1944 – 6º título nacional de Futebol com vitória frente ao Benfica

19 de Março de 1944. Este foi o dia em que se decidiu o Campeonato Nacional de Futebol, e logo num Sporting-Benfica. A partida disputou-se no Lumiar e registou a maior assistência de sempre (até à altura) em jogos nacionais, “para cima de 30.000 pessoas”. O locutor da instalação sonora do Estádio do Lumiar deu a novidade de anunciar a constituição dos onzes antes da partida se iniciar, e surpreendeu muita gente o facto de chamar Manecas ao lateral esquerdo do Sporting – e não Manuel Marques como a maioria das pessoas estava habituada a ouvir… Jozef Szabo era o treinador leonino, tendo feito alinhar: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manecas; Canário, Octávio Barrosa e Eliseu; Mourão, João Cruz, Peyroteo, António Marques e Albano. Segundo o jornal “Os Sports”: “O lema do Sporting foi o ataque”. Mais uma vez, como em ocasiões anteriores, o seu porte físico foi importantíssimo. Os leões mostraram maior resistência e ambição. Começaram o jogo “em cima” do adversário. Mourão atirou ao poste logo nos primeiros minutos, depois António Marques desperdiçou uma ótima situação. Albano primeiro e dois livres de Manecas depois, obrigaram Martins a bela intervenções. O Benfica respondia muito esporadicamente mas sem perigo. Depois de Mourão (novamente) e João Cruz obrigarem o guardião encarnado a mais duas excelentes defesas, lá surgiu finalmente o golo solitário da partida, aos 42 minutos. Mourão serviu Peyroteo e este “cavalgou” para a baliza, passando por um adversário e batendo Martins à saída deste. O Benfica ainda tremeu mais, e antes do intervalo o 2-0 esteve quase, quase a acontecer. Na 2ª parte houve mais do mesmo. Domínio leonino e esporádicas...

1939 – 4-1 em “casa” do Benfica no 1º Campeonato Nacional de Futebol da 1ª divisão

19 de Março de 1939. No 1º Benfica-Sporting a contar para o Campeonato Nacional de futebol da 1ª divisão o Sporting venceu e logo com a clareza que o resultado – 4-1 deixa perceber. 2 golos de Peyroteo, 1 de João Cruz e outro de Mourão viraram as coisas a favor dos leões, que tinham saído para intervalo em desvantagem após tento de Valadas. Pouco antes do descanso,o guardião do Sporting lesionou-se, o que obrigou o avançado Daniel a ocupar o lugar entre os postes. Azevedo recuperou e regressou para os segundos 45 minutos, período no qual os leões, orientados por Jozef Szabo, tiveram uma prestação brilhante. A equipa: Azevedo; Jurado e Mário Galvão; António Figueiredo, Paciência e Manecas; Mourão, Daniel, Peyroteo, Pireza e João Cruz. Esta partida decidia quem seria a equipa lisboeta a poder fazer frente ao FC Porto na luta pelo título. Mário Galvão e Paciência foram as duas grandes figuras da equipa leonina. Foto (arquivo):...

1959 – Vitória frente ao Benfica com David Julius em grande plano

15 de Março de 1959. O título já era uma miragem para os lados de Alvalade. À 25ª e penúltima jornada, receção ao Benfica, que lutava com o FC Porto pela liderança da prova. Comandado por Mário Imbelloni (que se estreava substituindo Enrique Fernández), o Sporting alinhou com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Vasques, Caraballo, Travassos e Morais. Este foi um espetáculo emotivo e vibrante, com ambas as equipas a baterem-se ao limite dos seus recursos técnicos e físicos. O início foi algo nervoso, mas os encarnados eram aqueles que conseguiam explanar melhor o seu futebol. Ainda assim foram os leões a inaugurar o marcador, ao minuto 13. David Julius ganhou a bola a Serra e endossou-a a Morais. O extremo esquerdo centrou, e Artur, ao tentar aliviar a bola, colocou-a à mercê de Hugo (Costa Pereira e Vasques chocaram), que rematando vigorosamente fez o 1-0. O tempo para festejar foi muito curto, pois apenas 4 minutos depois os benfiquistas chegaram ao empate. Palmeiro, junto da linha de cabeceira, entregou a bola a Coluna, este centrou com força e Cavém, bem desmarcado, rematou a contar. Até ao intervalo o Benfica conseguiu maior prevalência do jogo pois controlou o meio-campo. O Sporting vivia das arrancadas de Morais e Hugo, que perto do descanso chegaram a criar calafrios sérios aos apaniguados benfiquistas. Na entrada para o 2º tempo a partida tornou-se mais equilibrada. O Benfica afrouxou o ritmo e as figuras do Sporting começaram a emergir. Estavam apenas decorridos 8 minutos quando Hugo atrasou para Travassos, este centrou alto e Vasques, depois de dominar a bola...

