Triunfo frente ao Benfica e conquista (pela 3ª vez) do Torneio do Guadiana

27 de Julho de 2008. Nesse dia o futebol do Sporting conquistou pela 3ª vez o Torneio Internacional do Guadiana, realizado no Estádio Municipal de Vila Real de Santo António, ao derrotar o Benfica por 2-0. Na véspera os leões tinham ganho por 2-1 ao Blackburn Rovers (golos de Pedro Silva e Tonel – na estreia de Helder Postiga), e 2 dias antes os ingleses tinham derrotado os benfiquistas por 3-2. Ao Sporting bastava o empate para conquistar o Torneio mas os pupilos de Paulo Bento entraram para ganhar desde o 1º minuto de jogo. Ainda assim a 1ª parte foi relativamente equilibrada, com Derlei (pelos leões) e Carlos Martins (pelas águias) a criarem os lances de maior perigo. No 2º tempo houve mais velocidade e os sportinguistas “tomaram conta” da bola. Yannick Djaló abriu as hostilidades aos 57 minutos (a passe de Derlei) e o “Ninja” fechou-as, aos 71 (com assistência de Yannick). Postiga esteve muito perto de aumentar a contagem mas atirou por cima, perante uma equipa encarnada impotente. No final o Sporting levantou a taça e Rochemback (recém-regressado ao Sporting) foi eleito o jogador mais valioso do torneio. A equipa leonina: Tiago, Abel, Tonel, Anderson Polga e Grimi (Ronny 45); Caneira (Adrien 79) e Rochemback; Izmailov, Romagnoli (Pereirinha 85) e Yannick Djaló; Derlei (Hélder Postiga, 74). Numa equipa em que Caneira, Rochemback e Helder Postiga constituiam as principais novidades, os leões prometiam uma boa temporada mas acabaram por não conseguir melhor que o triunfo na Supertaça (frente ao Porto) e o 2º lugar no Campeonato (atrás dos portistas)....

Uma entrevista curiosa a Peyroteo

25 de Julho de 1941. Em entrevista ao jornal “Os Sports”, Peyroteo – o mais temível de todos os avançados-centro que alguma vez existiram em Portugal, dizia: “Satisfez-me a minha época porque senti mais facilidade na execução de alguns lances e porque tive melhor certeza na colaboração com os companheiros. Deste modo julgo que foi possível corresponder aquilo que o clube necessitava, e se não fiz mais foi porque não pude. A confiança em mim próprio aumentou” Diga-se que o Sporting tinha acabado de fazer a sua melhor temporada de sempre, ganhando tudo o que havia para ganhar – Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Campeonato Regional. Peyroteo fez 38 golos em 20 jogos (esteve parte da época lesionado)! Quanto à sua visão sobre a atualidade do “desporto-rei”, Peyroteo referiu: “O futebol decaiu em qualidade, há menos compostura e correção, e assim ele perde beleza e fica em risco… Os árbitros devem ser menos tolerantes e ter um critério mais uniforme”. No que diz respeito a uma dos temas mais discutidos da altura: “Aqui não há profissionalismo, mas é também difícil fazer com que o jogador seja puro amador. No estado atual das coisas o futebol não é um prazer. Quando vou para o campo vou disposto a fazer o melhor possível a dar tudo para que o Sporting vença, mas sinceramente não sinto prazer em jogar futebol”. Sobre o acumular de vitórias e a equipa: “O jogo mais difícil e ao mesmo tempo mais agradável da época foi a final da Taça de Portugal com o Belenenses (triunfo por 4-1). Os 3 campeonatos ganhos representam um trabalho de conjunto...

A 1ª equipa portuguesa no “Tour”

