1972 – A glória para Joaquim Agostinho e Ciclismo leonino

27 de Agosto de 1972, dia memorável para o Ciclismo do Sporting. Terminou a 35ª Volta a Portugal em bicicleta que deu a 3ª vitória consecutiva ao campeoníssimo Joaquim Agostinho (igualando a marca de Alves Barbosa) e o triunfo coletivo (10º) para os leões. No contra-relógio final Agostinho afirmou mais uma vez a sua classe ímpar. Em Alvalade, houve um verdadeiro “mar” de loucura em redor do ciclista leonino, o “menino bonito” dos sportinguistas: “Naturalmente que estou muito satisfeito com mais este triunfo pois tudo fiz para chegar aqui a Alvalade com a minha camisola amarela. A princípio nem tudo correu bem, mas os outros também cá andavam e sabiam o que estavam a fazer. Eu nunca desanimei, esperando sempre pelas etapas mais ao meu jeito para jogar as minhas cartadas, e assim aconteceu. Esta foi uma das mais difíceis Voltas a Portugal em que participei, e já foi a 5ª. Um corredor pode ser muito bom, mesmo um grande campeão, mas se o trabalho da equipa não corresponder, sozinho nunca pode resolver todos os problemas. A minha equipa ajudou-me sempre e bem, e eu aproveitei muito o trabalho de todos. Devo-lhes esta homenagem porque ela corresponde à verdade”. Manuel Graça, o técnico sportinguista, também estava felicíssimo: “Estou satisfeito com o comportamento dos rapazes porque obtivemos os objetivos que tinhamos em vista. A tarefa foi árdua e a certa altura cheguei a ter receio porque era tudo e todos contra nós, especialmente a equipa da Messias, uma formação capaz de criar problemas a qualquer outra seja ela qual fôr. Agostinho venceu o último contra-relógio entre Sintra e Lisboa na...

1968 – 7º triunfo colectivo na Volta a Portugal em bicicleta

25 de Agosto de 1968. Nesse dia terminou a Volta a Portugal em bicicleta, que o Sporting voltou a vencer coletivamente (pela 7ª vez), tendo Joaquim Agostinho (na estreia) sido o melhor da equipa ao obter um 2º lugar que espantou o país. Dizia-se já por esses dias que Agostinho era uma força da natureza como nunca se vira no Ciclismo nacional. O leão chegou a andar de amarelo e ganhou 18.200$ na competição. O “campeão do dinheiro” foi, contudo, Leonel Miranda (outro sportinguista, que se classificou no 3º lugar) – para casa levou 42.500$. O vencedor individual da Volta foi o benfiquista Américo Silva. Foto: Carro de apoio à equipa do...

1941 – Sporting e Francisco Inácio ganharam a Volta a Portugal em bicicleta

24 de Agosto de 1941. Nesse dia terminou (no Porto) a Volta a Portugal em bicicleta, coroando o sportinguista Francisco Inácio como brilhante vencedor e o coletivo leonino com o melhor em compita. Inácio tinha pouco mais de 1 ano como ciclista independente, era muito robusto, nenhum outro corredor dava tanta impressão de força e poder. Lutador, com brio, tenacidade e coragem, assumia-se como um dos melhores ciclistas portugueses de todos os tempos. No 4º dia da corrida conquistou a camisola amarela ao seu colega de equipa Faísca num contra-relógio de Santiago do Cacém para Ferreira do Alentejo e nunca mais a despiu. Suportou depois os ataques impetuosos de Faísca. Sem ser brilhante foi prático: “Era o meu maior desejo vencer esta prova. Preparei-me com afinco e entusiasmo e fiz o que me era possível para chegar ao Porto como vencedor. Aproveitei o contra-relógio para atacar (foi fantástico), a sorte favoreceu-me”. Segundo o jornal “Os Sports”: “Inácio até parecia outro, estava diferente. O rapaz calado e concentrado estava agora com o rosto iluminado e o seu sorriso abria-se como nunca”: “O Faísca não me deu um momento de repouso. Os seus golpes foram os mais difíceis de suportar e confesso que enquanto não saímos da montanha não descansei”. Com a média de 31,082km/h, Inácio bateu o recorde da prova. Faísca foi 4º, João Lourenço 5º (venceu 10 das 24 etapas disputadas batendo um recorde que perdura) e António Duarte 10º. Coletivamente os leões também triunfaram. Não poderá ficar sem menção o facto de, nesse ano de 1941, o Sporting ter ganho individual e coletivamente todas as provas velocipédicas em que...

