1966 – Campeões Nacionais de Andebol à chuva!

27 de Agosto de 1966. Ao bater o FC Porto por 25-17 o Sporting sagrou-se Campeão Nacional de Andebol pela 4ª vez após uma exibição fulgurante que pôs ao rubro Alvalade. O diminuto recinto do Sporting foi pequeno para albergar a numerosa assistência que pretendeu ver esta grande final (e também a de juniores na qual o Sporting venceu o Boavista por 20-11). Segundo o jornal “A Bola”: “Com o Pavilhão dos Desportos disponível, foi pena não se terem aí realizado as partidas pois todos lucrariam – público, jogadores, receita e modalidade”. A televisão não pôde transmitir o evento, tal como era sua intenção, pois as instalações sportinguistas não reuniram condições para tal. A chuva caiu quase initerruptamente durante todo o tempo de jogo mas não obstou a que o Sporting demonstrasse um grande superioridade sobre o seu valoroso adversário. A equipa verde e branca entrou de forma fulgurante no jogo, e cedo se adiantou no marcador desbaratando a defensiva contrária. O irrequieto Martins lançava muito bem os companheiros no ataque, e os remates imparáveis de António Marques e dos irmãos Feist acabaram por conduzir a um resultado volumoso, que acabou por estar de acordo com a marcha do desafio. O FC Porto tentou jogar mais em contra-ataque, mas não teve quaisquer hipoteses devido às suas insuficiências defensivas. No final, o triunfo leonino foi muito festejado. Os campeões: Bessone Basto; António Marques (7), Mesquita, Ramiro, Pedro Feist (7), Martins (3), Jorge Feist (5), Gonçalves (1) e Branco (2). De salientar ainda que, 3 meses antes, já os leões haviam conquistado o título...

1961 – Andebol sagra-se Campeão Nacional pela 3ª vez

27 de Agosto de 1961. Após bater o Benfica por 17-12 (no último jogo da prova) o Sporting arrebatou o título nacional de Andebol após 4 anos de hegemonia do FC Porto. Segundo o jornal “A Bola”: “Foi numa final emocionante e correta que o Sporting arrecadou o seu 3º título nacional de Andebol de Sete. O jogo disputou-se no rinque do Campo de Ourique, que foi pequeno para a maior enchente de sempre registada no recinto, ao ponto de todo o público, imprensa e cronometristas terem assistido à totalidade da partida em pé… Quando as equipas entraram no recinto o entusiasmo era enorme, provando que os encontros entre os 2 velhos rivais, seja em que modalidade fôr, continua a despertar as mais inusitadas paixões”. O Benfica começou o jogo da melhor maneira, e aos 10 minutos já vencia por 5-2. Sentindo o perigo o Sporting abandonou a lentidão patenteada até ao momento e entregou-se à disputa com mais ardor. Marques (um dos melhores do jogo) contribuiu em larga escala para que a equipa recuperasse e chegasse ao intervalo em vantagem por 6-5. Após o recomeço os leões não abrandaram e a vantagem foi-se alargando. A defesa jogou excelentemente e o ataque, apesar de bem marcado, soube distribiur as ocasiões de remate por todos os elementos, o que só favoreceu o grupo. Marques foi o grande pivô dum conjunto que alinhou com Soares; Mesquita (1), Patrício (7), Marques (2), José Santos (4), Aires (1), Gonçalves (1), Pincho e Brito (1). No final o ambiente na cabina do Sporting era de euforia. José Santos, o capitão, referiu: “Foi uma das maiores...

