1979 – Equipa homogénea bisou na TCE de Crosse

4 de Fevereiro de 1979. O Sporting obteve a sua 2ª vitória consecutiva na Taça dos Campeões Europeus de Crosse (depois de 1977, agora 1979, pois a prova não se realizou em 78). Os protagonistas foram Fernando Mamede em 3º, Aniceto Simões em 7º, Carlos Lopes em 8º, Rafael Marques em 25º e Fernando Miguel em 28º. O Sporting conquistou a competição disputada em Arlon mostrando uma superioridade marcante atuando com serenidade e fazendo uso de uma ótima tática. O circuito apresentava péssimas condições, com gelo em muitos sítios e numerosas covas. Não nevou, mas fazia 7 graus negativos. Depois de cortada a meta, com as lágrimas correndo-lhe na cara, Fernando Mamede, o melhor sportinguista, afirmou dedicar “esta vitória a todos os que não acreditam em nós lá em Portugal, a todos os que nada fazem a nosso favor, a todos que não se interessam por nós. É a esses todos que estão contra nós que dedicamos esta vitória”. O Sporting acabou por totalizar 18 pontos, menos 3 que o Liège da Bélgica. Terminada a corrida, e já tranquilo, Moniz Pereira afirmou: “Esperava ganhar esta prova, mas tenho que admitir que apanhei um bom susto de início. Embora, bem vistas as coisas, possa considerar este triunfo como um triunfo da tática, dado que se primou em não ir em loucas correrias iniciais, obstando a um desgaste que apareceria, nesse caso, muito cedo. Não posso deixar de considerar muito boa a prova do Carlos Lopes que mostrou bem que dentro de 1 mês temos homem. Acabou por ser uma vitória justa, da melhor equipa, como se diz no futebol, mas...

1992 – Domingos Castro liderou a equipa ao 12º título europeu de Crosse

3 de Fevereiro de 1992. O Sporting obteve a sua 12ª vitória em 15 anos na Taça dos Campeões Europeus de Crosse, numa prova onde estiveram 22 equipas campeãs dos seus países na Europa. Domingos Castro e Carlos Monteiro colocaram-se no grupo da frente logo no início da corrida, enquanto Dionísio Castro e Eduardo Henriques “fechavam” a equipa, ainda nos primeiros. Volta a volta a superioridade leonina ia-se mantendo, uma vez com maior e outras com menor à vontade. Um pouco mais atrás, Alberto Maravilha e João Junqueira lutavam bravamente, tentando com as suas posições obstar a que as equipas adversárias “fechassem” os seus conjuntos o mais cedo possível. Até ao fim, muito homogénea, a equipa leonina conseguiu uma prestação magnífica, chegando ao final com 19 pontos contra 26 dos espanhóis da Reebok. Os vice-presidentes Abílio Fernandes e Correia Leal estiveram presentes em Alicante para acompanhar e apoiar a equipa. Toda a comitiva, sobretudo os atletas, registaram esta presença com natural agrado. Para o prof. Moniz Pereira: “Ficou provado mais uma vez como e porquê o Sporting tem dominado ao longo de 15 anos. Através dos tempos, com a renovação feita, temos conseguido substituir atletas como Fernando Mamede, Carlos Lopes, Ezequiel Canário e Joaquim Pinheiro, mantendo uma liderança”. O vencedor individual, Domingos Castro, referiu que: “Foi mais fácil do que esperava, mas primeiro pensei na equipa. Só quando vi que as coisas estavam seguras atrás de mim, através do Carlos Monteiro, do Eduardo Henriques e do Dionísio, é que me fui embora para a meta. Todos lutámos por este título, pelo que estamos satisfeitos e não esquecemos aqueles que,...

