Manoel – Possante e batalhador

Manoel da Silva Costa nasceu a 14 de Fevereiro de 1953 em Uruguaiana – Rio Grande do Sul – Brasil. Chegou a Alvalade proveniente do Internacional de Porto Alegre (onde havia feito toda a carreira até ao momento) já na parte final da temporada 1975/76. Disse na altura o jornal “A Bola” que Manoel chegou “dos 35 graus do Brasil para os 11 de Lisboa sem uma simples camisola porque não pensava embarcar tão de repente.” Na sua 1ª entrevista referiu que levou muito tempo a estudar o convite do Sporting, hesitando, com medo da revolução, mas acrescentou: “No Brasil, jornais, rádio e TV falam das vossas brigas mas tudo o que há cá de bom não passa lá, não!” Estreou-se oficialmente (sob o comando de Juca) a 11 de Abril em Braga (1-2) para o Campeonato Nacional, marcando o seu 1º golo (que valeu o apuramento) a 15 de Maio nos 1/4 final da Taça de Portugal frente ao Varzim (1-0). Na temporada seguinte (já com Jimmy Hagan) formou um trio de ataque magnífico com Keita e Manuel Fernandes. Os leões tiveram uma 1ª metade de temporada excelente mas depois baixaram muito de rendimento acabando por não conseguir qualquer título. A 13 de Março de 1977 Manoel teve o momento mais alto ao serviço do Sporting, marcando os 3 golos com que os leões eliminaram o Benfica da Taça de Portugal. Para 1977/78 chegou Jordão e o trio virou quarteto. É evidente que não jogavam todos ao mesmo tempo (até porque Jordão esteve muito tempo lesionado), mas Paulo Emílio e, posteriormente, Rodrigues Dias, não se podiam queixar de falta de...

Ricardo – Magníficos reflexos e muito bom jogo de pés

Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira nasceu a 11 de Fevereiro de 1976 no Montijo. Começou por jogar no clube da sua terra (chegou a ser avançado – e por isso, mais tarde, como senior, jogava muito bem com os pés) até o treinador Manuel José (então do Boavista) o contratar com apenas 19 anos. No Bessa começou, pouco a pouco, a destacar-se ganhando a titularidade e conquistando troféus (avultando o título de campeão em 2000/01), o que o levou a chegar à Seleção nacional. Aí foi criada grande polémica pela preferência de Scolari por ele em detrimento de Vítor Baía, mas, com “nervos de aço”, Ricardo foi desempenhando de forma positiva o seu papel por Portugal (onde somou 79 internacionalizações). Destacou-se nesse particular nos “lendários” desempates por pontapés da marca de grande-penalidade frente à Inglaterra. Depois de estar pertíssimo de assinar pelo Benfica acabou contratado pelo Sporting no Verão de 2003. Estreou-se oficialmente a 16 de Agosto frente à Académica (2-1), em jogo da 1ª jornada do Campeonato Nacional. No Sporting esperava-se de Ricardo que fosse um super guarda-redes, o que não se verificou. Ainda assim foi titularíssimo logo na 1ª época, com Fernando Santos. Na temporada seguinte (sob o comando de José Peseiro) voltou a ser o “dono da baliza”, no entanto tanto se mostrava muito bom “entre os postes” como algo comprometedor fora deles. Nesse ano, 2005, ajudou os leões a chegar à final da Taça UEFA, mas um misto de erro seu com carga de Luisão levou a uma derrota na Luz que deitou tudo a perder no Campeonato Nacional… Em 2005/06, após a chegada de...

Naybet – Raçudo e muito eficaz

Nourredine Naybet nasceu a 10 de Fevereiro de 1970 em Casablanca – Marrocos. Começou a carreira no Wydad, da sua cidade, onde se fixou na equipa principal com apenas 19 anos. 5 épocas depois chegou à Europa onde deu nas vistas ao serviço do Nantes de França. No defeso de 1994, com a premência de contratar jogadores de qualidade para o centro da defesa, Sousa Cintra “resgatou-o” por 300.000 contos e em boa hora o fez. Chegado a Alvalade logo mereceu a confiança de Carlos Queiroz para fazer dupla com Marco Aurélio (com quem se complementava muito bem). Estreou-se oficialmente a 20 de Agosto de 1994 num triunfo em Faro por 2-0 e marcou o 1º golo numa vitória em Leiria por 3-0, a 26 de Novembro.  Nessa 1ª época em Alvalade realizou 31 jogos oficiais e ajudou à conquista da Taça de Portugal. Na temporada seguinte manteve-se em nível muito alto e ganhou coletivamente a Supertaça. No Verão de 1996 o Sporting não o conseguiu “segurar”, vendendo o seu passe para o Deportivo da Corunha. O seu último jogo foi a final da Taça de Portugal frente ao Benfica (1-3) a 18 de Maio de 1996. Assim, acabou por permanecer apenas duas temporadas no Sporting nas quais deixou uma excelente imagem de jogador raçudo e muito eficaz. Fez 73 jogos oficiais e marcou 6 golos, ganhando uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Em Espanha teve grande sucesso (chegando inclusivamente a campeão pelo Deportivo, onde esteve 8 anos). Terminou a carreira em 2006 após duas temporadas no Tottenham, passando a colaborar no corpo técnico da Seleção do seu país....

