António Júlio Almeida da Encarnação nasceu a 28 de Maio de 1944. Começou a dar os primeiros passos no Basquetebol em 1957 (no Clube dos Galitos de Aveiro), e alinhou até 1981. Foi um “poste” (dos melhores de sempre em Portugal), com 1m98cm (uma altura considerável numa altura em que os jogadores altos não abundavam) e um dos primeiros a fazer “afundanços” em jogo no nosso país.
Afirma que o Sporting ficou marcado no seu coração ao longo da mais de uma década em que alinhou de verde e branco (chegando a capitão de equipa). Pelos leões, como títulos mais relevantes, conseguiu 1 Campeonato Nacional (68/69) e uma Taça de Portugal (74/75).
O jogador ao lado do qual mais gostou de alinhar foi Zé Mário, que era um pouco mais velho e dava sempre bons concelhos aos jovens. “Tinha uma postura impecável em campo, era um grande homem e um grande jogador”. O seu treinador preferido foi o primeiro no Sporting – o prof. Guilherme Bernardes, aquele que mais lhe ensinou. Manuel Sobreiro foi o jogador que mais o surpreendeu pela positiva, “pois não sendo alto impunha-se pela excelente condição física, visão de jogo e jogo de equipa”.
O melhor momento da carreira aconteceu quando foi selecionado pela 1ª vez para a Seleção Nacional que ia disputar os jogos Luso-Brasileiros em 1966 em Lourenço Marques – Moçambique. O pior momento ocorreu numa expulsão num Sporting-Benfica “sem ter feito absolutamente nada”, de tal maneira que nem castigo apanhou.
Afirma que a temporada 1968/69 foi a melhor da sua carreira foi ganhou tudo o que havia para ganhar ao serviço do Sporting (Campeonato Nacional, Campeonato Metropolitano e Campeonato Distrital – não ganhou a Taça de Portugal porque o clube não foi inscrito).
Para ele Carlos Lisboa é o melhor basquetebolista português de sempre.
Adora os Estados Unidos da América e a cidade de Nova Iorque. “O Crime do Padre Amaro” é o livro preferido, “Pretty Woman” é o filme da sua vida. Destaca nas atrizes Ivone Silva e nos atores António Silva. Na música é fã de Zeca Afonso e à mesa prefere bacalhau.
Vive há mais de 25 anos nos EUA.
Este texto foi elaborado com base numa entrevista de António Encarnação ao site www.basketpt.net
Conheci o Encarnação na Ota, quando estivemos na Força Aérea. Era engraçado quando era para chegar à barra, pois ele não era preciso saltar, era só esticar os braços. Foi nessa altura que passou a representar o S CP.
Conheci Encarnaçao no Sporting onde fiz ginastica com o prof Reis Pires e depois no Basquetebol feminino. Um colega extraordinario, muito educado mas brincalhao. As é equipas feminino e masculino tinham fortes relaçoes de amizade. Quando houve um problema com a académica de Coimbra, a equipa feminina foi de camioneta para apoiar o Sporting. Ver o Encarnaçao jogar era maravilhoso. Era muito bom atleta. Passaram muitos anos, vivo na Bélgica a 50 anos mas por intermédio do facebook temos muitas amizades dessa altura. fomos e ainda somos Sportinguistas ferranhos!
Encarnação
Foi com surpresa que o encontrei.
Lembro-me perfeitamente de si e da sua qualidade.
Que esteja bem é o que desejo…