Abertura brilhante do Campeonato 57/58 na estreia de David Julius

8 de Setembro de 1957. Nesse dia começou mais um Campeonato Nacional de Futebol. Para “início de conversa” nada melhor que um grande clássico, Sporting-FC Porto no Alvalade. Os leões apresentaram como principais novidades nesta temporada o médio David Julius (proveniente da África do Sul) e os avançados brasileiros Vadinho e Ivson – mas só o primeiro já teve lugar na estreia. O treinador leonino era Enrique Fernández, que escolheu o seguinte “onze”: Carlos Gomes; Caldeira e Pacheco; David Julius, Galaz e Osvaldinho; Hugo, Miltinho, Martins, Travassos e Pompeu. Numa época em que tentava readquirir o prestígio ameaçado por 3 anos sem título nacional, o Sporting arrancou para a principal prova do futebol português da melhor maneira. As coisas até nem começaram bem, pois logo aos 5 minutos de jogo Miltinho, vítima duma distensão muscular, magoou-se com gravidade, mantendo-se estoicamente até final só para “fazer número”. Durante todo o 1º tempo, jogando contra o vento, o Sporting sentiu imensas dificuldades para se impor, sendo até a equipa portista a criar a grande oportunidade de golo neste período – desperdiçada por Teixeira, que permitiu uma intervenção de recurso de Carlos Gomes. O intervalo chegou com 0-0, mas o Sporting entrou para o 2º tempo com uma disposição completamente diferente. Os leões abriram o ativo aos 55 minutos por Martins. Hugo, bem servido por Travassos, fugiu para a cabeceira e centrou atrasado para o avançado centro concluir de cabeça. A partir daí o “filme” mudou completamente. O Sporting começou a manietar o seu adversário exercendo um domínio territorial claro, que deu naturalmente os seus frutos. Apesar disso, só perto do fim...

Entrada poderosa na Liga dos Campeões de 22/23 com 1ª vitória de sempre na Alemanha

7 de Setembro de 2022. O Sporting entrou na Liga dos Campeões desta temporada com uma deslocação à Alemanha, onde nunca tinha ganho oficialmente, para defrontar o Eintracht Frankfurt, equipa vencedora da Liga Europa na temporada anterior. Perante cerca de 50.000 pessoas (1.500 a 2.000 sportinguistas), o Sporting procurou entrou a jogar de uma forma pausada, com o objetivo de assumir o controlo de jogo e acalmar a previsivel investida inicial dos alemães. No entanto, logo aos 2 minutos, um erro colossal de Ugarte colocou Kolo Muani isolado perante Adán, mas o espanhol defendeu esticando a perna esquerda. Aos 12 minutos, Porro galgou pelo meio, serviu Edwards mais à direita, o inglês encarou Lenz e simulou para dentro, caindo depois. Foi assinalado penalty revertido depois pelo VAR, pois foi Edwards a tropeçar no adversário… Aos 16, Adán emendou bem um erro que ele mesmo cometeu na saída de bola. Aos 18, erro de Inácio, mas Lindstrom rematou um pouco ao lado. Em menos de 20 minutos os leões já tinham cometido 3 erros grosseiros que felizmente conseguiram evitar que tivessem consequências no marcador… Aos 30 minutos Kamada rematou em boa posição, mas Adán defendeu bem com as pernas, junto ao poste. Passada a primeira meia-hora com alguns incidentes o Sporting começou a estabilizar mais (embora até aí já tivesse mais bola). Aos 36 minutos, Edwards combinou bem com Porro e rematou para defesa apertada de Trapp. O intervalo chegou com 0-0, numa partida em que o Sporting pareceu ter o controlo, mas alguns erros poderiam ter custado caro. Coates ia-se destacando no plano defensivo. Aos 52 minutos por problemas...

