21 de Abril de 1940. Os portistas iam já num recorde de 13 vitórias seguidas e tinham 3 pontos de avanço do Sporting. À 14ª jornada, para ainda poderem sonhar com o título, os leões teriam de derrotar os nortenhos no Estádio do Lumiar.

Com uma assistência das maiores do Campeonato, que proporcionou o melhor ambiente que os sportinguistas poderiam desejar, a equipa: Azevedo; Mário Galvão e Álvaro Cardoso; António Figueiredo, Paciência e Manecas; Mourão (cap), Armando Ferreira, Peyroteo, Pireza e João Cruz.

A partida foi super-emocionante. O Sporting entrou bem criando boas oportunidades. Aos 7 minutos, na recarga a um livre, Armando Ferreira atirou à trave. Pouco depois foi Peyroteo a atirar também à madeira com o guardião visitante já batido. 1 minuto mais tarde foi António Figueiredo, de livre, a rematar ao travessão, mesmo com a intervenção de Andrasick. Finalmente, aos 17 minutos, o Sporting marcou. Mourão centrou e João Cruz, com um ligeiro toque de cabeça faturou.

O FC Porto tentou reagir e Figueiredo ía exagerando nas faltas a tal ponto que o árbitro teve de avisar Mourão que a continuar assim teria de expulsar o médio leonino. Até ao intervalo os nortenhos tiveram oportunidades para empatar, mas não o conseguiram.

Aos 51 minutos o FC Porto lá conseguiu anular a vantagem leonina, por Petrak, aproveitando um ressalto. Mourão perdeu pouco depois uma oportunidade incrível, mas aos 61 minutos, de livre direto, Mário Galvão fez o 2-1 com um tiro que entrou como uma flecha na baliza portista. O FC Porto voltou a reagir de pronto e Kordnya empatou ao emendar um livre marcado por Anjos. Logo na resposta Guilhar cometeu falta sobre um atacante leonino e Galvão, mais uma vez, desempatou a contenda. A 3 minutos do fim, o “balde de água fria”. Petrak com um remate “sem defesa” fez novo empate. Os leões fizeram então uma ponta final heróica. Primeiro foi Peyroteo a perder uma ocasião magnífica, mas logo depois Mourão apontou o golo da vitória, a 20 segundos dos 90 minutos.

Mário Galvão (foto de arquivo – numa tarde inesquecível) foi a grande figura do Sporting, secundado por Paciência (cada vez mais um portento naquele meio-campo) e João Cruz. A equipa de Jozef Szabo viria a terminar o Campeonato no 2º lugar a 2 pontos do Porto, mas grandes cometimentos estavam para vir em tempos próximos.

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