O reconhecimento a um dos grandes vultos da História do clube

25 de Junho de 1965. Nessa noite, o Conselho Geral do Sporting resolveu atribuir a Medalha de Ouro de Dedicação ao massagista Manuel Marques. Segundo um comunicado da Direção leonina: “Um homem cuja estatura moral está acima de todas as maldades e insinuações deste mundo, uma figura exemplar do desporto português pelo aprumo das suas atitudes e pela nobreza com que apaixonadamente se dedicou a uma tarefa altamente meritória que exerce com a maior proficiência e verdadeiro espírito de sacerdócio. Vem servindo o Sporting ao longo de mais de 30 anos”. A 8 de Julho decorreu uma homenagem ao massagista. Nesse dia uma equipa do Sporting com Jorge Mendonça (agora em Espanha no Atlético de Madrid, mas que jogara em junior pelos leões), Seminário e Travassos jogou com um Misto da 1ª Divisão, e Manuel Marques foi a estrela da...

Boa presença nos Jogos Olímpicos Nacionais de 1911

Em finais de Junho de 1911 disputaram-se no velódromo de Palhavã os 2ºs Jogos Olímpicos Nacionais. Desta vez o Sporting não conseguiu a vitória coletiva (essa foi para o CIF), mas deixou de novo ótimas indicações com diversas vitórias individuais, a saber: António Stromp (100 metros em 12s – recorde nacional), Mathias de Carvalho (2.000 metros obstáculos), Gabriel Ribeiro e manos Stromp (estafetas), Gabriel Ribeiro (salto em comprimento com corrida), Fernando Caetano Pereira (lançamento do disco), Celestino Pais Ramos (salto à vara) e a fantástica equipa de Luta de Tração. Além de serem fundamentais na equipa de Futebol, António e Francisco Stromp (com 16 e 18 anos!) marcavam pontos também no Atletismo. O irmão mais novo seria, aliás, considerado durante alguns anos o homem mais rápido de Portugal. Outra vitória importante surgiria cerca de 2 meses depois, numa muito badalada corrida pedestre organizada por uma comissão de sócios do Sport Clube Progresso. O sportinguista João Aguiar percorreu os 15km com mais de 4 minutos de avanço sobre o 2º classificado – José Ferreira, do Cruz de Pedra FC. Entretanto, António Nunes Soares Junior era indiscutivelmente o “rei” da velocidade no Ciclismo nacional. Na foto a equipa vencedora da prova de Estafetas: António Stromp, Gabriel Ribeiro e Francisco...

Reviravolta inesperada na Luz

23 de Junho de 1963. O Sporting não fôra além do 3º lugar no Campeonato Nacional de Futebol – a 10 pontos do campeão Benfica e a 4 do FC Porto. As esperanças viraram-se então para a Taça de Portugal. Os primeiros adversários (Atlético CP e Sporting de Lourenço Marques) foram afastados com facilidade, mas nas meias-finais o adversário chamava-se Benfica. Na 1ª mão, em Alvalade, o jogo foi alucinante, com várias oportunidades para um lado e para o outro, mas no final foram os encarnados a ganhar por 1-0 deixando quase todos os associados sportinguistas descrentes. No entanto faltava o 2º jogo… Na verdade pouca gente esperava aquilo que se passou nesse 23 Junho, tendo para muitos constituído, este, o jogo de arranque para a vitória, no ano seguinte, da Taça das Taças. O Sporting apresentou-se na Luz de orgulho ferido e disposto a dar tudo por tudo. Sob o comando de Juca, a equipa: Carvalho (cap); Pedro Gomes, Lúcio e Hilário; Péridis e David Julius; Figueiredo, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Géo e Morais. À entrada das equipas logo se notou um grande querer leonino perante uma certa apatia benfiquista. Apesar de tudo o jogo foi equilibrado na 1ª parte, sendo, no entanto, os ataques do Sporting mais “venenosos”. Só num livre de Eusébio o Benfica criou algum perigo, enquanto magníficos remates de Osvaldo Silva, Mascarenhas e Morais foram golos quase feitos… David Julius marcou impecavelmente Eusébio, que não conseguiu fazer quase nada de significativo durante todo o jogo. O Sporting inaugurou o marcador quase 2 minutos para além dos 45. Num contra-ataque rápido pela esquerda, Osvaldo Silva, com excelente visão...

Reabilitação do futebol nacional graças ao Sporting!