Ionela Târlea – Velocista de craveira mundial

Nasceu a 9 de Fevereiro de 1976 em Craiova – Roménia. Atleta de grande nível, tinha conseguido ficar entre as finalistas olímpicas na prova dos 400 metros barreiras, mas sem chegar às medalhas, em 1996, (Atlanta – 7ª classificada) e 2000 (Sidney – 6ª classificada). Em Atenas (2004) ganhou finalmente uma medalha ao classificar-se no 2º lugar numa prova emocionante com 53,38s ficando a 56 centésimos do ouro, que foi para a grega Fania Halkin. “Sinto-me muito satisfeita porque era um objetivo que vinha perseguindo desde Atlanta. Em Sidney melhorei, mas não foi o suficiente e esta era a oportunidade que não podia desperdiçar”, confessou no final a atleta romena, cuja ligação ao Sporting (durante 3 anos) fez questão de sublinhar aos jornalistas presentes: “O Sporting é o melhor clube de Atletismo que existe”, afirmou. A medalha de Ionela Tirlea foi a 4ª conquistada pelos atletas do Sporting nos Jogos Olímpicos de Atenas: depois de Yuri Bilonog (1º no lançamento do peso), Francis Obikwelu (2º nos 100 metros) e Rui Silva (3º nos 1.500 metros). Já nesse ano de 2004, em Junho, Ionela tinha estado em destaque ao vencer os 200 e 400 metros na Taça do Campeões Europeus de Atletismo, factos decisivos para o 6º lugar final obtido e manutenção da equipa sportinguista na elite europeia. No palmarés da romena constam ainda, como feitos mais notáveis, as vitórias no Campeonato do Mundo de juniores em 1994 (400 metros barreiras), Campeonato do Mundo de pista coberta em 1999 (200 metros) e Campeonato da Europa em 2002 (400 metros...

Anderson Polga – O 1º CM em Portugal e o estrangeiro que mais jogou de verde e branco

Anderson Corrêa Polga nasceu a 9 de Fevereiro de 1979 em Santiago – Brasil. Chegou ao Sporting proveniente do Grémio de Porto Alegre (onde sempre jogara) no defeso de 2003, tornando-se o 1º Campeão do Mundo (venceu pelo Brasil a Copa de 2002) a jogar em Portugal. Estreou-se oficialmente (com o treinador Fernando Santos) a 16 de Agosto numa partida frente à Académica para a 1ª jornada do Campeonato (triunfo por 2-1) que decorreu em Taveiro. Demorou algum tempo a adaptar-se mas não tardou muito a fixar-se numa dupla de centrais com Beto. Na temporada seguinte, com José Peseiro, a situação manteve-se (apesar do brasileiro continuar a não convencer). Coletivamente os sucessos voltaram a não surgir e Polga “digeriu” mal a ausência na final da Taça UEFA no Alvalade frente ao CSKA Moscovo. Depois dum início terrível de temporada em 2005/06, Paulo Bento substituiu José Peseiro no comando da equipa. Com o novo técnico, Anderson Polga (agora ao lado de Tonel) ganhou mais consistência no seu jogo. Na época seguinte o Sporting ganhou a Taça de Portugal e ficou a 1 ponto do Porto no Campeonato. Polga foi a par de Liedson um dos 3ºs mais utilizados (39 presenças), apenas superados por João Moutinho (41) e Nani (40). A sua prestação foi quase imaculada, mantendo apenas o senão de não fazer golos a nível interno, o que não sendo absolutamente fundamental para um central acaba por ser uma mais-valia importante. Ainda assim, a 2 de Outubro de 2007, marcou o seu 1º golo oficial num triunfo em Moscovo frente ao Spartak por 2-1 para a Liga dos Campeões (a...

