2002 – Consagração em Alvalade no 22º título nacional de Futebol

5 de Maio de 2002. Dia de consagração para o Futebol do Sporting, em Alvalade. As comemorações tinham começado uma semana antes com um golo de Argel que deu a vitória ao Benfica sobre o Boavista por 2-1 (28 de Abril). O Sporting tinha empatado em Setúbal na noite anterior a duas bolas e sagrou-se Campeão Nacional pela 18ª vez. A festa foi tremenda por todo o país. Para o presidente Dias da Cunha: “É o alcançar dum objectivo. O Campeonato sabe muito bem, foi uma conquista justíssima. Todas as equipas dificultaram a nossa tarefa. O Boavista não nos deu um palmo de distância o que ainda dá um maior sabor ao nosso triunfo. Esta vitória é de todo o plantel, que bem a mereceu, tal como da equipa técnica, médica e da administração da SAD. É uma sensação única ver todos os sportinguistas a festejar esta vitória”. Na televisão, em direto, Mário Jardel surgiu claramente alcoolizado, em casa, a festejar o título. Os primeiros sinais de que algo poderia não ir completamente bem com o goleador… Para Laszlo Bölöni: “Esta foi uma grande vitória pela inteligência do grupo e pelo talento dos meus jogadores. Nesta última trajetória passámos momentos de expetativa que chegaram a ser enervantes, mas estava convencido de que o título seria nosso. Ter o Jardel na equipa foi muito importante e tenho consciência de que desde que ele veio o Sporting começou a jogar de outra forma. O Jardel tem mérito como toda a equipa também o tem. Quero felicitar o grupo de trabalho e todos aqueles que me apoiaram para a conquista deste título”....

Apurados para a final da Taça das Taças ao eliminar o Olympique Lyon

5 de Maio de 1964. Ninguém esperava facilidades perante os franceses do Olympique Lyon, mas, de fato, foi um “bico de obra” conseguir chegar à final da Taça das Taças. A 1ª partida disputou-se em terras gaulesas. Um jogo belíssimo no qual a bola quase nunca saiu do terreno de jogo. Partida intensa, muito disputada por duas ótimas equipas. No final 0-0 e tudo adiado para Alvalade, mas a sensação que ficou foi que o Sporting poderia ter ganho, não fossem as duas bolas ao poste de Géo… Para a 2ª mão os leões entraram como favoritos, mas um estranho enervamento coletivo obstou a que se resolvessem as coisas. Ainda assim valeu o golo salvador de Géo, que levou os verde e brancos a 3º jogo. O encontro decisivo disputou-se no Vicente Calderon, em Madrid, a 5 de Maio. Sob o comando do arquiteto Anselmo Fernández, o Sporting jogou com: Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista e Hilário; Mendes e José Carlos; Péridis, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Géo e Morais. Mais uma vez Osvaldo Silva foi decisivo (marcou o único golo do jogo, aos 65 minutos), e os sportinguistas conseguiram, com a vitória magra, o “passaporte” para a final de Bruxelas. Fato curioso ligado a esta meia-final final foi o entusiasmo dos responsáveis franceses perante Osvaldo Silva. Na verdade, o médio-atacante sportinguista começava a deixar a sua marca por todos os sítios onde jogava, e os lioneses acenaram-lhe com 5.000 contos pela vinculação ao seu clube. O Sporting respondeu que Osvaldo era inegociável. O brasileiro não se importou, mas quando chegou a Lisboa inteirou-se de saber para que daria tanto dinheiro. Pois era...

