17 de Junho de 1973. Depois dum percurso sem grandes níveis de dificuldade, o Sporting chegou à final da Taça de Portugal onde defrontou o Vitória de Setúbal. O triunfo que Mário Lino tanto desejara na temporada anterior conseguiu-o agora (após ter substituído no comando técnico da equipa o dispensado Ronnie Allen, em Abril). O Sporting esteve a certa altura perto da goleada, mas outros momentos houve em que o empate esteve quase a acontecer, numa partida de fortes emoções.

O Sporting alinhou com: Damas (cap); Bastos, Laranjeira, Alhinho e Manaca; Tomé (Hilário), Nélson e Vagner; Marinho, Yazalde (Chico) e Dinis.

Os leões entraram em campo a “galopar” e o Vitória a “passear”, uma imagem do jornal “A Bola” que ilustra bem aquilo que se passou em cerca de uma hora de jogo. Os sportinguistas, de facto, começaram o encontro em grande ritmo, com constantes mudanças de velocidade, que confundiram o adversário.

O Sporting abriu o ativo aos 24 minutos. Yazalde arrancou vigorosamente pela esquerda, fugiu a João Cardoso, e próximo da linha de cabeceira passou rasteiro para a área onde surgiu Tomé a rematar certeiro, na passada. Apenas 9 minutos se passaram e já os leões aumentavam a vantagem para 2 golos. Nélson passou em profundidade a Yazalde, este voltou a fugir a João Cardoso, isolou-se e rematou muito bem perante a saída de Joaquim Torres.

O intervalo chegou com 2-0 e o Vitória até entrou um pouco melhor na 2ª parte, mas  foi o Sporting a aumentar a contagem, aos 65 minutos. Dinis teve uma magnífica jogada individual passando por diversos adversários e centrou atrasado, por alto, surgindo Tomé a rematar de cabeça para o melhor sítio. A equipa sportinguista abrandou um pouco julgando que tudo já estaria resolvido, e o Vitória reduziu a um quarto-de-hora do fim por Duda, que aproveitou um lapso de Alhinho e bateu Damas sem remissão. 10 minutos depois a emoção regressou ao Jamor com o 3-2, obra de Vicente na marcação dum livre direto de forma irrepreensível. O final chegou pouco depois, não sem que antes os sadinos tivessem desperdiçado uma ótima ocasião para chegarem ao empate, que a acontecer, seria de todo surpreendente.

Laranjeira e Manaca a defender, Yazalde e Dinis a atacar e Tomé a marcar foram as grandes figuras da equipa do Sporting, que “salvou” assim a época com este belo triunfo.

Mário Lino ficou felicíssimo com esta conquista. Foi passeado em ombros pelos jogadores e felicitado pelos dirigentes. Instado a pronunciar-se sobre o encontro, afirmou que: “Esta final correspondeu às expetativas. Houve bom futebol e foi caraterístico da Taça aquela reanimação do Vitória, pelo que os últimos minutos foram vividos debaixo de grande emoção. O Vitória perdeu com dignidade e está de parabéns, tal como o seu treinador Pedroto”.

Sem José Carlos em campo, o jovem Damas foi o capitão do Sporting. Para ele: “Este foi um bom jogo no qual o Sporting mereceu a vitória. A categoria dos jogadores do Vitória dificultou a nossa tarefa, aqueles 2 golos vieram em má altura. A nossa equipa acusou aí algum cansaço, natural, em face da bela exibição produzida. Os minutos finais foram emotivos, bons para a assistência”.

Para o Sporting esta foi a 8ª Taça de Portugal conquistada.

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