Deivid – Credenciado no seu país, faltou-lhe tempo no Alvalade…

Deivid de Sousa nasceu a 22 de Outubro de 1979 em Nova Iguaçu – Brasil. Depois de se iniciar no clube local, encetou um percurso ascendente como futebolista que passou pelo Santos, Corinthians, Cruzeiro (onde foi campeão nacional), Bordeús e de novo Santos (onde foi de novo campeão brasileiro, ao lado de Robinho). Chegou ao Sporting no defeso de 2005 e suscitou grandes expetativas entre os sportinguistas pois acreditava-se que poderia fazer uma dupla fantástica com Liedson. Estreou-se oficialmente (com o treinador José Peseiro) a 10 de Agosto numa receção à Udinese (0-1) para a pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Marcou pela 1ª vez logo na jornada inaugural do Campeonato num triunfo por 2-1 sobre o Belenenses. Apesar de parecer um pouco pesado e lento, os seus atributos técnicos eram inegáveis, e acabou por ser muitas vezes titular, marcando presença em 33 jogos (8 golos marcados). Após a época de adaptação esperava-se muito dele no ano seguinte, mas depois de ter marcado 2 golos num triunfo por 3-2 sobre o Boavista no 1º jogo da época, caiu nos sportinguistas como um “amargo de boca” a notícia de que estava vendido ao Fenerbahçe da Turquia por cerca de 4,5 milhões de euros… Ficou-se por aí o seu trajeto de verde e branco, no qual totalizou 34 jogos oficiais e 10 golos. De verde e branco provou ser um futebolista com bom nível técnico, um atacante de categoria, embora lhe faltasse maior engodo pelas balizas contrárias – e a prova disso é a sua relativamente baixa média de golos marcados para um ponta-de-lança de equipa grande. Na Turquia (onde...

Luizinho – Central de classe pura

Luiz Carlos Ferreira nasceu a 22 de Outubro de 1958 em Nova Lima – Brasil. Chegou muito novo ao principal escalão do futebol brasileiro, alinhando no Vila Nova (onde fizera a formação), clube que não o conseguiu segurar por muito tempo, pois em 1978 rumou ao Atlético Mineiro onde permaneceu 12 anos e conquistou 10 títulos de Campeão Estadual. Chegou ao Sporting no Verão de 1989 contratado por Sousa Cintra. Na altura já era um “trintão” experiente, mas mantinha intactas as qualidades que o fizeram internacional brasileiro e titular numa das mais fantásticas equipas de sempre – o Brasil de 1982. Estreou-se oficialmente a 26 de Agosto (com Manuel José) num triunfo em Aveiro frente ao Beira-Mar por 1-0. Marcou o 1º golo a 24 de Fevereiro de 1990 numa vitória em Alvalade frente ao FC Penafiel por 2-1. Nessa 1ª temporada no Sporting “pegou de estaca”, fazendo dupla no centro da defesa com Venâncio. Alinhou em 30 jogos e marcou 3 golos. Para a época seguinte chegou Marinho Peres ao comando técnico da equipa. Luizinho manteve-se intocável (ao lado de Venâncio) e contribuiu para a bela carreira dos leões na Europa, onde chegaram às meias-finais da Taça UEFA. Nesse percurso destacou-se por marcar (nos últimos minutos) um golo precioso em Bolonha (1-1) na 1ª mão dos quartos-de-final. 1991/92 foi a sua última temporada no Sporting. O seu estatuto não sofreu alteração apesar dos 33 anos, permanecendo “ele e mais 10” na equipa. Jogou pela última vez a 17 de Maio de 1992 na última jornada do Campeonato (empate 1-1 em Chaves). Totalizou 3 épocas no Sporting, tendo realizado...

Francisco dos Santos – Co-autor da estátua do Marquês de Pombal e 1º emigrante do Futebol português