1985 – O “eterno” Lopes no 7º título Europeu de Crosse

3 de Fevereiro de 1985. O Sporting conquistou mais um título europeu, com grande brilhantismo. Carlos Lopes, Ezequiel Canário e Fernando Mamede foram os 3 primeiros na prova realizada nas Açoteias. Rafael Marques fechou a equipa em 11º. Dionísio Castro foi 23º e Hélder de Jesus 33º. Os leões totalizaram, assim, 17 pontos, menos 12 que os italianos do Pro Patria. O Sporting venceu pela 7ª vez a competição, 5ª consecutiva(!), feito invulgar no desporto nacional e internacional. A corrida fez vibrar o público como poucas vezes se vira em Portugal. Canário esteve brilhante, Lopes igual a si próprio e Mamede, se bem que fora de forma, a lutar desalmadamente pela equipa. Curiosas as declarações finais de Canário: “Houve uma altura em que o Alberto Cova me começou a chamar filho disto e filho daquilo e a dizer que eu não ía ganhar nada. O Carlos Lopes ouviu e disse para eu arrancar, o que fiz e os italianos ficaram todos partidos. A culpa foi deles porque me picaram”. No final Cova abraçou Canário e pediu-lhe desculpa pelo que tinha dito, afirmando que eram “coisas da competição”. Moniz Pereira era efusivamente abraçado e felicitado por todos. “Esteve sempre tudo debaixo de controlo. O Canário é muito atrevido. Era o atleta ideal para desgastar os italianos, o que fez brilhantemente”. Foto: Rafael Marques, Carlos Lopes, Mário Moniz Pereira (treinador), Dionísio Castro, Fernando Mamede, Hélder de Jesus e Ezequiel...

1986 – 8º título europeu no Crosse com manos Castro a revelarem-se

2 de Fevereiro de 1986. Mesmo sem Carlos Lopes, o Sporting arrecadou o seu 8º título europeu de Crosse. A ausência do veterano campeoníssimo parece ter até estimulado o espírito coletivo da equipa, que dominou totalmente a prova. Quando, logo no início, se viu que os gémeos Castro e Carlos Capítulo iam nos primeiros, começou a acreditar-se em mais um triunfo. Individualmente, os italianos Cova e Panetta combinaram muito bem, acabando por desgastar irremediavelmente Fernando Mamede (3º) e Ezequiel Canário (4º). No final os sportinguistas fizeram mais uma grande festa, até porque antes da prova o professor Moniz Pereira chegou a dizer que renovar o título era missão impossível. Esta competição realizada nas Açoteias, no Algarve, foi uma demonstração de categoria, raça e força dos leões. Um a um os atletas iam cortando a meta a caindo nos braços uns dos outros numa vitória que teve um sabor muito especial. Fernando Mamede estava felicíssimo no final: “Dedico esta vitória aos jovens atletas do Sporting que tão briosamente contribuiram para este êxito. O Sporting apresentou-se sem vedetas, mas muita atenção aos irmãos Castro, porque se continuarem a trabalhar como até aqui sob a orientação do prof. Moniz Pereira, se não se deslumbrarem, vão ser nomes muito grandes do Atletismo internacional. O salto qualitativo que deram do ano passado para este ano foi como da noite para o dia. Fomos 6 irmãos! Estou imensamente satisfeito. Os italianos eram francamente favoritos, não houve bluff da nossa parte ao referi-lo. Estou satisfeito com o meu 3º lugar. O que conta aqui é o coletivo, e fiz uma prova muito tática”. Moniz Pereira, muito abraçado por...

1981 – Campeões Europeus de Crosse pela 3ª vez

31 de Janeiro de 1981. O Sporting alcançou o seu 3º triunfo na Taça dos Campeões Europeus de Crosse. A competição decorreu no hipódromo delle Bettole em Varese – Itália. Carlos Lopes não estava no seu melhor fisicamente, Aniceto Simões mostrava-se um tanto descrente, Rafael Marques estava a 50% e Bernardo Manuel apostado em fazer boa figura. Tudo dependia muito da prestação de Fernando Mamede e do espírito de sacrifício de Carlos Lopes. Na verdade, Fernando Mamede fez uma corrida do “outro mundo”, quase sempre sozinho, sendo de salientar também a última volta de Carlos Lopes, que foi buscar forças que já não tinha para recuperar do 6º para o 4º posto (isto pouco depois de ter gritado para Moniz Pereira que não aguentava mais e iria desistir), contribuindo em boa parte para que os leões não tivessem problemas com a classificação coletiva. E assim, fruto da extraordinária classe de Fernando Mamede e da coragem e companheirismo de todos os outros o Sporting arrecadou mais uma vitória de enorme prestígio para o seu palmarés. Fernando Mamede foi 1º, Carlos Lopes 4º, Aniceto Simões 15º, Rafael Marques 20º e Bernardo Manuel desistiu perto do fim. Para Moniz Pereira a vitória foi natural: “Anormal seria o contrário pois o Sporting possui a melhor equipa de Crosse da Europa. Mamede foi extraordinário, fantástico, correndo como se fosse de outro Atletismo, fazendo 7.000 metros isolado e ganhando com 100 metros de avanço. Carlos Lopes mostrou grande coragem e utilidade, Aniceto Simões teve grande espírito de sacrifício e o Rafael Marques pode ser este ano a grande surpresa do meio-fundo português. O Bernardo Manuel estava...

