre a esquerda foi marcado por Gaspar, e num magote de jogadores Julinho levou a melhor de cabeça restabelecendo a igualdade. Logo a seguir Azevedo fez uma extraordinária defesa a remate de Teixeira. O Benfica jogava largo, com cruzamentos por alto, mas a extrema atenção e a competência de Cardoso e Manecas (na foto) obstava a que os locais conseguissem ganhar vantagem. Na 2ª parte a partida continuou mais ou menos na mesma toada. O Benfica era obrigado a ganhar, por isso arriscava mais. Acabou por não ser surpreendente (pois minutos antes já o perigo havia circundado a baliza de Martins) que o Sporting chegasse à...

4-0 ao Benfica para “limpar a face”

4 de Novembro de 1945. O Sporting não vivia uma fase muito positiva no Campeonato Regional de Lisboa, a prova que abria a época oficial e se disputava normalmente entre Setembro e Dezembro. Os leões vinham duma derrota escandalosa por 5-0 frente ao Estoril (na única partida em que o guarda-redes Magalhães alinhou de verde e branco). A verdade é que, neste dia, havia que receber o Benfica. Os pupilos de Cândido de Oliveira queriam “limpar a face” e, de facto, nada melhor que uma boa vitória perante o grande rival para animar as hostes. A equipa: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manecas; Octávio Barrosa, Veríssimoe Juvenal; Jesus Correia, Armando Ferreira, Peyroteo, Cordeiro (que se estreou) e Albano. O Sporting entrou na partida com o intuito de marcar rapidamente e resolver o jogo o quanto antes. Apesar disso os primeiros minutos foram equilibrados, mas, aos 22, Peyroteo abriu as hostilidades. Os leões moralizaram-se e entraram em avalanche pela defensiva encarnada dentro naquilo que restou do 1º período de jogo. Aos 35 Octávio Barrosa fez o 2-0 e aos 44 Albano apontou o 3-0 com que chegou o descanso. Temendo a goleada, os benfiquistas tentaram controlar mais a posse de bola no 2º tempo, e a verdade é que o encontro, já resolvido, se foi arrastando sem grande interesse. Ainda assim, a 10 minutos do fim, Peyroteo voltou a marcar estabelecendo o 4-0 final, uma das (poucas) goleadas na História dos jogos oficiais entre Sporting e Benfica. Acrescente-se, já agora, que o Sporting acabaria por falhar o título regional (que foi para o Belenenses – azuis que meses mais tarde conquistariam...

Equipa de Futebol “renascida”

23 de Outubro de 1927. À 2ª jornada do Campeonato de Futebol de Lisboa o Sporting voltou a mostrar as suas credenciais, depois duma bela exibição na partida inaugural frente ao Carcavelinhos. Fruto de duas épocas anteriores frustrantes, os principais observadores não esperavam um Sporting tão forte neste início de temporada, mas a verdade é que a equipa embalou para uma grande época. Na Tapadinha, frente ao Benfica, Joaquim Filipe dos Santos escolheu o seguinte “onze”: Cipriano; António Penafiel e Jorge Vieira; Martinho de Oliveira, Serra e Moura e Matias; Filipe dos Santos, Abelhinha, Alfredo de Sousa, Cervantes e José Manuel Martins. O Sporting entrou na partida com grande serenidade e confiança, mostrando-se desde o início superior ao seu adversário. Apesar disso o 1º período não foi bem jogado, com muitas bolas fora e pouco tempo útil de jogo. A entrada na 2ª parte foi “à leão”. Aos 8 minutos já os verdes tinham 2 golos à maior apontados por José Manuel Martins no espaço de 1 minuto, e o 3º esteve “por um fio”. De destacar o 2º golo, marcado num livre direto a cerca de 25 metros da baliza de Jacinto, que nem sequer esboçou a defesa. O Benfica quase entrou em pânico, mas como os sportinguistas não forçaram, os vermelhos foram pouco a pouco se recompondo. No entanto, à meia hora, Filipe dos Santos aumentou a parada com emenda preciosa a centro vindo da direita. Era o 3-0 final. Antes do termo da partida Alfredo de Sousa ainda perdeu uma chance incrível de fazer o 4º golo. Em termos individuais estiveram em grande destaque os 2...