1932 – Triunfo nas Amoreiras com Abelhinha em foco

13 de Março de 1932. Nas Amoreiras (“casa” do Benfica) o Sporting procurava defender o 1º lugar na 1ª fase do Campeonato Regional. Orientados pelo britânico Arthur John, os leões alinharam com: Dyson; Jurado e Martinho de Oliveira; Carlos Rodrigues, Varela e António Faustino; Eduardo Mourinha, Valadas, Luís Gomes, Abelhinha e Mourão. A partida foi disputadíssima mas os leões mostraram sempre maior segurança defensiva e capacidade para criar perigo. Quase em cima do intervalo Valadas fez o 1º golo para os sportinguistas e mais se acentuou a ideia de que seriam os verde e brancos a levar a melhor nessa tarde. Logo nos primeiros minutos do 2º tempo Abelhinha (na foto – arquivo) aumentou a contagem e nem o golo de Octávio, aos 68 minutos, obstou a que a equipa de Arthur John saísse com uma vitória natural em face daquilo que se passou em campo. No final, triunfo do Sporting por 2-1 e manutenção da liderança num Campeonato Regional com um regulamento inédito de duas fases e onde o Sporting chegou à final, onde viria a ser batido pelo...

1977 – Manoel “abriu o livro” com “hat-trick” frente ao Benfica

13 de Março de 1977. O Sporting-Benfica para os oitavos-de-final da Taça de Portugal era uma espécie de tira-teimas muito interessante, já que o Sporting tinha perdido a liderança que pareceu chegar a ser definitiva (houve 6 pontos de vantagem) do Campeonato Nacional para os encarnados. Sob a orientação de Jimmy Hagan, o Sporting alinhou com: Matos; Vítor Gomes, Laranjeira (cap), Amândio e Inácio; Fraguito, Zezinho (Da Costa) e Baltazar; Marinho, Manoel e Freire (Palhares). Pelo andamento das coisas previa-se um Benfica mais dominador e favorito para este jogo – ainda por cima o Sporting  jogava desfalcado de José Mendes, Keita e Manuel Fernandes. Os visitantes entraram muito bem no jogo. Os sportinguistas quase só “cheiravam” a bola, que corria de pé para pé dos vermelhos, fazendo uso da sua bela técnica individual. De súbito tudo mudou com o 1º golo do Sporting, aos 10 minutos. Freire (que se estreava oficialmente na 1ª equipa leonina) centrou e Manoel (um reforço brasileiro que chegara no final da temporada anterior) rematou em jeito para o melhor sítio. O Benfica perturbou-se nitidamente e nunca mais se conseguiu recuperar. Os grandes favoritos viram-se em desvantagem e tornaram-see uma equipa amedrontada e nervosa. Ainda por cima, por volta da meia hora, Chalana (o novo menino bonito da Luz) lesionou-se, tendo de sair para dar o lugar a Cavungi. O intervalo chegou com 1-0, e pouco depois do mesmo Toni desperdiçou, de baliza aberta, uma recarga a defesa de Matos. Logo a seguir Freire falhou um cabeceamento após uma má saída de Bento, e aos 52 minutos o Sporting fez o 2-0 – Alberto cometeu uma...