Nasceu a 22 de Outubro de 1878 em Paiões, Rio de Mouro (Sintra), tendo entrado para a Casa Pia em 1887 após a morte dos seus pais. Aluno brilhante do curso de Belas Artes (área na qual se matriculou aos 15 anos) frequentou as aulas de Escultura do seu tio, José Simões de Almeida, vindo a terminar o curso com distinção. Nesse período foi jogador de futebol, inicialmente no Casa Pia, e mais tarde, a nível oficial, no Grupo Sport Lisboa. Destacando-se como escultor, ganhou uma bolsa de estudo em 1903, em Paris, mas o dinheiro era pouco e passou por dificuldades financeiras. Frequentou o ateliê de Charles Raoul Verlet e casou com uma francesa até que, em 1906, graças a um subsídio concedido pelo Visconde de Valomorpode, partiu para Roma para prosseguir os estudos e aprimorar a sua arte escultórica. Nessa cidade, em 1906, fez a estátua “Crepúsculo” – atualmente no Museu do Chiado, em Lisboa. Ainda lutando com dificuldades financeiras, agora pai duma criança, lecionou francês e jogou futebol na equipa da Lazio, que chegou a capitanear e onde se destacou, tornando-se o 1º futebolista português a jogar no estrangeiro. Participou no 1º derby de Roma, em 19 de Janeiro de 1908, e com 55kg foi o melhor em campo segundo o prestigiado jornal “La Gazzeta Dello Sport”. Regressou a Portugal em 1909, vindo a participar, no ano seguinte (1910), no contexto da Implantação da República Portuguesa, no concurso da Câmara Municipal de Lisboa para a eleição do busto feminino oficial da República portuguesa, do qual saiu vencedor. No plano desportivo, prosseguiu a sua carreira no Sporting (onde jogou duas épocas – 1909/10...

Larguinho Moreira – O algarvio polivalente

Luís “Larguinho” Moreira, nasceu a 22 de Outubro de 1922 em Aljustrel. Na equipa local descobriu o seu talento para o futebol e por lá se manteve vários anos (com 1 pelo meio no Portimonense) até se transferir para o Sporting no Verão de 1947. Estreou-se oficialmente (com o treinador Cândido de Oliveira) a 16 de Novembro numa deslocação à Tapadinha (4-1 ao Atlético CP) para a 1ª jornada do Campeonato Nacional. Essa 1ª época foi aquela em que teve uma utilização mais frequente, surgindo apenas esporadicamente nos anos seguintes. A 9 de Outubro de 1949 marcou o seu único golo de verde e branco, num triunfo em casa frente ao Lusitano VRSA por 3-1 referente à 1ª jornada do Campeonato. Esse foi também, curiosamente, o seu último jogo oficial pelo clube. Futebolista de enorme polivalência, totalizou 3 temporadas na equipa principal do Sporting (de 1947/48 a 1949/50) geralmente na posição de defesa ou médio-direito (anteriormente era avançado). Realizou 24 jogos oficiais e marcou 1 golo. Ganhou 2 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal. Mais tarde alinhou no Sporting de Braga e Rio...

Saucedo – “El tigre” indicado por Yazalde

Sérgio António Saucedo nasceu a 20 de Outubro de 1959 em Buenos Aires – Argentina. Começou bem cedo no Defensores de Zarate, mas foi no Deportivo Quito – Equador, que começou verdadeiramente a dar nas vistas marcando com muita regularidade. Em Janeiro de 1985 o Sporting marcava muitos golos e não estava nada mal servido de atacantes (Manuel Fernandes, Jordão – se bem que com alguns problemas físicos, Eldon – que tinha acabado de chegar de Guimarães e teve uma razoável época de estreia, Forbes e Fernando Cruz – duas promessas). Ainda assim os responsáveis leoninos acharam que faltava mais alguém e contrataram Saucedo, indicado pela antiga glória do clube Hector Yazalde. Jogou oficialmente pela 1ª vez a 13 desse mês (com o treinador John Toschak) num triunfo em Guimarães por 1-0 para a 16ª jornada do Campeonato Nacional. Uma semana depois estreou-se a marcar (empate em Alvalade – 4-4 com a Académica) e a verdade é que foi marcando com alguma regularidade nos primeiros meses de verde e branco. Terminou a época com 6 golos em 11 jogos e esperava-se a confirmação do seu potencial na temporada seguinte. Agora com Manuel José ao leme, o Sporting contratou mais um atacante (ao Arsenal) e com caraterísticas um pouco semelhantes ao argentino – Raphael Meade, que depressa se impôs. Ainda assim Saucedo jogou muito – 26 presenças, mas apontou apenas 4 golos não respondendo com a eficácia que dele se esperava. O último golo fê-lo a 24 de Novembro de 1985, numa derrota em Guimarães por 4-3 – um jogo que ficou célebre pela infeliz exibição do guarda-redes Katzirz… No...