1973 – 11º triunfo coletivo na Volta a Portugal, mas doping voltou a ensombrar Agostinho

19 de Agosto de 1973. Nesse dia terminou mais uma edição da Volta a Portugal em bicicleta. Joaquim Agostinho venceu com total autoridade e mais de 17 minutos de vantagem de Jesus Manzaquene, mas a História repetiu-se e o triunfo do leão foi anulado… A equipa sportinguista alardeou uma superioridade impressionante, triunfando coletivamente com mais de 40 minutos (!) de avanço do Messias. Individualmente as classificações: Vítor Rocha (8º), António Marçalo (12º), Leonel Miranda (13º), João Curto (25º), Francisco Miranda (27º), Manuel Luís (31º), Emiliano Dionísio (40º). O pior estava reservado para o fim. A ingenuidade de Agostinho levou-o a tomar um medicamento que continha uma substância proibida pela União Ciclística Internacional, pelo que foi desclassificado. A 5ª vitória consecutiva do ciclista na Volta não contou, tal como tinha acontecido 4 anos antes. Assim, para o seu palmarés, fica o registo de 3 triunfos na mais prestigiada prova nacional. De realçar ainda que, cerca de 1 mês antes, Joaquim Agostinho sagrou-se campeão nacional de fundo pela 6ª vez consecutiva! Para os 256km da prova, o ciclista leonino gastou 7h06m31s a uma média de 36,012km/h. O leão dominou como quis, tendo deixado o 2º classificado, Herculano Oliveira do Sangalhos, a mais de 3 minutos. Ainda nesta temporada, na qual o Ciclismo sportinguista era fortíssimo, Firmino Bernardino venceu o “Lisboa-Algarve” derrotando ao sprint o benfiquista Venceslau Fernandes. Emiliano Dionísio também esteve em foco ao vencer o 16º Circuito de Rio Maior (triunfo colectivo do Sporting), o 3º Circuito da Serra de Tomar (mais um triunfo coletivo leonino) e o Regional de pista (que também foi arrebatado pelo...

1985 – Sporting e Marco Chagas dominaram a Volta a Portugal em bicicleta

18 de Agosto de 1985. Nesse dia terminou a Volta a Portugal em bicicleta. O Sporting dominou claramente a competição. Marco Chagas manteve-se sempre perto dos primeiros esperando pelo contra-relógio decisivo, a sua especialidade. Nele “voou” a 44,302km/h de média, dando 2m04s de avanço a Venceslau Fernandes, que acabou por se quedar pelo 3º lugar final devido à excelente prova também de Eduardo Correia, que foi 3º a 25 segundos de Chagas. Coletivamente o Sporting venceu com 11m33s de avanço do Lousa/Trinaranjus/Akai. Marco Chagas, com uma média final de 36,203km/h para os 1.875km da prova, ainda venceu o Combinado e Carlos Santos a classificação por pontos. Depois das fortes emoções da tarde Marco Chagas seguiu para o local onde a equipa do Sporting/Raposeira estava instalada. Referiu então que: “Vencer a Volta a Portugal pela 3ª vez era a minha meta, pois assim fiquei na História ao lado de Joaquim Agostinho e Alves Barbosa – embora eu saiba que o meu valor não se pode comparar ao deles. Penso em correr apenas mais 2 anos pois esta vida é de muito sacrifício”. Esta foi uma temporada de muitos sucessos para o Ciclismo leonino. Em Maio, Eduardo Correia e o coletivo verde e branco ganharam o Grande Prémio do Vouga (“Comércio do Porto”). No mês seguinte Marco Chagas sagrou-se Campeão Nacional. Ainda em Junho, Paulo Ferreira foi o melhor no prestigiado Grande Prémio JN e em Julho Eduardo Correia triunfou no 2º Grande Prémio de Ciclismo de Setúbal. O culminar perfeito para uma época de grande nível foi mesmo o grande domínio patenteado na Volta a Portugal, a “prova rainha” do...