Yannick Djaló – Veloz e imprevisível

Yannick dos Santos Djaló nasceu a 5 de Maio de 1986 em Bissau (Guiné). Veio para Portugal com apenas 7 anos e muito cedo começou a jogar futebol no Estação (Covilhã). Na idade de juvenil despertou o interesse do Sporting. O seu nome chamou pela 1ª vez à atenção quando se soube que o treinador romeno Laszlo Bölöni lhe prometera uma grade de coca-cola quando marcasse o seu 1º golo. Em finais da temporada de 2002, num amigável frente ao Alverca, Djaló marcou, mas Bölöni deu-lhe apenas uma garrafa porque o jogo era amigável e a promessa valeria só para jogos oficiais… Na transição do futebol jovem para o sénior alinhou no Sporting B e no Casa Pia, estreando-se oficialmente pela equipa principal a 12 de Setembro de 2006 num Sporting-Inter de Milão (1-0) para a 1ª jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões. Já nesse defeso dera nas vistas ao marcar por duas vezes no Sporting-Benfica (3-0) para o Torneio do Guadiana. Apontou o 1º golo oficial a 22 de Outubro num Sporting-Porto (1-1) para 7ª jornada do Campeonato. Para um jovem de apenas 20 anos fez uma 1ª época muito positiva, alternando com o brasileiro Alecsandro na companhia a Liedson na frente de ataque sportinguista. Realizou 35 jogos e marcou 6 golos. Esteve presente na final da Taça de Portugal (substituiu Alecsandro no decorrer do jogo) onde conquistou o seu 1º título oficial de leão ao peito como sénior. Na temporada seguinte (2007/08) começou muito mal, vieram as lesões, e só surgiu em pleno já na parte final. Fez 27 partidas, marcou 7 golos (destacando-se...

2008 – 2ª Taça de Portugal em Futsal com percurso imaculado

4 de Maio de 2008. Na “final four” da Taça de Portugal de Futsal, realizada na Guarda, o Sporting provou mais uma vez que esta deixara de ser uma competição “ovelha negra” para o Futsal leonino. Na meia-final os leões derrotaram o Belenenses (a equipa sensação da temporada) por 1-0. Na final, a 4 de Maio, foram os vizelenses da Fundação Jorge Antunes derrotados por 4-1. Ambos os jogos foram intensos, muito táticos e calculistas. O Sporting conquistou a Taça após um percurso perfeito onde derrotou todos os outros grandes da modalidade em Portugal. Os adversário vergados eliminatória após eliminatória foram Benfica (2-0), Eira e Benfica (10-1), Freixieiro (4-1), Sassoeiros (6-4), Belenenses (1-0) e Fundação Jorge Antunes (4-1). Na partida decisiva jogaram: João Benedito; Evandro, Bibi (2), Nenê, Café, Deo, Davi (1), Alex (1) e João Matos. No final o treinador Paulo Fernandes afirmou: “Sinto uma enorme alegria. Para chegarmos a este brilhante patamar foi preciso sermos iguais a nós próprios. Apanhámos todas as outras grandes equipas neste percurso e provámos que não receamos qualquer adversário. Estou orgulhoso por ver os meus atletas felizes. Eles têm a plena consciência do dever cumprido”....

2021 – Campeões Europeus de Futsal pela 2ª vez!

3 de Maio de 2021. A equipa de Futsal do Sporting CP conquistou nesta segunda-feira, a UEFA Futsal Champions League ao vencer na final o FC Barcelona por 4-3 em Zadar, na Croácia (antes os leões tinham batido o MKF KPRF – campeão da Rússia por 3-2 – Cavinato (2) e Rocha, e o Inter FS – campeão de Espanha, por 5-2 – Cavinato, Guitta, Taynan, Pany Varela e Erick Mendonça) Foi a 2ª vez que o conjunto de Nuno Dias amealhou o troféu – depois de 2018/2019. Esta foi a 4ª final do Sporting CP nas últimas 5 temporadas e o 3º embate com o FC Barcelona na competição – nas duas vezes anteriores, os catalães levaram a melhor. Nuno Dias apostou para esta grande final em Guitta, na baliza, João Matos, Erick Mendonça, Alex Merlim e Pauleta. Também fizeram parte da equipa Gonçalo Portugal, Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Mamadu Turé, Tayan, Diego Cavinato, Pany Varela, Zicky Té e Rocha. O início não correu bem ao Sporting CP. Logo no 1º minuto, o FC Barcelona inaugurou o marcador quando Marsênio, num forte remate frontal, bateu Guitta. Os nossos não baixaram os braços e procuraram chegar ao empate. Erick Mendonça atirou por cima e Alex Merlim viu, por duas vezes, o guarda-redes Didac Plana defender as suas tentativas com intervenções de qualidade. Do outro lado, Guitta impediu aquilo que parecia ser um golo certo a Adolfo, que tinha tempo e espaço para finalizar com sucesso, mas o guardião brasileiro esteve ao seu nível. A seguir foi Esquerdinha a fazer com que o FC Barcelona ficasse, mais uma vez, perto...