Stan Valckx – Bom a defender, ótimo a sair a jogar

Stanislau Henricus Christina Valckx nasceu a 20 de Outubro de 1963 em Arcen – Holanda. Começou a destacar-se no VV Venlo que ajudou a subir e consolidar-se na 1ª divisão do seu país. Não tardou a que o PSV o recrutasse, e pela equipa de Endhoven foi 3 vezes Campeão e ganhou duas Taças de Holanda. Chegou ao Sporting no defeso de 1992 indicado pelo novo treinador Bobby Robson, que com ele tinha trabalhado no PSV. Era já um futebolista consagrado, internacional A pelo seu país. A sua adaptação ao nosso futebol não foi imediata, mas ainda assim não tardou muito e tornar-se um dos grandes protagonistas da equipa, fosse a defesa-central (a sua posição de origem) ou a trinco, onde disfarçava melhor a sua falta de velocidade. Nessa 1ª temporada no Sporting foi o 2º futebolista mais utilizado (só Cadete jogou mais) com 40 presenças e 4 golos, o 1º dos quais a 20 de Dezembro de 1992 num Sporting-Belenenses (3-0) para o Campeonato. Estreara-se oficialmente logo no 1º jogo da época (a 22 de Agosto), numa receção ao Tirsense (0-0) para a 1ª jornada. Numa fase (ainda) inicial da época seguinte Robson foi subsituído por Queiroz, que apostou no holandês mais como defesa-central (para a posição 6 havia Paulo Sousa), onde fez dupla com Vujacic. “Estrela” da defesa sportinguista, realizou 42 partidas. No final da época foi ao Mundial pela sua Seleção. As chegadas de Naybet e Marco Aurélio e uma relação nem sempre fácil com o presidente Sousa Cintra (por ter elogiado Robson após o despedimento do inglês na época anterior), fizeram-no abandonar o clube na...

Ailton – Um exemplo de competitividade

Ailton Ballestero nasceu a 20 de Outubro de 1949 em São Paulo – Brasil. Depois de ter jogado em vários clubes no seu país (com destaque para o Vasco da Gama), chegou a Portugal no Verão de 1975 com destino ao FC Porto. Num período de algum mal-estar entre Sporting e Porto, João Rocha contratou-o no defeso de 1977. Estreou-se oficialmente (com o treinador Paulo Emílio) a 11 de Setembro num triunfo em Coimbra por 5-1 para a 2ª jornada do Campeonato Nacional. Marcou pela 1ª vez 7 dias depois numa receção ao Braga (5-0). Foi titular e um dos jogadores mais utilizados da equipa nessa temporada (pela esquerda do meio-campo), somando 28 presenças e 3 golos. A 24 de Junho alinhou na finalíssima da Taça de Portugal que o Sporting conquistou ao Porto ao triunfar por 2-1. Na época seguinte voltou a jogar com assiduidade, tendo marcado o último golo a 9 de Setembro de 1978 num triunfo em Alvalade por 3-0 sobre o Vitória de Guimarães para a 3ª jornada do Campeonato. Fez o derradeiro jogo na última jornada do Campeonato, a 17 de Junho de 1979 (derrota na Póvoa de Varzim por 1-0). Totalizou 54 jogos oficiais pelo Sporting e marcou 4 golos. Ganhou uma Taça de Portugal. Depois alinhou com sucesso no Boavista (3 anos) e terminou a carreira em 1983 no Varzim. Mais tarde regressou ao seu país e estabeleceu-se como comerciante. Morreu a 24 de Novembro de...

Emílio Ramos – O “rabiga”

Emílio Ramos começou muito cedo a jogar futebol, no infantis do Sporting, fazendo um percurso que o levaria à equipa principal. Tinha a alcunha de “Rabiga” devido ao seu estilo buliçoso pela esquerda do ataque, onde surgiu nos seniores a partir da temporada 1920/21. Logo nessa 1ª época assumiu o lugar de extremo-esquerdo. A partir da temporada seguinte o conceituado técnico Augusto Sabbo “puxou-o” mais para dentro (interior), e desde logo assumiu grande protagonismo na equipa que chegou à final do 1º Campeonato de Portugal (marcou em 2 dos 3 jogos da decisão perdida para o FC Porto) e conquistou o seu 3º Regional (também marcou no jogo decisivo – 2-0 ao Belenenses). Na época seguinte (1922/23) manteve-se como titularíssimo na equipa, fazendo parte do conjunto histórico que pela 1ª vez conquistou o título nacional, e que também voltou a triunfar no Regional.  A 29 de Março de 1923 marcou um dos golos com que o Sporting derrotou por 3-1 os afamados húngaros do III Ker Besirk T.V.E. A 15 de Maio do mesmo ano também marcou num empate que deu brado perante os fortíssimos checos do Nuselsky (3-3). Em 23/24 foi totalista na equipa. O coletivo não conquistou nenhum troféu oficial, mas venceu algumas provas particulares (que na altura tinham grande importância). Emílio Ramos marcou 3 golos ao Benfica na conquista do Troféu da Federação Portuguesa de Tiro, a 1 de Dezembro de 1923 (5-2 foi o resultado). Na temporada seguinte voltou a ser totalista, de novo como extremo-esquerdo e com mais um Regional conquistado. 1925/26 foi a sua última temporada como leão. Com o surgimento de José...