1956 – Andebol ganhou tudo

26 de Agosto de 1956. Nesse dia terminou o Campeonato Nacional de Andebol, sagrando-se o Sporting campeão pela 2ª vez (no 4º Campeonato Nacional). A prova decorreu toda no mês de Agosto, e o Sporting começou por derrotar o Benfica por 15-5, fazendo uma exibição concludente. Depois os verde e brancos venceram (em Lisboa) o Vigorosa por 11-4 e o Salgueiros por 7-3. Seguiu-se mais um triunfo expressivo sobre o Benfica por 21-8, e para terminar os leões deslocaram-se ao norte onde bateram o Vigorosa por 13-4 e, já campeões, foram derrotados pelo Salgueiros por 8-6. Os sportinguistas terminaram a competição com 1 ponto de avanço do Salgueiros, 6 do Vigorosa e 8 do Benfica. Segundo o jornal “Record”: “A chuva prejudicou as jornadas finais, que não tiveram, assim, a aderência de muito público. O Sporting não encontrou grandes dificuldades em desembaçar-se do Vigorosa na partida decisiva, não se perturbando com o acolhimento pouco favorável por parte do público. No jogo frente ao Salgueiros, que serviu apenas para cumprir calendário, e disputado sob grande dureza, os leões encolheram-se um pouco, acabando por perder naturalmente”. Nesta equipa de campeões, José Santos, Hermínio, Chagas, Brito, Nunes, Veiga e Rui eram as principais figuras dum coletivo muito forte. Numa temporada gloriosa, na qual o Andebol leonino ganhou todas as provas em que participou, os festejos começaram no Torneio de Abertura – com 10-6 na final ao Almada. O Campeonato Regional foi concluído com uma vitória por 13-5 sobre o Glória numa tarde de grande festa clubista no Parque Mayer. Na foto a equipa campeã nacional: Ernesto Silva, Fernando Nunes, Rui Lanceiro, José Carlos Boto,...

2013 – 3ª Supertaça para o Andebol após luta renhida com o Porto

24 de Agosto de 2013. No Pavilhão do INATEL em Viseu realizou-se a Supertaça entre o Sporting (vencedor da Taça de Portugal) e o Porto (campeão nacional). Num jogo cheio de emoções fortes e muito equilibrado, apenas aos 23 minutos o Sporting se conseguiu colocar na frente da partida com um golo de Pedro Solha. A toada de alguma supremacia leonina manteve-se e ao intervalo a vantagem cifrava-se em 15-12. Na 2ª parte, e depois dum pequeno percalço com a falta de iluminação no pavilhão, a equipa portista empatou o encontro (17-17) aos 36 minutos com um golo de Wilson Davyes. O jogo passava então por uma fase de grande competitividade e golo cá, golo lá, o empate verificava-se com frequência. O final do tempo regulamentar acabou por chegar com 28-28. No prolongamento o Sporting acabou por ser mais forte e triunfar à tangente por 33-32 em mais uma grande partida de Andebol onde toda a equipa esteve em bom plano, destacando-se, no entanto, a magnífica exibição do cubano Frankis Carol. A equipa: Ricardo Candeias (gr), Ricardo Correia (gr), Luís Oliveira (gr), Edmilson Araújo, Pedro Portela (5), Bruno Moreira (5), Sérgio Barros, João Ligeiro, Frankis Carol (11), Rui Silva (1), Pedro Solha (6), Nuno Gonçalves, Ricardo Dias (cap), João Antunes (1) e Fábio Magalhães (4). Frederico Santos, o treinador, estava obviamente satisfeito no final: “Foi uma grande vitória frente a um adversário muito forte. Mantivemos a nossa identidade e cometemos menos erros do que o adversário. Ganhámos ao pentacampeão nacional e queremos manter o mesmo nível ao longo de toda a temporada.” Reagindo ao falecimento de Aleksander Donner  (ocorrido neste...

José Luzia – Um dos mais brilhantes andebolistas que vestiu de verde e branco

José Alfredo Buco Luzia nasceu a 18 de Agosto de 1963. Iniciou a carreira em 1976 na Académica da Amadora. Foi um dos melhores andebolistas portugueses de sempre (talvez o mais marcante da geração que antecedeu a de Carlos Resende). Atleta de vastos recursos, polivalente (era central, pivô ou lateral-esquerdo), algo temperamental, nunca escondeu o seu amor ao Sporting. Jogou cerca de 20 anos, passando pelos principais clubes portugueses (Sporting, Porto, ABC, Benfica, Académica de Coimbra, Belenenses e Almada). Em Alvalade, enquanto jogador, foi Campeão Nacional de Juvenis em 1980, ganhou a Taça de Portugal em 1983 e o Campeonato Nacional em 1984. 3 anos depois foi campeão pelo ABC. Alinhou cerca de uma centena de vezes pela Seleção Nacional e marcou 168 golos. Morreu a 6 Junho 2004 vítima de doença prolongada numa altura em que era técnico-adjunto do Sporting (desde a temporada anterior – e já o tinha sido também em períodos passados). Após a conquista da Taça de Portugal (17 dias depois), o treinador Fran Teixeira homenageou-o, exibindo na camisola uma foto sua com o falecido adjunto estimado por todos. Atletas brilhantes e de diferentes gerações como, por exemplo, João Gonçalves e Ricardo Andorinho, expressaram publicamente o seu apreço por Luzia e o facto de terem sido fortemente marcados por ele, tanto ao nível humano como desportivo. Poucos dias após a sua morte, João Gonçalves publicou um texto no jornal “Correio da Manhã” referindo-se ao amigo perdido. Vale a pena recordá-lo: “Extrovertido, sempre com um sorriso, o Zé era amigo do seu amigo e dispunha bem quem o rodeava. Como ele costumava dizer, estava sempre pronto para algo...