2021 – Voleibol conquista 4ª Taça de Portugal ao derrotar o Benfica

7 de Março de 2021. Pavilhão Municipal de Santo Tirso. Depois de ter vencido a Ass. Ac. Espinho (Miguel Maia defrontou pela 1ª vez o filho) por 3-0 (25-22, 25-15 e 25-11) e o Leixões, também por 3-0 (25-11, 25-18 e 25-18), o Sporting defrontou o Benfica na final da Taça de Portugal. Os leões não puderam contar com Gil Meireles, mas tiveram uma entrada muito forte em jogo, conseguindo uma vantagem inicial de 4-1. O SL Benfica equilibrou rapidamente as contas e empatou o jogo pela primeira vez a cinco, ao aproveitar alguns erros verdes e brancos. As águias assumiram a dianteira e chegaram mesmo a estar a vencer por 10-14, mas uma incrível recuperação da turma leonina e um parcial final de 3-0, após uma luta muito intensa e com várias reviravoltas no marcador, fez com que o Sporting CP conseguisse fechar o 1º set com uma vitória por 29-27. Em vantagem, os leões entraram no 2º set mais tranquilos e as duas equipas andaram sempre muito próximas em termos pontuais até ao 10-10, altura em que o conjunto de Gersinho, cada vez mais confiante, colocou o pé no acelerador e começou a cavar um fosso que seria decisivo. Claramente melhor em todos os capítulos, o Sporting CP esteve sempre em vantagem desde esse momento, confirmando um novo triunfo, desta vez por 25-22. Obrigado a reagir para não ficar pelo caminho, a equipa do Benfica venceu o 3º set por larga margem (16-25), aproveitando algumas desconcentrações dos leões, que não estiveram ao seu nível, mas tudo mudou no 4º e último set. O Sporting CP voltou a...

1978 – Leões “depenaram” águias pela 3ª vez consecutiva na Taça de Portugal

5 de Março de 1978. Pelo 3º ano consecutivo Sporting e Benfica encontraram-se no Alvalade para a Taça de Portugal, e mais uma vez os leões levaram a melhor. O Sporting estava a fazer um Campeonato abaixo do esperado (apesar do seu excelente conjunto de jogadores, sobretudo no ataque) e jogava-se aqui muito da temporada leonina. Entretanto Jordão partira uma perna no Benfica-Sporting para o Campeonato Nacional, que afastara os sportinguista do título mercê da derrota por 1-0. Os leões estavam por isso algo fragilizados, mas neste dia, com o Alvalade a registar a presença de 40.000 pessoas (que fizeram entrar cerca de 1.000 contos para os cofres de cada clube) numa magnífica tarde de sol, a turma leonina precisava a todo o custo de afastar o seu rival dos quartos-de-final da Taça, pois essa era a única competição na qual os leões ainda poderiam triunfar. Sob o comando de Rodrigues Dias o Sporting alinhou com: Botelho; Artur, Laranjeira, Menezes e Inácio; Barão (Ademar – que se estreou), Manaca e Aílton; Manuel Fernandes, Manoel e Keita (Freire). O Sporting entrou na partida (e assim se manteve ao longo dos 90 minutos) com uma excelente atitude. A velocidade empregue nas deambulações atacantes era impressionante, pelo que foi com naturalidade que abriu o marcador logo aos 10 minutos. Laranjeira centrou por alto da direita, Keita cabeceou da meia esquerda, e, para não deixar dúvidas a ninguém Manuel Fernandes confirmou o golo que já parecia certo. Apesar do tento leonino a partida continuou na mesma toada. Os benfiquistas não tinham força para reagir, e 25 minutos depois os verde e brancos cimentaram a...

2018 – Recuperação lendária na conquista Taça de Portugal de Râguebi (tens)

3 de Março de 2018. Tal como na época anterior a equipa feminina de Râguebi do Sporting Clube de Portugal voltou a vencer a Taça de Portugal, que nesta temporada foi disputada em formato de Tens. Depois de um percurso tranquilo onde bateu o RC Bairrada (31-5), o Agrária de Coimbra (10-0) e o ER Galiza/GDS Cascais por 47-0 o Sporting venceu o SL Benfica na final por 14-12. Olhando assim apenas para o resultado não se percebe o que de extraordinário se passou! As leoas, orientadas por Nuno Mourão, perdiam ao intervalo por 12-0, e fica para a História a fantástica 2ª parte realizada pela equipa leonina essa tarde no Campo da Guia em...