1983 – Festival leonino no 5º triunfo na TCE de Crosse

30 de Janeiro de 1983. Na Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato, em Lyon, o Sporting colocou os seus 4 atletas que contavam para a classificação coletiva nos 10 primeiros lugares. Fernando Mamede venceu brilhantemente, Carlos Lopes foi 2º, Ezequiel Canário 6º e Hélder de Jesus 10º. Artur Pinto (46º) e Rafael Marques (49º), também fizeram parte da equipa. O Sporting foi demolidor com uma exibição extraordinária dos seus atletas, mostrando possuir indubitavelmente a melhor equipa de clube do mundo em Corta-Mato. Alberto Cova, o chefe-de-fila dos italianos do Pro-Pátria (que ficaram a 39 pontos dos leões), não chegou a incomodar minimamente Lopes e Mamede. Para Moniz Pereira: “Tudo correu como se esperava, pois o Sporting possui a melhor equipa de todas que aqui vieram. A superioridade foi esmagadora, pois dominámos de todas as maneiras e feitios. Ao que parece, para alguns, isto ainda não será suficiente quanto aos progressos do nosso Atletismo, mas julgo oportuno recordar que, anos atrás não tínhamos campeonatos europeus nem recordes europeus. Parece-me que isto é alguma coisa…” Na opinião de Fernando Mamede, o grande vencedor: “Não se pode considerar que tenha sido uma vitória sem história, pois nem sempre estive confiante. Fiquei mesmo um tanto alarmado quando começou a cair aquela chuva gelada de que eu, como se sabe, não gosto muito… Fui particularmente feliz nos primeiros 2 esticões que dei, no 1º em que arrumámos o Cova no qual eu disse ao Lopes para vir comigo, e depois quando o Steve Jones começou a aproximar-se um tanto perigosamente e onde me pareceu a altura de arrumar de vez a questão. Tive sorte, repito, porque...

1982 – Campeões Europeus de Crosse após despique com o Barcelona

30 de Janeiro de 1982. Já começava a tornar-se habitual. Mais uma vez, a equipa de Crosse do Sporting sagrou-se campeã europeia. Nesta 19ª edição da Taça dos Campeões, disputada em Clusone (França), Carlos Lopes foi a grande figura, tendo regressado em pleno às suas jornadas gloriosas não deixando a ninguém hipóteses de lhe disputar o 1º lugar, praticamente desde o princípio, repetindo a façanha de Fernando Mamede (ausente) no ano anterior. Esta foi a mais difícil vitória de sempre do Sporting na competição, pois se Lopes e José Sena (4º) renderam aquilo que deles se esperava, Rafael Marques falhou totalmente devido a uma lesão que se agravou ao longo da prova. Quando tudo parecia irremediavelmente perdido, o que salvou a situação foi a força do jovem Joaquim Pinheiro, que apercebendo-se de alguma debilidade do 3º representante do FC Barcelona, “fez das tripas coração” e ultrapassou-o já à entrada da reta final, alcançando o 16º lugar. Foi esta ultrapassagem que deu a vitória ao Sporting. Pinheiro estreou-se num Crosse internacional numa data que nunca mais esqueceu devido ao seu merecido protagonismo. No final Carlos Lopes afirmou: “Eu apostava a sério na vitória, mas admito que tudo acabou por ser mais fácil do que esperava. Sofri mais pela equipa que por mim, mas o triunfo acabou por chegar e sinto-me imensamente satisfeito”. Os leões venceram pela 4ª vez a competição, agora apenas com 1 ponto de avanço do FC...