Vitória coletiva e individual na Taça Portugal em Ciclismo

17 de Agosto de 1913. Nesse dia realizou-se a prova mais importante do calendário velocipédico português na altura – a Taça Portugal em Ciclismo, que já ia na sua 3ª edição. A prova tinha a extensão de 100km e era organizada pela União Velocipédica Portuguesa. A equipa do Sporting esteve presente e obteve uma brilhante vitória coletiva (a que juntou o título individual). Para além dos leões, estiveram representadas as melhores equipas portuguesas da modalidade – Benfica, Nacional Sport Clube e Sport Clube Progresso. Segundo o jornal “O Século”: “Sob um calor abrasador, o pelotão fracionou-se logo no 1º quilómetro. Ao 55º, depois de algumas escaramuças, incidentes e desistências, começou a notar-se a boa forma de António Cristiano, que adiantando-se com enorme vantagem alcançava João da Silva, o qual em vigorosas pedaladas tentou fugir-lhe mas não o conseguiu devido à quebra de corrente da sua máquina, no conserto da qual perdeu meia-hora. António Cristiano aproveitou para desaparecer deixando atrás de si todos os competidores, (entre os quais Carlos Fernandes, que desistiu), e em passo firme fez o resto do percurso sozinho, acabando com o tempo de 3h53m. João da Silva, também do Sporting, ficou em 2º com 4h12m. Os leões venceram por equipas à frente do Benfica”. No final, o vencedor declarou: “Tinha a impressão antecipada da vitória dado a excessiva superioridade do Sporting. Com a avaria do João da Silva e os problemas do Carlos Fernandes as coisas complicaram-se, mas com o considerável esforço do João, que passou de penúltimo a 2º, foi possível a equipa ganhar”. António Cristiano chegou à meta fresco e na melhor disposição, dizendo...

João Roque venceu as duas provas mais importantes de 1963

15 de Agosto de 1963. Nesse dia terminou a 26ª Volta a Portugal em bicicleta (a grande prova do Ciclismo nacional), e a vitória foi para o sportinguista João Roque. O “leão” venceu com muito mérito e tornou-se no 18º nome na galeria dos vencedores da Volta (o 4º do Sporting, depois de Alfredo Trindade, Faísca e Francisco Inácio). Coletivamente a vitória foi para o Benfica, quedando-se os leões pelo 2º lugar. Pedro Junior foi 5º e Pedro Carvalho 9º. Roque foi categórico no momento crucial da prova, vencendo o contra-relógio Tavira-Loulé, “explodindo” aí e demonstrando antes e depois a sua enorme capacidade de ciclista poderoso e resistente. Bateu o recorde de média da prova, com 36,765 km/h, arrecadando 25 contos pelo triunfo. “Entrei na Volta deste ano muito bem preparado e convencido de que podia ganhá-la. Sentia-me em excelentes condições físicas e moralizado pela vitória no “Porto-Lisboa”, que me foi preciosa. As coisas correram-me como estava à espera. Em toda a prova só tive um ligeiro período de quebra – foi na etapa para o Porto, quando o Vítor Tenazinha e o Jorge Corvo fugiram e eu não me senti bem com o empedrado da estrada. Valeu-me então o técnico do meu clube – Manuel Graça, que com as suas palavras não permitiu que me faltasse o alento. Houve quem ficasse assustado por eu não dar muito nas vistas durante grande parte da competição, mas era assim que o Manuel Graça queria que eu fizesse. Devia não me deixar atrasar, mas poupando-me para as provas de contra-relógio. No primeiro estive nervoso, nem foi mau nem foi bom. No segundo...