22 de Junho de 1947. Depois dos 0-10 com a Inglaterra, Portugal vivia mal com o seu futebol, em verdadeira depressão. A reabilitação surgiu neste dia, num Sporting-Vasco da Gama (campeão do Estado do Rio de Janeiro) disputado no Estádio Nacional. Orientados por Robert Kelly, e muito perto de se sagrarem campeões nacionais pela 7ª vez, os leões alinharam com: Azevedo (cap); Juvenal e Manecas; Canário, Octávio Barrosa e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Logo na 1ª jogada da partida os brasileiros marcaram, por Lelé, a passe de Friaça. O público ficou “gelado”, não sabendo se havia de aplaudir ou não, relembrando-se na derrocada frente aos ingleses. Os leões não acusaram o toque, notava-se uma vontade enorme na equipa de defender o prestígio do seu emblema. A partir dos 10 minutos de jogo, e após uma boa intervenção de Azevedo, o Sporting tomou o comando da partida, com autoridade. A máquina começou a funcionar com entusiasmo. Para superar a maior valia técnica dos brasileiros havia que ser melhor em abnegação, e foi precisamente isso que aconteceu. Muito perto da meia-hora, Albano chegou a uma bola que parecia perdida na esquerda, centrou bem e Jesus Correia concluiu de cabeça – era o empate. 4 minutos depois Peyroteo, de cabeça, na sequência dum pontapé de canto, pôs os verde e brancos na frente, para Jesus Correia confirmar a vantagem aos 41 minutos após belíssima tabelinha com Albano. O intervalo chegava assim com um resultado reconfortante para as cores nacionais. Os brasileiros tentavam contra-atacar, e faziam-no com grande velocidade, mas Azevedo, jogando na antecipação, esteve brilhante. O 2º período foi diferente, de...

Inaugurado o Pavilhão João Rocha

21 de Junho de 2017. Neste dia foi tornado realidade um sonho de muitos sportinguistas, concretizado pela tenacidade do presidente Bruno de Carvalho e também pela contribuição de muitos milhares de adeptos, ao inaugurar-se o novo Pavilhão do clube, com o nome de um dos presidentes mais marcantes da sua História – João Rocha. O evento aconteceu, curiosamente, 15 anos depois de aberta a Academia Sporting e 13 depois de demolida a mítica Nave de Alvalade. A cerimónia começou perto das 17 horas, com a inauguração da rotunda Visconde de Alvalade (entre o pavilhão e o estádio), onde passou a ser a local definitivo da estátua do Leão. O momento foi presenciado por centenas de Sportinguistas que não quiseram perder um único instante do que todos sabiam ser o dia que ficará gravado na História e contou, igualmente, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa – Fernando Medina, que, já dentro do pavilhão, falou à família leonina: “Não há que ter medo das palavras. Vivemos um momento histórico para esta grande instituição, logo, para a nossa cidade (…) Tenho memória daquela que foi a melhor equipa de sempre de Hóquei em Patins – Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento – formação base da Selecção Nacional. O imaginário dos adeptos leoninos está recheado de inúmeras figuras importantes das modalidades. Um grande Sporting é imprescindível ao desporto português”. Quem também não faltou à cerimónia oficial de inauguração do Pavilhão João Rocha foi Margarida Rocha, filho do antigo Presidente leonino. “Onde quer que esteja, o meu pai volta a ver o ecletismo do clube reforçado para os desafios que lhe espera”....

6-1 aos detentores da Taça de França

21 de Junho de 1961. Nessa noite o Sporting recebeu o Sédan, equipa recém-vencedora da Taça de França. Os leões fizeram uma exibição magnífica, relembrando tempo áureos de vitórias notáveis frente a grandes equipas estrangeiras. A partida disputou-se em Alvalade, tendo o Sporting, sob o comando de Otto Glória, alinhado com: Carlos Gomes (Aníbal); Lino, Lúcio e Hilário (Monteiro); Mendes (cap) e Ferreira Pinto; Hugo, Fernando, Figueiredo, Seminário e Géo (Morais). Os franceses entraram em campo com muitas cautelas defensivas e o Sporting sem grande inspiração. Ainda assim, os leões abriram o ativo logo aos 12 minutos. Um defesa francês carregou Figueiredo à entrada da grande-área. No respetivo livre, Lúcio aplicou um dos seus remates fulminantes, fazendo a bola sobrevoar a barreira, bater na trave e ressaltar para dentro da baliza. 9 minutos depois surgiu o 2-0. Géo fez a jogada endossando a bola a Figueiredo, que sobre a linha de cabeceira, depois de driblar um defesa, fez o remate de ângulo quase fechado, obtendo um belíssimo golo. A 1 minuto do intervalo Seminário fez 3-0. Lino centrou, a defesa contrária rechaçou, e o peruano, depois de parar a bola com o peito, atirou forte e por alto, a contar. O intervalo chegou com 3-0, e logo no 1º minuto do período complementar Fernando teve uma bela iniciativa culminada com um passe a Figueiredo, que não falhou. Um quarto-de hora depois Lúcio ainda fez um auto-golo, mas as 70 minutos já o marcador subia para 5-1 por Figueiredo, aproveitando um mau passe dum francês ao seu guarda-redes de Maryan. 4 minutos faltavam para o final quando os leões fecharam a contagem...