César Prates – Um “TGV” no corredor direito

César Luís Prates nasceu a 8 de Fevereiro de 1975 em Aratiba – Brasil. Depois de brilhar (ainda muito jovem) no Internacional de Porto Alegre foi contratado pelo Real Madrid, onde nunca se conseguiu impôr. Passou períodos de sucessivos empréstimos a vários clubes brasileiros (com diversos títulos) até que chegou ao Sporting no “mercado de Inverno” de 1999/00. Estreou-se oficialmente (sob o comando de Augusto Inácio) a 12 de Janeiro de 2000 numa receção à União de Leiria para a Taça de Portugal e marcou o golo solitário da partida. Rapidamente ganhou o lugar no lado direito da defesa devido à forma incisiva como se movia nesse corredor. Lateral rápido, com boa capacidade para centrar e rematar, teve 18 presenças e deu um contributo importante para o título de campeã nacional da equipa sportinguista. No final da época os leões adquiriram o seu passe aos madrilenos. Na temporada seguinte (com Inácio, Fernando Mendes e Manuel Fernandes) manteve-se em bom plano, sendo indiscutível na sua posição (41 presenças) e ajudando a ganhar a Supertaça. 2001/02 foi uma época gloriosa para o Sporting mas não tanto para o veloz brasileiro. Laszlo Bölöni, com um meio campo ofensivo e ataque muito criativos, privilegiava a segurança defensiva e por isso optava por defesas “puros” nessa posição, preferindo até a ela adaptar Beto ou Quiroga. Assim, César Prates até foi dos suplentes mais utilizados, mas mais como médio-ala direito. Na época seguinte a situação manteve-se, pelo que acabou por sair para o Galatasaray no defeso de 2003. O seu último jogo pelos leões foi realizado no Estádio das Antas frente ao FC Porto a 1...

João Campos – Um dos históricos do Ténis de Mesa leonino

Nasceu a 7 de Fevereiro de 1938 em Lisboa. Começou a praticar Ténis de Mesa muito cedo, no Clube Desportivo Arroios (onde esteve 3 épocas), e em 1958 chegou ao Sporting. Em 1960 conseguiu as suas primeiras vitórias coletivas em Alvalade, ao triunfar no Campeonato Regional (em Fevereiro), e na Taça de Portugal (Julho). Em Maio de 1962, formando dupla com António Osório, sagrou-se campeão regional de pares. O Ténis de Mesa do Sporting passou então por um período de algum marasmo, mas em 1965 João Campos foi campeão nacional de pares ao lado de José Louro (o mesmo acontecendo no ano seguinte) e de pares mistos (com Loreta K). Em Julho de 1966 regressaram as vitórias coletivas, no Campeonato e na Taça de Portugal. O mesmo se repetiu em 1967 (temporada em que Campos foi pela 3ª vez campeão nacional de pares, agora com Delfim Soares), para em 1968 e 1969 os leões se ficarem pela conquista da Taça. No seu último ano em representação do clube, 1970, João Campos terminou em beleza com a conquista do título nacional (10º leonino). Foi internacional 40 vezes, participando em 2 Campeonatos do Mundo e 2 Campeonatos da Europa. Selecionador nacional durante 8 anos, foi presidente do Conselho Técnico da Federação, diretor-técnico nacional e vice-presidente da Direção, tudo da Federação. Morreu a 9 de Agosto de...

Cristiano Ronaldo – O “super-puto”

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro nasceu a 5 de Fevereiro de 1985 em Stº António – Funchal. Desde sempre que o futebol lhe correu no sangue. Só queria bolas de presente e começou muito cedo a jogar num clube chamado Andorinha. Passou depois para o Nacional da Madeira, mas lá só permaneceu 1 ano, pois aos 11 foi detetado pelo Sporting. Nas camadas jovens dos leões logo se começou a destacar apesar das naturais dificuldades de adaptação de quem tinha saído de casa tão jovem para uma realidade completamente diferente. Cedo começou a jogar nas seleções nacionais, normalmente no escalão acima do seu. O romeno Laszlo Bölöni chegou para treinar o Sporting no Verão de 2001 e pouco depois apercebeu-se do “diamante” que tinha nas camadas jovens. Ainda assim preferiu mantê-lo nos juniores, lançando-o só na temporada seguinte. Estreou-se oficialmente a 14 de Agosto de 2002 num Sporting-Inter de Milão (0-0) para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões.  Marcou o 1º golo a 7 de Outubro num Sporting-Moreirense (3-0) para o Campeonato – aliás, bisou nesse jogo, sendo 1 dos golos (de grande espetáculo) prenunciador daquilo em que se viria a transformar como futebolista. Durante a época foi ganhando destaque e protagonismo na equipa, tornando-se, naturalmente, a sua grande revelação. Fez a pré-temporada seguinte com os leões, mas uma exibição fantástica na inauguração do novo Estádio Alvalade frente ao Manchester United (3-1) levou o clube inglês a contratá-lo de imediato por cerca de 15 milhões de euros – ao que se diz já havia entendimento entre o Sporting e o Manchester para a transferência do jovem prodígio, mas ela só...