1927 – 3º título nacional de Polo Aquático e outras proezas náuticas

23 de Outubro de 1927. Nesta temporada o Sporting esteve brilhante no Polo Aquático, ao conquistar o seu 3º título nacional (que acrescentou ao Regional). Na partida decisiva para atribuição do Campeonato de Portugal defrontaram-se na doca de Alcântara o Sporting e o Club Nun`Álvares, do Porto. Em ambos os tempos de jogo houve da parte do Sporting um acentuado domínio, tendo-se chegado ao descanso com 2-0 (ambos os golos de Carlos Sousa). No 2º tempo o mesmo jogador fez mais 2 golos e Torok 1. No final os leões venceram por 5-0 sagrando-se Campeões Nacionais de “water-polo”, nome mais utilizado na época para referir a modalidade em questão. Os heróis leoninos foram Coelho da Costa, Francisco Leote, Afonso Cortez, António Soares, António Silva, Carlos Sousa, Esteban Torok, Mário Garcia, Ganda, António Gomes, Ayala dos Prazeres e Oliveira Duarte. Legenda da foto (da esquerda para a direita): Afonso Cortez, Coelho da Costa, Carlos Sousa, António Soares, António Gomes, Ayala dos Prazeres e Oliveira Duarte. Ainda nos desportos aquáticos, a equipa sportinguista voltou a estar em grande plano nos regionais de Natação. Estela de Carvalho venceu 3 provas (100m livres, 100m costas e 200m bruços) enquanto Esteban Torok (100m costas) e Carlos Sousa (100m livres) prevaleceram nas suas competições. Em estafetas, a equipa composta por António Espadinha, Carlos Sousa, Eduardo Santos e Amadeu Felício também logrou a vitória. A mesma equipa, sem Amadeu Felício mas com Fernando Felício e Esteban Torok, triunfou na prestigiada Taça Zambézia. Afonso Cortez venceu a 10ª Travessia do Tejo a nado organizada pelo Ginásio Clube Português. Em 2º lugar ficou Estela de...

1922 – 4-2 ao Benfica (nas Laranjeiras) num terreno pantanoso

22 de Outubro de 1922. Sob o comando de Augusto Sabbo, o Sporting era o atual detentor do Campeonato Regional de Lisboa. Nesse dia, no início de mais um Regional, Sporting e Benfica encontraram-se nas Laranjeiras (campo dos encarnados). A chuva caiu incessantemente todo o dia o que prejudicou a adesão de público e o próprio espetáculo, que chegou a estar em risco, mas que sempre se disputou por decisão do árbitro Rosmaninho. O Sporting alinhou com: Amadeu Cruz; Joaquim Ferreira e Jorge Vieira; Francisco Stromp, Filipe dos Santos e Henrique Portela; Torres Pereira, Jaime Gonçalves, João Francisco, Emílio Ramos e José Leandro. Devido ao mau tempo, e convencida que a partida não se iria realizar, a força pública tinha-se retirado e muita gente invadiu o campo sem bilhete… Mais tarde lá chegou uma força de cavalaria da Guarda Nacional Republicana, gerou-se uma confusão enorme, muito barulho e “arrufos” à mistura, mas lá se conseguiu criar condições para que a partida se disputasse. O Sporting entrou com muita garra conseguindo colocar-se rapidamente com 2 golos de vantagem (por Emílio Ramos e um benfiquista na própria baliza). O Benfica reagiu e reduziu, mas todos os jogadores mostravam grande dificuldade em se mover perante semelhante estado do terreno. A partida ficou muito renhida, com a bola nos dois meios-campos, e acabou por ser o Sporting a aumentar para 3-1 numa ótima jogada de ataque concluída por Torres Pereira. Antes do intervalo, na recarga a uma defesa incompleta de Amadeu, os vermelhos voltaram a encurtar distâncias, chegando-se ao descanso com um escasso 3-2. Na 2ª parte destacou-se enormemente o trio central do...

5-0 ao Benfica nas Amoreiras!

18 de Outubro de 1936. O Sporting já vinha de 3 triunfos consecutivos no Regional Lisboeta, e depois dum início periclitante (no caminho para o tetra) com o empate em “casa” frente ao Carcavelinhos, seguia-se uma difícil deslocação às Amoreiras para defrontar o Benfica. O treinador era Wilhelm Possak, que fez jogar a seguinte equipa: Azevedo; Jurado e Joaquim Serrano; Alcobia, Rui de Araújo e Faustino; Mourão, Pireza, Soeiro, Francisco Lopes e João Cruz. Na opinião do jornal “Os Sports”: “Os 5-0 com que o Sporting brindou o seu adversário ficaram aquém daquilo que o jogo deu. Uma bela exibição do guarda-redes benfiquista e alguma sorte evitaram que a punição fosse mais severa e dolorosa”. Logo aos 17 minutos os leões inauguraram o marcador com um esplêndido remate cruzado, de pé direito, de João Cruz (vindo de Setúbal, já se tornava a grande revelação da época). 13 minutos depois, a centro do mesmo Cruz, Soeiro faturou o 2º com mais um imparável remate ao canto mais distante. O 1º tempo foi melhor que o 2º, com mais qualidade de jogo e empenho das equipas. O Sporting chegou ao intervalo a ganhar por 2-0 e já sem deixar dúvidas sobre o desfecho final da partida. Para a 2ª parte os benfiquistas entraram a fazer um jogo muito violento a que só Francisco Lopes respondia. Só aos 70 minutos o Sporting ampliou a vantagem, por Soeiro, que aplicou um pontapé “mortal” a uma bola perdida na área. 7 minutos passaram e Pireza aumentou a parada na sequência dum canto de João Cruz. Finalmente, a 2 minutos do fim, Faustino decidiu-se a...
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