Carlos Ferreira

Carlos Manuel da Silva Panta Ferreira nasceu a 2 de Agosto de 1966 em Moçambique. Logo começou a revelar grande tendência pela prática desportiva e ingressou na Ginástica. Ainda muito jovem foi para o Minho, e depois de chegar a jogar Futebol como federado, apareceu o Andebol na sua vida, tendo começado no Fermentões, com 12 anos. Mais tarde passou pelo Francisco d`Holanda, ingressando depois no ABC onde viveu tempos de glória conquistando Campeonatos (4), Taças (4), Supertaças (3) e chegando inclusivamente à final da Liga dos Campeões Europeus. Finalmente, e dizemos finalmente porque sempre assumiu o Sporting como clube do seu coração, chegou ao Alvalade em 1994 para alinhar de “leão ao peito”. De verde e branco jogou 7 épocas, nas quais conseguiu conquistar 1 Campeonato Nacional (15 anos depois da última vitória), 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça. Dele disse um dia Manuel Brito: “Foi um atleta duma postura exemplar, que defendeu o Sporting com grande dignidade, bom colega, e com um perfil de liderança deveras invejável, sustentado por uma conduta como homem que servia de exemplo para todos os colegas”. Já Ricardo Andorinho, outra das grandes figuras da História do Andebol leonino referiu: “A minha opinião sobre o Carlos está longe de ser isenta pois partilhámos muito mais do que Andebol ao longo das nossas vidas. Creio que é unânime, à volta da comunidade andebolística, dizer que o Carlos é um líder. A competitividade individual e a sua capacidade de transmissão da mesma fez crescer não só grandes atletas mas seguramente melhores pessoas”. A sua derradeira partida pelos leões aconteceu a 24 de Junho de 2001...

Carlos Correia

Carlos Jacinto Romão Correia nasceu a 17 de Julho de 1948 em Lisboa. Desde muito novo que esteve ligado ao desporto. Com 12 anos já praticava Ginástica no Sporting, na Rua do Passadiço, sob a orientação do Prof. Moura e Sá. Depois tentou o Atletismo, e aí deu nas vistas no salto em comprimento, chegando mesmo ao recorde nacional de cadetes com 5m93cm -também se destacava na velocidade. Mais tarde veio o Basquetebol, no CDUL, onde chegou a internacional e a titular nos seniores (ainda com idade de junior). Desportista nato, foi no entanto no Andebol que mais se destacou, começando logo pelos títulos regional e nacional (3º e último para o Sporting CP) na vertente de 11 em 1965/66, onde ainda não era, no entanto, um dos mais destacados elementos da equipa. A partir de finais dos anos 60 começou a vir ao de cima a sua categoria no Andebol de 7, rapidamente chegando a internacional esperança e A. Em 1967 obteve o seu 1º título nacional na modalidade (embora ainda pouco utilizado), mas a 19 de Abril de 1969 já marcava presença destacada na equipa leonina orientada por Matos Moura que venceu o FC Porto por 19-16 (marcou 2 golos) iniciando um até então inédito penta na modalidade. Ao lado de homens como Manuel Brito, Bessone Basto, Manuel Marques, Alfredo Pinheiro e tantos outros, fez parte de um coletivo fortíssimo que marcou uma era no Andebol nacional. Curiosamente, vários anos depois, entre 77/78 e 80/81 foi novamente figura destacada num outro conjunto (com homens que vieram de trás com realce para Brito, mas a quem se juntaram...