Bölöni derrotou Camacho no seu último derby

3 de Maio de 2003. A época futebolística estava a ser muito má. A irregularidade era bem patente ao longo das diversas jornadas, mas o Sporting foi ao Estádio Nacional jogar (na condição de visitante) com o Benfica, na firme disposição de dar uma alegria aos seus adeptos, apesar de o próprio 2º lugar já não passar praticamente duma miragem. O Sporting jogou com: Nélson; César Prates, Beto, Contreras e Rui Jorge; Hugo (Quiroga) e Rui Bento; Quaresma e João Pinto; Kutuzov (Pedro Barbosa) e Niculae (Toñito). Laszlo Bölöni dirigiu pela última vez a turma leonina num derby e conseguiu surpreender de alguma forma o seu colega de profissão José António Camacho, ao fazer regressar César Prates à lateral direita e colocando Hugo como trinco ao lado de Rui Bento para segurar o criativo meio-campo benfiquista. O recuo de João Pinto na zona central fez o Sporting ganhar preponderância nessa área do terreno. Os leões realizaram uma belíssima 1ª parte, para o que muito contribuiu o 1º golo, marcado por Quaresma aos 9 minutos, depois de pôr a “cabeça à roda” de João Manuel Pinto. O Sporting ganhou segurança perante um adversário perturbado. Quaresma fazia constantes “diabruras” e na sequência duma delas foi carregado violentamente por Miguel. Rui Jorge apontou o livre e João Pinto faturou, fazendo o 0-2 aos 33 minutos. O Benfica arriscou então mais um pouco, obrigando Niculae a recuar ligieramente no terreno para equilibrar as coisas. Rui Bento esteve perto do 0-3 no início da 2ª parte, assim como Quaresma, que já isolado viu o árbitro assistente marcar um inexistente fora-de-jogo. Na jogada seguinte, aos...

1992 – Campeões Nacionais de Voleibol, 36 anos depois!

3 de Maio de 1992. Neste dia o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Voleibol ao vencer no último jogo a Académica de Espinho por 3-0 no meio duma grande euforia, já que este título não acontecia há 35 anos!… Antes da partida se iniciar respirava-se na nave de Alvalade um ambiente de alguma euforia, prevendo-se com toda a legitimidade que a vitória decisiva iria acontecer nesse dia. A equipa do Sporting foi fotografada com alguns dos campeões de 1956. A Académica de Espinho, com uma postura muito digna, não “colaborou” na festa, e talvez um pouco pressionados pelo ambiente, os leões não estiveram bem no 1º set, tentando muitas vezes resolver individualmente aquilo que deveria ser resolvido pelo coletivo. Apesar de tudo os sportinguistas lá conseguiram vencer por 15-12. Com 15-4 e 15-9, mostrando já uma tranquilidade e a classe dos campeões, os sportinguistas resolveram com facilidade os 2º e 3º sets do encontro. No final houve invasão pacífica do recinto, com os jogadores já em tronco nu a serem passeados aos ombros enquanto os espinhenses, desportivamente, cumprimentavam os novos campeões. Ninguém teve vergonha de deixar jorrar algumas lágrimas, fossem eles jogadores, técnicos, dirigentes ou apoiantes. Esses momentos foram muito bonitos. O vice-presidente Abílio Fernandes comentou esta vitória afirmando: “A direção sente-se orgulhosa por este título, que já não acontecia há 35 anos. Vamos continuar a apoiar esta modalidade”. O treinador, prof. António Rodrigues, disse que: “A vitória é do grupo com quem trabalhei todos os dias, excecional no seu empenho, sem esquecer o outro lado, o dos dirigentes, que criaram condições para que este trabalho pudesse ser desenvolvido”....

Beto

Roberto Luís Gaspar de Deus Severo nasceu a 3 de Maio de 1976 em Lisboa. Produto das escolas sportinguistas, “rodou” no Unão de Lamas e Campomaiorense quando atingiu o escalão sénior, chegando à equipa principal verde e branca no Verão de 1996. Estreou-se oficialmente a 15 de Outubro (com Robert Waseige) numa deslocação a Metz (0-2) para a Taça UEFA, marcando o 1º golo 11 dias depois, e que valeu o triunfo na receção ao Benfica (1-0) para o Campeonato. Logo nessa 1ª época transformou-se na grande revelação da equipa, sendo alvo de aposta forte pelo treinador Octávio Machado (que entretanto substituira Waseige) e fazendo um dupla de sucesso com Marco Aurélio (o seu grande mentor e conselheiro nos primeiros tempos em Alvalade). Fixou-se então a titular nos anos seguintes, atingindo um ponto de grande destaque na equipa que conquistou o título em 2000. Nessa temporada Beto esteve a um nível altíssimo fazendo parelha com André Cruz. Em 2001/02 voltou a ser campeão, mas Laszlo Bölöni preferia a dupla Babb-André Cruz para o centro da defesa, pelo que jogou com mais frequência no lado direito. Na temporada seguinte viveu tempos difíceis, com muitas lesões, mas em 2003/04 voltou ao seu lugar de defesa-central – agora ao lado de Anderson Polga, o mesmo acontecendo com o técnico Peseiro, em 2004/05, temporada em que os leões estiveram perto de conseguir feitos gloriosos e acabaram por nada ganhar… A sua última época em Alvalade foi a de 2005/06. Paulo Bento não era grande admirador do seu futebol e acabou saindo em Janeiro para o Bordéus (por 1 milhão de euros). O seu último...