4-2 ao Ajax numa bela noite europeia no Alvalade

7 de Setembro de 1988. O Sporting iniciou da melhor maneira a sua campanha europeia (Taça UEFA). Para “início de conversa” nada melhor que um “gigante” do futebol europeu – o Ajax de Amesterdão. A 1ª mão disputou-se no Alvalade. Sob o comando do uruguaio Pedro Rocha, a equipa: Rodolfo Rodríguez; João Luís, Venâncio, Morato (cap) e Fernando Mendes; Oceano; Silas, Carlos Manuel e Litos; Forbes (Carlos Xavier) e Paulinho Cascavel (Rui Maside). Viviam-se os primeiros tempos do novo presidente Jorge Gonçalves e o Sporting passava por uma nova era. No Alvalade, perante um estádio quase cheio, houve festival de luz e som antes da partida se iniciar. O jogo começou frenético, com ambas as equipas a tentar o golo, mas foi o Sporting, logo aos 6 minutos a abrir a contagem. Fernando Mendes pressionou a defensiva contrária e gerou um ressalto, depois foi Oceano a pressionar e a ganhar a bola. O polivalente médio leonino tocou para Silas que lhe devolveu o esférico. Poderosíssimo, Oceano rompeu pela defensiva holandesa e rematou a meia altura, colocadíssimo. A bola ainda tocou no poste antes de entrar na baliza de Menzo. Alvalade “ferveu”, mas um grande “encharcado de água fria” viria aos 18 minutos. Bergkamp jogou muito bem pela direita, passou Carlos Manuel e centrou para perto da baliza. Rodriguez ficou “a olhar” em vez de sair e Petterson, sem marcação, cabeceou para o fundo das redes. Durou pouco o silêncio em Alvalade, pois 2 minutos se passaram até, em oposição a uma iniciativa de Forbs, Verlaat cortar para canto e surpreendentemente o árbitro marcar penalty. Encarregado de marcar Paulinho Cascavel atirou...

O 1º jogo na Academia Sporting

7 de Setembro de 2002. Nesse Sábado disputou-se o 1º jogo de futebol na nova Academia Sporting, em Alcochete. Defrontaram-se as equipas de juniores do Sporting e do Odivelas. Os leões ganharam por 8-0 e Edgar Marcelino fez o 1º golo. Era o princípio do...

O sonho de João Rocha

7 de Setembro de 1973. João Rocha foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal. Na tomada de posse, que imediatamente se seguiu, prometeu que os confrontos com os rivais terminavam nos campos de jogo. O momento foi duma nova esperança e todos os sonhos passaram a ser possíveis para o clube. Houve como que um certo empolgamento de associados e adeptos, extremamente confiantes no conjunto de homens que passaram a gerir o clube, com óbvio destaque para João Rocha. O novo presidente manifestou o seu sonho: “Fascina-me a ideia de erguer uma grande obra, apoiada por milhares ou milhões de pessoas e que possa representar uma viragem histórica na vida dos nossos clubes desportivos.” Cada vez era mais clara a ilusão de que a grandeza surgisse da Sociedade de Construções e Planeamento, no primeiro arrojado esboço de clube-empresa em Portugal. A 9 de Março de 1974 José Luís Sapateiro, secretário de Estado do Tesouro do Governo de Marcelo Caetano, autorizou a constituição da Sociedade de Construções e Planeamento, SARL, e a emissão de 2.500.000 ações, de valor nominal de 100 escudos. No entanto, tudo ficaria sem efeito com as confusões resultantes da Revolução de...