Julho de 1975. O sonho de João Rocha concretizou-se. O Sporting apresentou uma equipa na principal prova ciclística mundial. Para isso, o presidente leonino incluiu na formação um treinador estrangeiro (Raphael Geminiani, que não se relacionou muito bem com a principal figura da equipa – Joaquim Agostinho, que até ameaçou abandonar a competição por desavenças com o técnico) e alguns franceses. Ainda assim, dos 10 ciclistas do Sporting que partiram chegaram 5. A equipa passou quase despercebida na competição, alcançando o 10º lugar entre 14 formações, o que para um coletivo com a inexperiência dos leões se pôde considerar digno. Infelizmente, Joaquim Agostinho fez o seu “Tour” mais fraco com a pior classificação (15º), e falhou completamente na montanha, que até era uma das suas principais especialidades. Ferdinand Julien mostrou ser um bom ciclista, terminando no 20º posto. Francis Campaner foi uma deceção – depois de ter ganho uma etapa o ano anterior e ter feito um bom papel pela França no Campeonato do Mundo no Canadá, não foi além do 49º lugar. Fernando Ferreira, de 23 anos, sem experiência nestas andanças, acabou por ser uma boa surpresa, alcançando o 61º lugar. José Amaro demonstrou boa vontade e pouco mais, quedando-se por um modesto 83º lugar. Na turma leonina desistiram André Mollet, Firmino Bernardino, Bernard Labourdette, Joaquim Carvalho e Manuel Silva. Apesar de tudo, valeu pela experiência, muito enriquecedora. Acrescente-se que o vencedor da prova foi o francês Thévenet. Agostinho ficou a 50m46s do vencedor. Na foto, Joaquim Agostinho com Eddie Merckx (para muitos, o melhor ciclista mundial de todos os...

12ª vitória na Taça de Honra da AFL, nos penaltis, frente ao Estoril

21 de Julho de 2013. Nessa noite o Sporting conquistou a sua 12ª Taça de Honra da AFL em futebol ao derrotar o Estoril na marcação de grandes penalidades. A partida realizou-se no terreno do adversário – António Coimbra da Mota, e o Sporting apresentou-se com a seguinte equipa: Victor Golas; Ricardo Esgaio, Samba, Nuno Reis e Mica; Hugo Sousa, Kikas e João Mário; Viola, Betinho e Iuri Medeiros. Jogaram ainda: Luka Stojanovic, Fokobo, Wilson Manafá, Yan Zihao, Pranjic e Mickael Meira. Betinho (2 e 78 minutos) e Iuri Medeiros (83) foram os autores dos  tentos leoninos, enquanto Rúben Fernandes (27), Carlitos (33) e Sebá (56)  marcaram para os estorilistas, num jogo a alta rotação, com golos, emoção  e algumas “escaramuças” entre jogadores. Tal como na véspera, diante do Benfica, a formação de Alvalade surgiu  com um “onze” recheado de juventude e com algumas alterações operadas por  Abel Ferreira (o treinador da equipa B orientou o conjunto), entre as quais a titularidade de Betinho. Seria mesmo o jovem normalmente utilizado pela equipa B leonina a abrir as hostilidades,  logo aos 2 minutos, recebendo um passe de Mica e isolando-se perante  o guardião Vagner, que foi impotente para travar as intenções do avançado. A formação da Linha reagiu muito bem e voltou a deixar excelentes indicações, apresentando  um futebol fluido e rápido, nomeadamente através dos extremos Carlitos e  João Pedro Galvão. Por isso a reviravolta no marcador acabaria por acontecer de forma natural, com Rúben Fernandes primeiro, e Carlitos depois, a corresponderem da melhor forma a dois lances de bola parada. Com um maior “andamento” que o adversário, fruto da sua maior experiência...

Leões conquistam pela 13ª vez Taça de Honra da AFL

20 de Julho de 2014. O Estádio do Restelo teve mais de 10.000 pessoas para assistir ao jogo decisivo da Taça de Honra da AFL, prova reabilitada no ano anterior e que esta época teve mais uma edição. Depois de ter batido 2 dias antes o Belenenses por 2-1 com golos de Wilson Eduardo e André Martins, o Sporting encontrou na final o Benfica. Marco Silva fez alinhar a seguinte equipa: Marcelo Boeck; Cédric, Maurício, Eric Dier e Jefferson; Oriol Rosell, André Martins – João Mário 46 e Adrien – Slavchev 74; André Carrillo – Heldon 74, Fredy Montero – Tanaka 65 e Diego Capel – Carlos Mané 65. Aos 7 minutos o Sporting deu o 1º sinal com um remate de longe de André Martins para defesa apertada de Artur. Aos 13 Capel fugiu pela esquerda e cruzou para Montero, que recebeu na marca de penalty e rematou à meia-volta, ligeiramente ao lado. Aos 41 Jefferson cruzou largo, Montero tocou de peito para o remate torto de Rosell, mas Carrillo apareceu ao 2º poste a encostar, e acertou no poste! Logo a seguir, Carrillo fugiu pela direita, entrou na área e cruzou para a boca da baliza onde apareceu André Martins a concluir – A bola ainda tocou em Artur – estava feito o golo! O intervalo chegou com a vantagem natural do Sporting pois foram os leões a rematar mais e a criar as principais jogadas de perigo. Na entrada para a 2ª parte a única alteração da equipa verde e branca foi a saída de André Martins para entrar João Mário – e que bela prestação...

