2022 – 8ª Taça de Portugal de Basquetebol (3ª consecutiva)

8 de Maio de 2022. Pavilhão Municipal de Albufeira. Depois de ter derrotado o Imortal de Albufeira por 83-75 e o FC Porto por 66-58, o Sporting encontrou o Benfica para uma final que se previa intensa. Esta temporada o Sporting já vencera a Supertaça e a Taça Hugo dos Santos.

Luís Magalhães lançou Travante Williams, Mike Fofana, Diogo Ventura, João Fernandes e Joshua Patton no cinco inicial – Tanner Omlid, lesionado, não entrou nas contas da partida.

O Pavilhão esteve muito bem composto, e foi a nossa equipa a começar melhor, sobretudo pela ação da sua grande “estrela”, Travante Williams – dois triplos. A intensidade crescia e o desgaste acumulado ao longo dos últimos dias em Albufeira – este foi o 3º jogo em 3 dias – obrigava os técnicos a mudanças sucessivas. Defensivamente, a formação verde e branca aumentou a sua agressividade e na frente uma penetração de Justin Tuouyo repôs a igualdade (21-21). Depois, as águias ainda marcaram, porém um triplo de Miguel Maria Cardoso já em cima da buzina fez o 24-23 que encerrou os primeiros 10 minutos.

O início do 2º período trouxe um Sporting CP mais agressivo e Shakir Smith em grande plano. O base dos leões, entre penetrações constantes, um triplo e muita energia, que valeram 9 pontos marcados em menos de 5 minutos, cimentou o Sporting CP na liderança (37-28). O festival de Shakir Smith não ficou por aqui e, depois de mais um triplo – totalizou 16 pontos neste 2º quarto – juntou-se-lhe o parceiro Travante, que também da linha de 3 pontos cavou um fosso de 14 pontos entre os dois emblemas rivais (45-31). Ainda assim, um forte parcial de 0-11 na reta final ajudou as águias a reduzir a desvantagem no marcador, que ao intervalo registava 49-42.

Além da eficácia de Smith, Travante destacava-se com 9 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências na 1ª parte.

A abrir o 3º período, um triplo de Travante e outro de Ventura travaram a primeira reação esboçada pelas águias (55-46), mas o ritmo alto e imprevisível no dérbi continuaria. O Benfica subiu de produção nos lançamentos exteriores e a liderança do resultado foi trocando de mãos consecutivamente (60-63).

Com o Sporting CP a sentir mais dificuldades nesta fase, apareceu de novo Shakir Smith, que não parava de fazer estragos com as suas penetrações – apontou 5 pontos consecutivos e ficou perto de desatar o 65-65 que fechou este quarto. Igualdade no marcador e tudo em aberto para os derradeiros 10 minutos, onde tudo se decidiria.

Num dérbi e, principalmente, com um troféu em disputa, todas as bolas se discutiam no limite. Os dois emblemas foram seguindo a par e passo no marcador, embora com as águias em vantagem a meio do período (67-72). Ainda assim, tudo fazia crer que seria mais uma decisão até ao último segundo. António Monteiro e Travante assinaram 2 triplos seguidos e do outro lado Broussard respondeu na mesma moeda, mantendo a incerteza (73-75).

A menos de 2 minutos do fim, o mais ínfimo detalhe ou um repentino golpe de génio podia sentenciar a final. Travante – que ia puxando pelas bancadas – encontrou o afundanço de Patton para o empate e, a seguir, Monteiro fez o 77-75 desde partir da linha de lance livre. As posses de bola dividiram-se até ao fim para os 2 conjuntos, mas sem qualquer cesto. No entanto, foi o Sporting CP a aguentar-se melhor emocionalmente com o relógio a correr, arrancando uma falta fundamental a 2 segundos do fim! Diogo Ventura, que não tremeu e converteu os 2 lances livres, fazendo o 79-75 final que acendeu o rastilho da festa leonina em Albufeira. A Taça de Portugal já não fugiria das garras do Leão, que assim continua dono e senhor de todos os títulos nacionais da modalidade.

A equipa: Travante Williams (17), Miguel Maria Cardoso (7), Shakir Smith (21), Justin Tuoyo (5), Mike Fofana (4), Diogo Ventura [C] (5), António Monteiro (9), João Fernandes, Daniel Relvão, Diogo Araújo (3), Joshua Patton (8) e Daniel Machado.

No final. Ivan Kostourkov, treinador-adjunto da nossa equipa, afirmou: “Há dois pesos num desportista: talento e carácter e nós demonstramos isso aqui. Acho que fizemos o caminho mais difícil na competição. Primeiro, jogámos com a equipa da casa, que é uma das mais bem estruturadas em Portugal e depois jogámos com o FC Porto e agora com o SL Benfica. São 3 jogos que pesam e tivemos algumas limitações [ausências de Micah Downs e Tanner Omlid] e o Patton também estava lesionado, mas conseguiu ter forças para jogar. O carácter e a atitude ditaram este resultado (… ) Vínhamos de alguns resultados menos positivos e acho que com esta conquista demos mais um passo em frente, É a primeira vez que o Sporting CP vence três Taças de Portugal consecutivas e significou também – o que é muito importante – o nosso 3º título esta época. Somos os únicos que podem ganhar tudo esta época, mas uma coisa é disputar troféus a um jogo e outra são os play-offs. Estamos numa posição privilegiada para motivar os nossos atletas a fazerem algo único”.

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