Damas em grande no Torneio Internacional de San Sebastian

6 de Setembro de 1971. O Sporting iniciou bem a época ao triunfar no Torneio de S. Sebastian. O 1º jogo foi entre o Honved e a equipa da casa, tendo os húngaros triunfado por 4-0. Depois veio o Sporting-Honved que se saldou  por um empate a 1 golo (marcou Peres). Segundo o regulamento da prova não podia haver empates, pelo que se recorreu à marcação de grandes-penalidades na qual o Sporting levou a melhor, tendo Damas defendido 3 pontapés em 10, e ainda marcado 1. Assim, no último jogo, o Sporting teria de derrotar a Real Sociedad para alcançar o troféu. No Estádio Atocha os leões (orientados por Fernando Vaz) alinharam com: Damas; Pedro Gomes, Caló, José Carlos e Hilário; Tomé (Alexandre Baptista), Peres e Dinis; Marinho (Manaca), Nélson e Lourenço (Pedras). O jogo foi disputado com muita garra. A equipa basca queria limpar a má imagem deixada no 1º jogo e vingar-se também da derrota sofrida 15 dias antes em Lisboa perante o Sporting (por 1-0, golo de Lourenço). Os lisboetas não se deixaram influenciar, do que resultou uma partida muito interessante com boas oportunidades de golo de parte a parte – as do Sporting falhadas por alguma imperícia e as da Real Sociedad pela extraordinária exibição de Damas. Ainda assim um golo aconteceu, e foi esse golo que decidiu o Torneio. Foi aos 22 minutos de jogo. Tomé, a meio campo, lançou Dinis na extrema esquerda. O habilidoso ala do Sporting conseguiu levar a bola com várias fintas até às imediações da área espanhola e aí tentou colocar o esférico em Nélson, na zona frontal. A...

Bom início de época com 7º triunfo na Taça de Honra da AFL

5 de Setembro de 1965. Começou bem a época para o Futebol do Sporting com a conquista (pela 7ª vez) da Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Depois de bater o Torreense por 2-1 (golos de Osvaldo Silva e Rudolfo Seminário), os leões defrontaram na final o Benfica. A partida disputou-se no Estádio do Restelo, tendo os leões alinhado com: Carvalho; Lino, Alfredo, Dani e Hilário; Ferreira Pinto e Peres; Osvaldo Silva, Carlitos, Lourenço e Oliveira Duarte. Este jogo teve a curiosidade de fazer defrontarem-se pela 1ª vez os irmãos José Ferreira Pinto (pelo Benfica) e Fernando Ferreira Pinto (pelo Sporting). Os leões levaram a partida mais a sério fazendo alinhar, ao contrário do seu rival, uma equipa muito próxima daquela que se calcularia ser a base da temporada. Durante todo o 1º tempo o Sporting pareceu acusar muito a responsabilidade de ter a “obrigação” de ganhar perante uma equipa desfalcada, e às poucas jogadas de perigo que criou faltou convicção na hora do remate. Os leões até estavam a favor do vento, mas afunilaram muito o jogo criando dificuldades a eles próprios, ainda por cima com o abuso do passe comprido. Aos 37 minutos surgiu um aspeto importante da partida, com uma carga violenta de Alfredo sobre Nélson que o impossibilitou e fez o Benfica jogar o tempo restante apenas com 10 homens. Ainda assim, foi no último fôlego da 1ª parte que as águias inauguraram o marcador. A centro de Ferreira Pinto, Pedras elevou-se completamente à vontade, fazendo o golo. A surpresa não durou muito tempo, pois na 2ª parte o Sporting melhorou muito...

Os 6 golos de Jesus Correia em Madrid

5 de Setembro de 1948. Nessa tarde o Sporting “esmagou” o Atlético de Madrid, em Madrid, por 6-3. A capital espanhola ficou à beira de um “ataque de nervos” e a Federação de “nuestros hermanos” decidiu punir os jogadores do Atlético pela “derrota humilhante”. Há quase 1 ano e meio que os madrilistas não perdiam em casa, e nesta partida apresentaram-se sem baixas, com a sua melhor equipa. Não contavam certamente era com um Sporting a este nível… A partida decorreu no Estádio Metropolitano, tendo o Sporting, sob o comando de Cândido de Oliveira, alinhado com: Dores; Manecas e Passos (Larguinho Moreira); Canário, Veríssimo e Juvenal; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos (Martins) e Albano. O jogo iniciou-se com grande velocidade dos avançados do Sporting, muito bem apoiados pelos 2 médios de ataque. Os passes de Jesus Correia desnorteavam completamente a defensiva contrária. Manecas brilhava na defesa, tal como Canário no miolo do terreno. Aos 9 minutos Peyroteo lançou oportunamente Jesus Correia que em corrida bateu Domingo e concretizou o 1º golo. 11 minutos depois surgiu o 0-2, de novo com assistência de Peyroteo a Jesus Correia. Pouco depois da meia-hora veio o 0-3, por Jesus Correia, após belas tabelinhas com Peyroteo. 2 minutos se passaram até que Albano solicitou em corrida o extremo-direito leonino que estabeleceu a marca ao intervalo. Em recarga a uma má blocagem de Domingo, Jesus Correia fez o 0-5 aos 49 minutos. Aos 67, Vasques driblou toda a defesa espanhola num lance de verdadeiro génio e solicitou Jesus Correia que completou o 0-6 (o seu 6º golo!). No último quarto-de hora os espanhóis tiveram uma...