O 1º troféu de âmbito nacional ganho pelo Futebol sportinguista

19 de Julho de 1914. Ao bater na final o Império por 5-1, o Sporting conquistou pela 1ª vez a prova de futebol dos Jogos Olímpicos Nacionais, que decorreu no Stadium de Lisboa. Já uma semana antes, os leões haviam garantido o direito a estar nesta final, ao derrotarem o Lisboa FC por 3-1. A partida decisiva foi arbitrada por Pina Manique (um casapiano que ficaria na História, dando o seu nome ao campo do clube que “abraçou”). O jogo não teve muitas fases interessantes, mas as duas equipas jogaram com entusiasmo e o público manifestou muito interesse, aplaudindo as defesas e os ataques segundo as suas simpatias. Os sportinguistas foram sempre melhores explanando no terreno a sua superioridade e a vontade férrea que tinham de conquistar, finalmente, um torneio. Quase no final do jogo o guarda-redes do Império, Pinto Sepúlveda, ao ver entrar o último golo, abandonou o campo deixando a sua equipa sem guardião. Não se chegou a saber muito bem o que o levou a tomar tal ato pouco desportivo, mas desta forma manifestou publicamente, segundo o jornal “O Século”: “uma grande falta de amor pelo seu clube”. Houve quem dissesse que ele o fez por o último golo, no seu entender, ter sido marcado em fora-de-jogo, mas ainda que o fosse, “não seria razão para tal ato”. No entanto, o jogador do Sporting que marcou o 5º golo não estava fora-de-jogo, e tendo-lhe sido a bola passada por um jogador adversário, deixaria de o estar de qualquer forma, segundo as regras da altura. No entender do cronista do jornal referido: “O sr. Sepúlveda desconhece as regras...

Digressão ao Brasil

15 de Julho de 1928. Depois de se ter sagrado Campeão Regional e ter sido derrotado na final do Campeonato de Portugal pelo Carcavelinhos (com a equipa a ser acusada de já ter a “cabeça” no Brasil) o Sporting partiu para uma badalada digressão ao “país irmão” num paquete ironicamente chamado “Alcântara”. Antes de entrarem na baía de Guanabara já a colónia portuguesa festejava com entusiasmo a chegada dos leões. Como exemplo poder-se-à referir que no Teatro República, no Rio de Janeiro, estava em representação a companhia de Vasco Santana (um sportinguista dos “sete costados”), que mandou tapar a fachada do teatro com um imenso cartaz em que se saudava a presença do Sporting. Acerca de Jorge Vieira, numa entrevista ao jornal “Rio Sportivo”, Vasco Santana afirmou: “É o mais querido jogador do povo português, pelo qual têm verdadeira idolatria. Todos os adversários o respeitam não só pelo seu valor como jogador de futebol mas também pelo seu cavalheirismo em jogo. É um rapaz de fino trato, o tipo do português, sentimental e de coração fraco ante a desventura alheia”. Na comitiva sportinguista seguiram 6 jogadores convidados: Carlos Alves (Carcavelinhos), António Roquette e Gustavo Teixeira (Casa Pia), João Santos e Armando Martins (V. Setúbal) e Liberto Santos (União Lisboa) que reforçaram a equipa. No primeiro encontro (nesse 15 de Julho), 13 dias após o embarque de Lisboa, os leões perderam por 4-1 com o Fluminense. Seguiu-se um empate com o Vasco da Gama (1-1) e novas derrotas com Fluminense e Seleção Carioca (ambas por 3-2). Apesar dos maus resultados desportivos esta foi uma digressão muito bem sucedida a nível social...

Artur José Pereira, a “vedeta”, só chegou ao intervalo!