Wilson – O 1º homem que tentou substituir Peyroteo

Mário Wilson nasceu a 17 de Outubro de 1929 em Lourenço Marques (atual Maputo) – Moçambique. Verdadeiro desportista, praticou Basquetebol, Atletismo e Voleibol, mas foi no Futebol, ao serviço do Desportivo de Lourenço Marques, que mais se destacou. Ainda não tinha 20 anos quando chegou a Lisboa para representar o Sporting, que procurava um substituto à altura para o mítico Peyroteo, que entretanto abandonara o clube. Vinha rotulado de futebolista altamente credenciado e, valha a verdade, não dececionou – o problema é que a herança de Peyroteo era praticamente insuportável para quem o tentasse substituir. Estreou-se oficialmente a 16 de Outubro de 1949 (treinado por Sandór Peics) com um triunfo no Estoril por 4-0. 4 dias depois marcou pela 1ª vez oficialmente (bisou) numa vitória em Olhão por 4-2 (curiosamente no dia em que Jesus Correia marcou pela 100ª vez). Nessa 1ª temporada marcou 22 golos (melhor goleador da equipa) em 21 jogos mas o coletivo não foi além do 2º lugar no Campeonato. Na época seguinte voltou a ser o avançado-centro mais utilizado mas o rendimento não foi tão brilhante. Apesar disso marcou 14 golos em 19 jogos e contribuiu para o 1º título da série que viria a redundar na conquista do 1º tetra-Campeonato do Futebol português. A 24 de Junho de 1951 alinhou pela última vez de verde e branco numa derrota por 3-1 com o Atlético Madrid, em jogo disputado em Milão a contar para os 3ºs e 4ºs lugares da Taça Latina. Marcara o golo derradeiro a 18 de Março na última jornada do Campeonato (triunfo em Olhão por 4-0) Totalizou duas épocas, 40...

Fernando Mendonça – Em foco na histórica conquista do tetra-Campeonato

Fernando Manuel de Mendonça Paulino nasceu a 15 de Outubro de 1931 em Luanda – Angola. Com 2 irmãos mais novos (Jorge e João) que também viriam a ser futebolistas (Jorge foi o mais destacado, chegando a alinhar com grande sucesso no Atlético de Madrid e mais tarde no FC Barcelona), chegou bem cedo ao Sporting mas não se conseguiu impôr na equipa principal, acabando emprestado ao Juventude de Évora. Regressado do empréstimo no defeso de 1952, estreou-se oficialmente (com o treinador Randolph Galloway) a 30 de Novembro numa vitória no Estoril por 3-1. Marcou pela 1ª vez (bisou) a 1 de Março de 1953 numa goleada ao Lusitano de Évora por 7-0. Nessa época fez 15 jogos (normalmente como interior-esquerdo) e 3 golos, contribuindo para o 12º título nacional (3º consecutivo) do Sporting. Na época seguinte esteve ainda mais em foco e realizou a sua melhor temporada de sempre. Alinhando na extrema-esquerda, foi titular (29 jogos oficiais e 13 golos) numa equipa que conquistou o 1º tetra-Campeonato do Futebol português. Na final da Taça de Portugal marcou por duas vezes no triunfo por 3-2 sobre o Vitória de Setúbal, naquela que terá sido a sua tarde de maior glória. Para 1954/55, Joze Szabo, e mais tarde Alejandro Scopelli, promoveram muitas alterações na equipa. Mendonça foi uma das vítimas, acabando por realizar somente 9 jogos. No final voltou a ser emprestado, agora ao Torreense. A 20 de Março de 1955 fez a última partida de verde e branco (5-0 ao Boavista). Marcara o golo derradeiro a 21 de Novembro de 1954 (6-0 à CUF). Assim, no total, esteve 3...
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