O 1º jogo da História da Taça dos Campeões Europeus de Futebol

4 de Setembro de 1955. Sporting e Partizan de Belgrado disputaram no Estádio Nacional (que viveu um dos seus dias mais significativos) a 1ª partida da História daquela que ainda hoje é a competição “raínha” de clubes na Europa. As equipas acederam a essa 1ª edição da prova por convite e fruto do seu prestígio internacional. Sublinhe-se que, na altura, o Sporting nem era o Campeão Nacional, mas detinha indiscutivelmente a primazia em termos de notoriedade além-fronteiras. Os leões eram orientados por Alejandro Scopelli e alinharam com: Carlos Gomes; Caldeira, Passos e Galaz; Barros e Juca; Hugo, Vasques, Martins, Travassos e Quim. O Sporting entrou a jogar a favor do vento, que soprava forte no vale do Jamor. A partida começou equilibrada com animadas jogadas de ataque de parte a parte, mas com ambos os guarda-redes a responderem bem quando solicitados. Numa fase em que os jugoslavos detinham algum ascendente, jogando os portugueses em contra-ataque, 2 dribles de Vasques proporcionaram uma boa ocasião a Hugo, mas este rematou para as nuvens. O desafio estava muito interessante, e aos 14 minutos o Sporting fez 1-0, o 1º golo da História da Taça dos Campeões Europeus! Em luta com Zebec, Martins levou a melhor, e com a bola a saltitar desferiu um excelente remate a meia altura, forte e bem direcionado, sem hipóteses para o guardião contrário. O Partizan pareceu um pouco desorientado e passou a utilizar alguma despropositada dureza. Apesar disso tomou a iniciativa, proporcionando belíssimas intervenções a Carlos Gomes. O Sporting, sobretudo numa ocasião por Hugo (salva sobre o risco), esteve até perto de aumentar a contagem, mas foram...

Excelente estreia no Campeonato de 1976/77

4 de Setembro de 1976. Começou da melhor forma o Campeonato para o Sporting. Com a estreia de Jimmy Hagan no banco e Keita (um africano do melhor que o seu Continente alguma vez produziu) em campo (para além de Conhé e Camilo), os leões receberam e bateram claramente o Benfica por 3-0. A equipa: Conhé; Inácio, Laranjeira, José Mendes e Da Costa; Vítor Gomes (Camilo), Fraguito e Baltazar; Manuel Fernandes, Manoel e Keita. O Alvalade registou uma assistência recorde que rendeu uma receita superior a 2.000 contos para os cofres do Sporting. A 1ª parte foi equilibrada, mas até foram os benfiquistas a desenhar os melhores lances fruto duma técnica muito apurada da maioria dos seus jogadores, mas com um défice de criação de situações de perigo gritante. O Sporting viveu mais de “explosões”, pondo não raras vezes em sentido a defensiva contrária. No 2º tempo as coisas mudaram. Os leões entraram na firme disposição de agora serem eles a mandar claramente no desafio, o que na verdade aconteceu. Estava decorrida exatamente uma hora de jogo quando o Sporting abriu o ativo. Na sequência dum livre nas imediações da área benfiquista, Laranjeira rematou ao poste. Na recarga Keita atirou contra um adversário e na insistência Manuel Fernandes concretizou. Um quarto-de-hora depois os verde e brancos subiram a parada num remate de longe e cheio de efeito do estreante Camilo – um golo verdadeiramente espetacular. A 5 minutos do fim o Sporting fez o 3-0 por Baltazar. O golo surgiu, tal como o 1º, na sequência dum livre. A bola foi parar da direita à meia esquerda onde apareceu...
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