Paulo Fernandes – Um técnico vencedor

Fernando Paulo Constante Fernandes nasceu a 3 de Maio de 1965 em Lisboa. Antes de ser treinador profissional de Futsal desempenhou as funções de comercial de material elétrico. Como jogador representou o Bons Dias durante 6 anos. Depois enveredou pela carreira de técnico, começando também nos Bons Dias – onde se manteve durante 3 anos. Seguiu-se o Sporting (nas 4 primeiras temporadas como adjunto nos juniores e nos seniores e na 5ª como adjunto dos seniores). A seguir voltou ao Bons Dias onde foi técnico principal 2 anos e meio, regressando ao Sporting no último ano do técnico Orlando Duarte (como adjunto). Esteve depois 18 meses como adjunto de Beto Aranha, a quem sucedeu no comando da equipa (em Janeiro de 2003). Manteve-se como treinador principal do Futsal leonino até ao final da temporada 2009/10. Nessa qualidade ganhou 3 Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e 3 Supertaças, contribuindo em boa parte para a consolidação dos leões como líderes da modalidade em Portugal. Em 2004 e 2006 ganhou o Prémio Stromp na categoria “Técnico”. Antes do final da temporada 2009/10 foi tornado público que Paulo Fernandes sairia do clube, sendo substituído pelo regressado Orlando Duarte. Saiu campeão! Na hora da despedida afirmou: “Este título tem um sabor especial porque é o último no Sporting e se é que há despedidas positivas esta era a melhor que poderia ter. Consegui e quero dedicar este título a todos os sócios, adeptos, simpatizantes e amigos que sempre acreditaram no nosso trabalho e nos apoiaram (…) Só peço que me respeitem daqui para frente, seja qual for a opção que vier a tomar. Até...

Um “escaldante” Sporting-Belenenses

2 de Maio de 1943. Neste dia o Sporting recebeu o Belenenses para o Campeonato Nacional. A luta entre estas duas equipas e o Benfica estava no ponto de ebulição. O Sporting havia conquistado a liderança há poucas semanas e vivia um período fulgurante, fazendo crer que uma vitória nesta partida poderia lançar definitivamente a equipa para o título. Para o Belenenses a situação era semelhante – um triunfo poderia significar o arranque para a conquista do título. O jogo era aliciante, e correpondeu à expetativas. No Estádio do Lumiar viveu-se uma grande tarde de futebol com uma verdadeira enchente. O técnico Jozef Szabo escolheu a seguinte equipa: Azevedo; Octávio Barrosa e Álvaro Cardoso; João Nogueira, António Lourenço e Manecas; Mourão, Daniel, Peyroteo, Canário e João Cruz. O Sporting jogou na 1ª parte a favor do vento, dominou claramente a partida neste período mas via passar o tempo sem conseguir marcar. Logo no início da 2ª parte a “sorte” mudou, e na 1ª avançada o Sporting marcou, o que foi um grande “balde de água fria” para os azuis. João Cruz centrou, Simões interveio desajeitadamente e a bola sobrou para Daniel, que efetuou um bom remate. Os leões animaram-se, e perante a tarde endiabrada de Mourão, continuaram a assaltar a baliza belenense com afinco, mas Peyroteo não estava nos seus dias de rematador… Apesar disso o 2º golo surgiu aos 64 minutos. Peyroteo e Salvador correram à bola mas o sportinguista chegou primeiro e endossou-a a Canário no meio. Este assistiu João Cruz, que após driblar Simões concluiu o lance com um bom remate. Perante a evidente consternação dos...
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