Ramiro Pinheiro

Ramiro Amado de Azevedo Pinheiro nasceu a 13 de Julho de 1945. Iniciou a sua atividade no Sporting em 1961. Fez parte da brilhante equipa que entre 1966 e 1973 conquistou 7 Campeonatos Nacionais de Andebol em 8 possíveis, incluindo um Penta entre 69 e 73. Venceu ainda duas Taças de Portugal (1972 e 1973). Para além disso foi várias vezes Campeão Regional e bi-Campeão Nacional de juniores em Andebol de 11. Diz quem o conhecia que tinha um enorme respeito por companheiros e adversários, e por isso era muito estimado por todos. Licenciou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico, onde era Assistente antes de ingressar no serviço militar obrigatório. Já no posto de Capitão morreu na Guerra do Ultramar, em Luanda, a 3 de Fevereiro de...

1975 – 3ª Taça de Portugal para o Andebol, com Carlos Silva e João Manuel em foco

12 de Julho de 1975. Nesse dia, no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, o Sporting obteve uma vitória difícil mas merecida por 20-18 frente ao Benfica na final da Taça de Portugal de Andebol. Os leões conseguiram a sua 3ª vitória na competição, A equipa verde e branca começou a partida de forma fulgurante chegando a 8-2! João Manuel (um caso sério nos remates em suspensão) marcava golos em série, mas pouco a pouco os benfiquistas foram-se aproximando. Ainda assim o intervalo chegou com 14-10 para o Sporting. A certa altura da 2ª parte surgiu o caso do jogo quando o benfiquista Franco agrediu Brito a soco. O público afeto ao Sporting reagiu tentando vingar-se do jogador da equipa adversária cujo técnico, e muito bem, não o voltou a pôr em campo e o jogo esteve interrompido alguns minutos para que Brito fosse assistido. Os dirigentes e seccionistas do Sporting iam, no entretanto, tentando acalmar o público. Nos últimos minutos o Benfica conseguiu aproximar-se, acabando a margem final de 2 golos por ser enganadora face à superioridade patenteada pelos leões durante toda a partida. O guarda-redes Carlos Silva fez uma exibição extraordinária tal como Sacadura. João Manuel mostrou grande facilidade de remate e o capitão Brito “orientou” sempre muito bem a equipa. Mesmo sem poder contar com 3 dos seus principais elementos (Manuel Marques, Carlos Correia e Alfredo Pinheiro) os leões (orientados por Matos Moura) obtiveram um valoroso triunfo. Alinharam: Carlos Silva, Perrolas (1), Sacadura (1), João Manuel (8), Fernando Jorge (2), Adão (1), Brito (2) e Vasconcelos (5). Carlos Silva afirmou no final: “O Sporting ganhou bem, e eu estive...

1967 – Bicampeões Nacionais de Andebol

10 de Julho de 1967. Ao vencerem o Benfica por 15-12, os leões sagraram-se bicampeões nacionais de Andebol a duas jornadas do fim. Mesmo sem fazerem uma exibição extraordinária, os sportinguistas provaram a sua regularidade cotando-se como o melhor coletivo do torneio. A equipa: Bessone; Mesquita (1), Gonçalves (1), Branco (1), Castanheira (1), Vítor Dias (1), Luís António (2), Pedro Feist (4), António Marques (3) e Jorge Feist (1). O jogo disputou-se no Estádio Alvalade (num rinque ao ar livre situado nas traseiras do antigo peão) perante tanta gente que as portas tiveram de fechar antes do início da partida para não se correr o risco de sobre-lotação. A partida era decisiva para os 2 clubes pois com 4 pontos de desvantagem para os leões os benfiquistas eram obrigados a vencer, e em vantagem chegaram ao intervalo, por 6-5. Na 2ª parte tudo mudou, e com uma atuação muito consistente, focando o seu jogo num letal contra-ataque, o Sporting venceu bem. Duas semanas depois a competição (que englobava ainda FC Porto, V. Setúbal, CDUP e Sporting de Espinho) terminou, tendo o Sporting conseguido a magnífica proeza de alcançar 10 vitórias em 10 jogos. Curiosamente, em termos de orientação técnica, a equipa não teve qualquer estabilidade, tendo sido treinada sucessivamente por Chagas, Pereira de Sousa, Américo Teixeira e Pedro Feist. Este foi o 5º título nacional alcançado pelo Sporting na...
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