Futebol – Sporting-3 Sturm Graz-0

14 de Dezembro de 2023. 6ª e última jornada da Fase de Grupos da Liga Europa. Já com a sua classificação (2º lugar) definida, o Sporting realizou uma 1ª parte muito frouxa, salvando-se o golo de Gyokeres após passe perfeito de Matheus Reis, e, pouco depois outra grande oportunidade para o sueco, que desta vez rematou ao poste depois de assistência de Paulinho, e a bola sobrou para Bragança que “de pé furado” falhou inacreditavelmente a recarga. Na 2ª parte a equipa leonina esteve mais empreendedora e marcou por Gonçalo Inácio (de cabeça após canto de Marcus Edwards) e novamente Gonçalo Inácio (de recarga, depois dum canto de Edwards e cabeçada ao poste de Coates). No final, triunfo tranquilo e pouco mais que serviços mínimos garantidos, embora a 2ª parte já tenha sido bem superior à 1ª. A equipa: Israel (6); Neto (5), Coates (6) e Matheus Reis (6) – Inácio (7) 46; Esgaio (5) – Essugo (4) 56, Hujlmand (6) – Morita (5) 46, Bragança (6) e Nuno Santos (5) – Pote (1) 75; Trincão (4), Gyokeres (6) – Edwards (6) 46 e Paulinho (5). Melhor sportinguista em campo – Gonçalo...

Triunfo claro sobre ucranianos com jovens em estreia!

13 de Dezembro de 2018. Continuava o “estado de graça” de Marcel Kaiser no Sporting! Nessa noite (perante 25.504 espectadores), na despedida da Fase de Grupos da Liga Europa (o apuramento já estava garantido), o técnico holandês promoveu a estreia de 2 jovens da formação na equipa principal, deu minutos a vários outros jovens, e mesmo assim o Sporting voltou a ganhar e marcar golos (apesar, claro, da fragilidade do adversário – Vorskla Poltava). A equipa: Salin; Ristovski (Thierry Correia 64), Coates, André Pinto e Acuña; Petrovic; Miguel Luís e Bruno Fernandes (Bruno Paz 73); Carlos Mané, Fredy Montero (Pedro Marques 59) e Jovane Cabral. A partida valeu sobretudo pela 1ª parte, período no qual o Sporting foi bastante competente. A equipa entrou a jogar abertamente ao ataque e logo aos 9 minutos Miguel Luís isolou-se mas proporcionou uma grande defesa a Tkachenko. Aos 17 veio o 1º golo – começou com uma assistência de Bruno Fernandes para Acuña de calcanhar – este cruzou para a zona de Jovane, que pareceu perder tempo de remate, mas ainda tentou a sorte, a bola fez ricochete num defesa e depois Montero só precisou de lhe acertar com a cabeça para inaugurar o marcador! Os ucranianos tiveram uma pequena fase de reação, mas o Sporting logo a cortou pela raíz, pois aos 35 minutos Mané arrancou pelo corredor central e serviu Bruno Fernandes em profundidade – este tocou para a entrada de Miguel Luís, que só precisou de encostar quando a defesa do Vorskla estava completamente descompensada – foi o 1º golo deste jovem da Academia na equipa principal! Aos 44 minutos...

Estoicismo em Florença

13 de Dezembro de 1967. Foi talvez o jogo mais marcante da carreira europeia do Sporting nessa temporada. Depois de ter vencido em Alvalade por 2-1, o Sporting foi a Florença, para os 1/16 avos de final da Taça das Cidades com Feira (após ter eliminado os belgas do FC Brugges) fazer das “tripas coração”. O jogo disputou-se no Estádio Comunale tendo o Sporting alinhado com: Carvalho; Barnabé, Armando Manhiça, José Carlos (cap) e Hilário; Barão, Gonçalves e Peres; Carlitos (Alexandre Baptista 67), Adé e Lourenço. A equipa da “casa” entrou muito bem no jogo, asfixiando até em alguns períodos o Sporting, mas foi precisamente numa fase em que os leões já se recompunham que, aos 20 minutos, a Fiorentina marcou. Barão derrubou Amarildo na esquerda do ataque italiano. Brugnera centrou para a área após um pequeno toque de Cencetti, gerou-se uma grande confusão até que a bola foi afastada para a entrada da área por Gonçalves (que escorregou), onde surgiu Maraschi, em corrida, a rematar forte ao ângulo superior esquerdo da baliza de Carvalho, que não teve qualquer hipótese de defesa. Até ao intervalo, e com um ambiente bem “quente”, a Fiorentina poderia ter aumentado a contagem, enquanto o Sporting se ía defendendo relativamente bem. Na entrada para o 2º tempo Peres passou para o centro do terreno, e o futebol sportinguista melhorou claramente. A lesão de Bertini (melhor jogador dos italianos) em choque com Hilário, aos 53 minutos, ajudou os verdes, e aos 57 minutos o Sporting passou para a frente da eliminatória. Foi na sequência duma bela jogada de insistência de Adé, que correu pela esquerda,...
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