1940 – 3 golos de Peyroteo e vitória nas Amoreiras

3 de Março de 1940. Neste dia Sporting fez o seu melhor jogo num Campeonato Nacional em que esteve bem mas no qual não teve hipóteses frente a um regularíssimo FC Porto, que em 14 jogos ganhou 13 e perdeu 1 (com o Sporting). O jogo disputou-se nas Amoreiras. Benfica e Sporting necessitavam imperiosamente de ganhar para não perder terreno para a equipa nortenha. Sob o comando de Jozef Szabo, o Sporting alinhou com: Dores; Mário Galvão e Álvaro Cardoso; Paciência, Gregório e Manecas; Soeiro, Armando Ferreira, Peyroteo, Pireza e João Cruz. O Sporting entrou bem no jogo, dominando os primeiros minutos. Peyroteo teve belas oportunidades (numa delas a bola até bateu com estrondo no poste), mas acabou por ser o Benfica, aos 33 minutos, a inaugurar o marcador por Lourenço, que foi mais rápido que Cardoso e bateu inapelavelmente Dores. Só durou 1 minuto a vantagem encarnada, pois Peyroteo teve uma ótima iniciativa, ultrapassou Eloi com uma finta de corpo e marcou. O jogo endureceu então um pouco fruto do pouco pulso dum árbitro de fraca categoria e com o empate chegou o intervalo. Aos 52 minutos Peyroteo fez o 2-1 depois de passar por entre os defesas encarnados e rematar à saída de Martins. O Benfica tentou despertar, mas por pouco tempo. O Sporting estava em tarde de grande acerto, e apenas 4 minutos depois fez o 3-1, de novo por Peyroteo, que rematou forte, tendo a bola entrado depois de tabelar no poste. Até final ambas as equipas tiveram ainda chances para marcar, mas ambos os guarda-redes estiveram bem. Segundo o jornal “Os Sports”: “Nos leões Dores...

1952 – Albano em foco num triunfo crucial para o título

2 de Março de 1952. Em desafio disputado no Estádio Nacional (casa emprestada do Benfica), o Sporting venceu os encarnados 3-2. O Campeonato Nacional estava “apertadíssimo” e este Benfica-Sporting acabou por clarificar um pouco as coisas, sendo decisivo para a vitória leonina no torneio. O Sporting ía a 4 pontos do Benfica na altura, e só a vitória interessava para os leões entrarem na discussão do título. Sob o comando de Randolph Galloway o Sporting alinhou com: Carlos Gomes; Amaro e Caldeira; Vicente, Passos (cap) e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Martins, Travassos e Albano. O Sporting começou bem a partida, e logo nos primeiros minutos, de livre direto, Travassos fez a bola esbarrar violentamente no poste direito da baliza de Bastos. Foi por isso com naturalidade que à passagem dos 10 minutos os leões inauguraram o marcador. Jesus Correia fez um centro largo rececionado por Martins, que passou em volei para Vasques e este (em posição duvidosa) rematou de pé esquerdo, sem hipótese de defesa. Apenas 2 minutos se passaram e já os verde e brancos chegavam ao 2-0. Em ataque continuado, “sufocando” o adversário, o Sporting urdiu uma bela jogada, com um passe de Vasques a Jesus Correia e fulminante pontapé do extremo-direito que bateu sem remissão o guardião Bastos. Com apenas 27 minutos de jogo os leões chegaram ao 3-0. Albano marcou um livre, uma espécie de canto curto na esquerda do ataque, e Martins surgiu bem desmarcado, emendando para o fundo das malhas. O jogo parecia resolvido a favor dos leões mas a reação benfiquista foi notável. Ainda por cima, em 2 minutos, os encarnados fizeram 2...
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