13 de Julho de 1919. Sporting e Benfica tinham terminado o Regional de Lisboa empatados pelo que houve que recorrer a uma finalíssima (a duas mãos) para determinar o vencedor da competição. O 1º jogo realizou-se no terreno do Benfica, que aproveitou a ocasião para inaugurar o seu novo Estádio. O Sporting alinhou com: Quintela; Amadeu Cruz e Jorge Vieira; Joaquim Caetano, Perdigão e Francisco Stromp; Torres Pereira, Jaime Gonçalves, Jusa e Marcelino. Só 10 jogadores! Com um sol escaldante, que o calor de Julho se fazia sentir (e de que maneira…), as equipas apresentaram-se com o “freio nos dentes” fazendo da contenda uma questão de “vida ou de morte”. A exceção foi Artur José Pereira, que não se conseguindo livrar dos seus vícios de “estrela” só apareceu para jogar ao intervalo (!) – ele que estava na sua última época de verde e branco e obrigou os seus colegas a um esforço suplementar durante toda a 1ª parte. A verdade é que a entrada em campo daquele que ainda era o melhor futebolista português deu outro brilho à equipa leonina, pois o jogo passou a ser muito bem distribuído pelo seu médio-centro. O público, maioritariamente fiel aos benfiquistas, contribuiu decisivamente para um clima de conflito, que esteve definitivamente instalado. A partida foi muito agressiva, com brigas constantes entre os jogadores. Apesar de tudo o jogo acabou por ser bastante animado, de grande competitividade, e mau-grado o “handicap” dos leões decorrido do facto de lhes faltar um jogador durante metade do desafio, a expulsão do benfiquista Cândido de Oliveira acabou por gerar algum equilíbrio nesse aspeto. Depois de muita incerteza,...

João Lourenço (temporada fantástica) ganhou CN fundo em Ciclismo

12 de Julho de 1942. O Campeonato Nacional de Fundo em Ciclismo disputou-se neste dia e consistiu numa prova de 200km entre Lisboa, Caldas da Rainha e regresso. Triunfou João Lourenço (6ª vitória do Sporting e 1ª deste magnífico ciclista). Foi em Carriche que se desmanchou o pelotão para satisfação do juri a quem não agradava 14 homens na pista para a chegada… Eduardo Lopes e José Martins foram os primeiros a ceder. Francisco Inácio teve um furo na calçada de Carriche e saltou-lhe a corrente à entrada do Estádio. Outros pura e simplesmente não aguentaram o ritmo… Na dianteira ficaram 4 ciclistas com Lourenço “à cabeça” e desde aí deixou de haver dúvidas. João Lourenço ganharia o seu 1º título nacional de fundo. Na pista o seu sprint foi vigoroso e os adversários não lhe resistiram… Alfredo Trindade (de novo no Sporting) foi 8º e Francisco Inácio 13º… Aliás, os 2 títulos nacionais obtidos pelos ciclistas do Sporting tiveram só um nome – João Lourenço. No Nacional de Velocidade, a 28 de Junho, Lourenço bateu com grande categoria Eduardo Lopes (do Iluminante), nas duas mãos da final. Para além destes 2 importantíssimos triunfos, João Lourenço foi campeão regional de velocidade e de fundo. Arrecadou ainda o 1º lugar nos 50km da União Velocipédica Portuguesa, no Circuito da Mealhada, no Circuito do Comércio em Palma de Maiorca e no Circuito de Malveira. Uma época em...

Américo Raposo e Sporting dominaram a grande “clássica” do Ciclismo português

11 de Julho de 1954. No 25º Porto-Lisboa (uma prova que na altura tinha um prestígio enorme, constituindo a grande “clássica” do nosso Ciclismo), o sportinguista Américo Raposo venceu após vigoroso e disputado sprint na pista do Estádio José Alvalade. A prova foi muito tática, com os melhores ciclistas a vigiarem-se mutuamente. Só na Calçada de Carriche se destacou um pequeno grupo, parte do qual perdeu vantagem por se ter enganado no percurso à entrada do Estádio, e Américo Raposo (treinado por Eduardo Lopes – um antigo ciclista que também passara pelo Sporting) acabou por não dar hipóteses a ninguém. Pedro Polainas em 2º e Fernando Moreira em 4º ajudaram a garantir o triunfo coletivo do Sporting, que venceu assim em toda a linha. Individualmente esta foi a 6ª vitória leonina na...
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