20 de Janeiro de 2026. 7ª jornada da Liga dos Campeões. No José Alvalade (perante mais de 51.000 pessoas) o Sporting (em boa posição rumo ao apuramento para os dezasseis-avos de final) recebia o Paris St. Germain (com mais 3 pontos), atual Campeão Europeu, uma equipa recheada de grandes jogadores e com um coletivo fortíssimo.

Fustigada por lesões, e em jogadores tão importantes como Diomande, Eduardo Quaresma, Nuno Santos, Geovani Quenda, Pote ou Ioannidis, e ainda com o capitão Hujlmand castigado, para além de outros jogadores ainda fora da forma ideal (como Daniel Bragança) a equipa do Sporting apresentou-se para esta partida com uma sentido tático muito rigoroso e uma atitude irrepreensível.

Não foi bonita de ver a 1ª parte para as nossas cores. Os franceses pareciam ter ímans nas botas, trocavam a bola com uma qualidade incrível. O Sporting ia fechando os caminhos como podia, com uma entreajuda enorme, as cometendo alguns erros na saída de bola o que exasperava os adeptos.

Os forasteiros iam porfiando, iam rematando (embora sem grande perigo – e com Rui Silva sempre eficaz). O Sporting respondia como podia, saindo de vez em quando. Aos 15 minutos, por exemplo, chegou-se a gritar golo –  Maxi Araújo conduziu um contra-ataque, deu para Trincão, que passou para Fresneda – o espanhol abriu em Geny Catamo, mas o remate do esquerdino saiu às malhas laterais!

Aos 32 minutos Zaire-Emery marcou, mas a jogada começou numa falta claríssima sobre Geny, felizmente detetada pelo VAR e confirmada pelo árbitro principal. Aos 42 foi o “nosso” Nuno Mendes a marcar, mas o golo voltou a ser anulado, agora por fora-de-jogo de Dembelé.

Já “em cima” do intervalo, livre de Maxi, a defesa parisiense a não afastar convenientemente e Morita, em excelente posição, a atirar por cima, falhando uma grande chance para marcar…

O Paris St. Germain iniciou a 2ª parte na mesma toada, mas o Sporting surgiu mais desinibido. Aos 52 minutos, contra-ataque muito rápido, com Trincão a centrar e Luis Suárez a não conseguir a emenda para a baliza… Aos 54 mais um bom lance, agora com Geny a solicitar Trincão, que atirou por cima…

Aos 58 minutos, 3º golo anulado (e bem) ao Paris, agora com o “bola de ouro” Dembelé a marcar em fora-de-jogo. Os franceses continuavam a dominar com alguma clareza, mas Rui Silva e o nosso setor defensivo mostravam-se intransponíveis!

Aos 74 minutos, excelente jogada de Geny e Suárez a obrigar Marquinhos a ceder canto. No minuto seguinte, Geny Catamo rematou de primeira à entrada da área, a bola sofreu um desvio antes de chegar aos pés de Luis Suárez, que, na meia esquerda, atirou rasteiro para o fundo da baliza! Era o 1-0 e o delírio no Alvalade!

Infelizmente durou pouco o entusiasmo, porque 5 minutos depois, o fantástico Kvaratskhelia fez um remate em arco magnífico, da meia-esquerda, o único para o qual Rui Silva não teve hipótese de defesa – era o 1-1…

Vivia-se um verdadeiro turbilhão de emoções no Alvalade. O entusiasmo da vantagem, o desencanto do empate, o receio de que ainda pudesse ser pior (o PSG não dava mostras de querer abrandar) e a ilusão de que ainda seria possível algo mais!

Entraram então em jogo Daniel Bragança e Alisson. Notou-se a entrada de ambos, pela positiva. Aos 89 minutos, sprint de Alisson pela esquerda mas decisão inconsequente no último passe. 2 minutos depois, de novo o rapidíssimo Alisson pela esquerda, passe correto para Trincão no meio, que arranjou espaço para rematar – Chevalier defendeu para a frente, e com um oportunismo incrível, Suárez surgiu e atirou de cabeça para o melhor sítio – era o 2-1 e uma verdadeira loucura no José Alvalade. Nas imagens da televisão via-se o capitão Hjulmand a festejar efusivamente nos camarotes, abraçado a colegas e elementos do staff.

Nos momentos que se seguiram até ao apito final do inglês Anthony Taylor (esteve bem, se considerarmos a ajuda preciosa do VAR), o PSG ainda tentou algo, mas sem causar mossa. Estava consumado um triunfo muito saboroso e significativo para o Sporting, tão grande como os maiores da Europa!

A nossa equipa, orientada por Rui Borges: Rui Silva; Fresneda, Gonçalo Inácio, Matheus Reis e Ricardo Mangas (Vagiannidis 63); Morita e João Simões (Daniel Bragança 87); Geny Catamo (Alisson Santos 87), Trincão (Kochorashvili 90+5) e Maxi Araujo; Luis Suárez.

vídeo

Post to Twitter

Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.