Delfim – O “pé canhão”

Delfim José Fernandes Rola Teixeira nasceu a 5 de Fevereiro de 1977 em Amarante. Começou a jogar futebol no clube da sua terra com apenas 10 anos. Em 1992 o Boavista contactou-o e passou a alinhar nas camadas jovens dos axadrezados. Chegado a sénior andou emprestado ao Desp. Aves, e após a 1ª época no Boavista foi recrutado com alguma surpresa pelo Sporting de Mirko Jozic. Estreou-se oficialmente pelos leões no dia 24 de Agosto de 1998 na 1ª jornada do Campeonato num V. Setúbal-Sporting (1-1). Nessa 1ª temporada foi a grande revelação da equipa ao ponto de ter sido o futebolista com mais presenças em jogos oficiais (35). Alinhando como médio defensivo constituiu uma das “pedras base” da turma de Jozic, que praticava um futebol de grande espetáculo. Entretanto, o seu pontapé fortíssimo (aplicado frequentemente em lances de bola corrida e livres diretos), começava a dar nas vistas. Marcou o 1º golo a 24 de Outubro, em Faro, num triunfo por 3-1. Para 1999/00 Jozic foi substituído por Materazzi e este, posteriormente, por Inácio. Apesar de se ter lesionado prematuramente, Delfim realizou 21 jogos e deu um grande contributo para a conquista do título de campeão nacional, 18 anos depois. A sua tendência para as lesões mais se acentuou em 2000/01, última época em Alvalade. Passou grande parte da época com problemas físicos, o que acrescentado à chegada de Paulo Bento à equipa (para a mesma posição) o fez realizar somente 14 jogos. No final da temporada o seu passe foi vendido por 5 milhões de euros ao Marselha. O último jogo pelos leões aconteceu a 21 de Janeiro de...

António Marques – Um interior-esquerdo “explosivo”

Nasceu a 1 de Fevereiro de 1920. Passou a infância na “cidade invicta” e foi no Académico do Porto que começou a dar nas vistas como futebolista de muito boa capacidade. O Sporting contratou-o no defeso de 1943. Estreou-se oficialmente a 3 de Outubro de 1943 numa partida para o Campeonato Regional frente ao Benfica (2-2) e marcou o seu 1º golo precisamente frente ao mesmo adversário a 7 de Novembro. Nessa 1ª época, sob o comando de Jozef Szabo, não demorou a ganhar protagonismo na equipa (como interior-esquerdo). Foi utilizado em 27 partidas e marcou 13 golos, dando um importante contributo para a conquista do 6º Campeonato Nacional do clube. As épocas seguintes voltaram a ser positivas em termos coletivos, com várias conquistas. António Marques manteve-se em muito bom plano ao jogar regularmente e marcar golos com alguma frequência. Szabo, Abrantes Mendes e Cândido de Oliveira (os treinadores que o orientaram) sempre mostraram apreço pelo seu jogo e qualquer um deles lhe deu, normalmente, a titularidade. À 4ª temporada no Sporting, 1946/47, as coisas mudaram radicalmente com a chegada de Vasques e Travassos à equipa. O novo técnico, Robert Kelly, apostou forte nos 2 jovens (e com magníficos resultados), pelo que António Marques perdeu espaço sendo muito pouco utilizado. O seu último jogo (e também o de João Cruz) realizou-se a 8 de Junho de 1947 frente ao Benfica (1-3). Uma semana antes tinha marcado pela última vez (bisando) num triunfo por 4-1 perante o Boavista. No total esteve 4 épocas no Sporting com presença em 92 jogos oficiais e 39 golos marcados. Ganhou 2 Campeonatos Nacionais, duas Taças...
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