Leonel Miranda

Nasceu a 15 de Agosto de 1944 em Carregueira, Torres Vedras. Experimentou o Ciclismo mais a sério numa prova popular, em 1962, e logo ganhou a competição! Ingressou então no Lousa, clube pelo qual venceu várias competições de âmbito popular. Depois chegou ao Sporting, onde esteve de 1964 a 1975. Em Setembro de 1965 fez parte da equipa Campeã Nacional de Perseguição. A 9 de Outubro de 1966 classificou-se no 8º lugar na Volta ao Estado de S. Paulo e poucas semanas depois sagrou-se Campeão Nacional de Rampa. Em Julho de 1967 foi o melhor no Grande Prémio do FC Porto. Na Volta a Portugal ficou em 5º e foi “Rei da Montanha”, ajudando à vitória coletiva. No ano seguinte (1968) voltou a triunfar no Grande Prémio do FC Porto. Dias mais tarde venceu o Grande Prémio da Associação de Ciclismo do Sul. Na Volta a Portugal ficou em 3º mas foi o “campeão do dinheiro” (venceu por Pontos), levando para casa 42.500$! Em Setembro triunfou no 8º Circuito do Cartaxo e em Novembro sagrou-se mais uma vez Campeão Nacional de Rampa – numa luta memorável com Joaquim Agostinho a quem derrotou por 1 segundo! Na Volta ao Estado de S. Paulo foi 7º e os leões triunfaram coletivamente. A 30 de Março de 1969 (com Agostinho e Emiliano Dionísio), ajudou o Sporting a sagrar-se Campeão Nacional de Clubes em contra-relógio. Em Junho venceu o 1º Grande Prémio Famel Zundapp. Na Volta a Portugal voltou a vencer a Classificação por Pontos. A 5 de Abril de 1970 o Sporting voltou a ser Campeão por Equipas com o seu contributo (mais...

1961 – 4ª vitória coletiva na Volta a Portugal em bicicleta

13 de Agosto de 1961. Nesse dia terminou a mais importante prova do calendário velocipédico nacional e o Sporting voltou às vitórias coletivas 20 anos depois, e com alguma surpresa. O triunfo individual foi para o portista Mário Silva, mas a equipa constituída por João Roque (5º), Pedro Carvalho (6º), Pedro Junior (8º), Arlindo Carvalho (16º), Manuel Graça (17º), Agostinho Brás (48º), Fernando Bandarra (49º), Joaquim Rato (62º), Hélio Rato (65º) e António Pedro Jorge (desistiu na etapa Malveira-Sintra devido a uma indisposição) alcançou um brilhante 1º lugar. Os sportinguistas arrebataram duas etapas, por Arlindo Carvalho e Pedro Junior. Dias depois a direção do Sporting homenageou os seus ciclistas e o seu treinador (o grande campeão Américo Raposo) por esta bela vitória. Tratava-se duma equipa jovem mas de grande futuro, que constituiram a sensação da competição e que deram ao ciclismo leonino uma das suas maiores vitórias dos últimos anos. O 4º triunfo coletivo dos leões na Volta a Portugal foi o prenúncio para grandes vitórias que surgiriam alguns anos mais...

Marco Chagas volta a triunfar na Volta a Portugal

10 de Agosto de 1986. Nesse dia Marco Chagas ganhou a sua 4ª Volta a Portugal em bicicleta, agora por “apertados” 15 segundos sobre o lutador Benedito Ferreira, da Torriense/Sicasal. Tudo se decidiu no contra-relógio individual Praia da Amorosa-Praia da Amorosa na extensão de 28km e no qual Marco Chagas obteve o 2º lugar, numa demonstração poderosa da equipa do Sporting/Laranjina C. Na classificação final Manuel Correia foi 8º, Jacinto Paulinho 10º, Eduardo Correia 13º, José Xavier 15º, Fernando Fernandes 26º, Alexandre Ruas 27º, Joaquim Gomes 30º, e Serafim Vieira 33º. Por equipas o Sporting ficou em 2º lugar, a 2m44s do Lousa/Trinaranjus/Akai. A prova ficou marcada pela prestação do inglês Cayn Theahston, que, no entanto, caiu numa das últimas etapas. O britânico conquistou a simpatia de todos e na apoteose final subiu ao palco com as ligaduras resultantes do acidente e foi aplaudido com entusiasmo. Marco Chagas ganhou ainda o prémio do combinado. Foi a última vez que um ciclista do Sporting triunfou na mais importante das provas velocipédicas disputadas em Portugal até Joni Brandão, em 2018, na secretaria. Nessa temporada Marco Chagas já vencera o Grande Prémio do Minho –  na altura o Sporting triunfou...
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