Inauguração da Academia Sporting

21 de Junho de 2002. Neste dia foi inaugurada a Academia Sporting, um complexo desportivo com 250.000 metros quadrados, o primeiro com esta envergadura e qualidade feito em Portugal e um dos mais modernos e melhor equipados da Europa, construído no meio duma mata de sobreiros (em Alcochete) em ambiente ideal para a prática desportiva. Dispõe de 5 campos de futebol com relva natural de dimensões 110×70 metros, 1 campo de relva sintética com 90×70 metros e um recinto coberto equipado com piso sintético de 60×40 metros. O campo principal tem o apoio de bancadas com capacidade para 1.000 espectadores, parcialmente cobertas e balneários para visitante, visitado e equipas de arbitragem. O Centro de Futebol do Sporting dispõe de 1 centro médico, 2 amplos ginásios dotados com a mais moderna aparelhagem, tanques de hidromassagem, banho turco e balneários. As vastas dimensões do espaço onde foi construída a Academia Sporting permitem a utilização de, aproximadamente, 120.000 metros quadrados de matas como espaços de lazer e zonas de corrida.Um tanque de hidroterapia, também utilizado como piscina de lazer, e um campo polidesportivo ao ar livre completam o leque das infra-estruturas desportivas disponíveis. A Academia Sporting possui ainda um edifício central com 11.000 metros quadrados de área coberta, com 91 quartos totalmente equipados e com varanda, 18 dos quais duplos e disponíveis para alugar. No edifício funcionam ainda 2 refeitórios, salas de estar equipadas com jogos, cozinha e rouparia. O edifício central da Academia Sporting está dotado também de um moderno auditório com 70 lugares e capacidades multimédia. O complexo desportivo do futebol do Sporting dispõe de sala de conferência de imprensa e...

6-0 ao Belenenses para a Taça de Portugal – uma reviravolta fantástica!

20 de Junho de 1954. No Estádio Nacional, Belenenses (como equipa da casa) e Sporting discutiram a passagem à final da Taça de Portugal.  Na 1ª mão, realizada no Alvalade, o Belenenses surpreendera aproveitando as 4 oportunidades de golo que teve para marcar. Ao contrário, num role de variadíssimas chances, o Sporting só marcou duas, saindo assim surpreendentemente derrotado por 4-2. Provavelmente não estaria nas cogitações de ninguém o que se passou no jogo da 2ª mão. Sob o comando de Jozef Szabo (com Tavares da Silva como secretário técnico), a equipa verde e branca: Carlos Gomes; Caldeira e Galaz; Janos Hrotko, António Lourenço e Juca; Galileu, Vasques, Martins, Travassos e Fernando Mendonça. Os leões patentearam uma superioridade esmagadora. Aos 8 minutos já tinham recuperado o atraso da 1ª mão (com golos de Travassos e Martins) e daí até ao fim foi um “ver se te avias” com golos para todos os gostos, fixando-se o resultado em 6-0 (marcaram Fernando Mendonça aos 24 e 53 minutos, Travassos aos 44 e Vasques aos 46) num jogo em que os azuis enveredaram por uma estranha e pouco usual violência, Segundo o jornal “Mundo Desportivo”: “Travassos (foto de arquivo), Juca e Fernando Mendonça foram os melhores homens duma grande equipa, na qual cada jogador arrecadou 2.515$ pela vitória”. Após esta surpreendente eliminatória frente ao Belenenses, o guardião Carlos Gomes referiu: “Foram 2 jogos daqueles que ficarão por muito tempo na memória de quem os viu e jogou. O muito pouco do quinhão que me coube ofereço-o a todos aqueles que 3 dias antes tão bem me souberam acarinhar (na derrota por 2-4)....

3-0 ao Benfica para a Taça de Portugal

19 de Junho de 1960. Neste dia o Sporting recebeu o Benfica em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. Os benfiquistas eram campeões (derrotaram o Sporting por 4-3 no jogo decisivo, num jogo que ficou célebre por uma exibição infeliz do guardião leonino Octávio de Sá), pelo que para o Sporting era uma questão de honra eliminar o grande rival. Orientados por Alfredo González, os leões alinharam com: Octávio de Sá; Lino, Morato e Hilário; Mendes e David Julius; Hugo, Faustino, Vadinho, Diego e Seminário. Numa eliminatória a duas mãos, os sportinguistas entraram dispostos a conseguir uma boa vantagem. Se assim o pensaram, melhor o executaram. Apesar de tudo não houve golos no 1º tempo, mas Hugo abriu as hostilidades aos 55 minutos. 8 minutos mais tarde o benfiquista Cruz foi expulso, e em superioridade numérica mais se acentuou o domínio verde e branco. Aos 73 Diego aumentou para 2-0 e Seminário (na foto) fechou a contagem a 8 minutos do final. O resultado de 3-0 permitiu ao Sporting uma viagem mais ou menos tranquila à Luz, onde se verificou um empate sem golos, permitindo aos leões a presença na grande festa do Jamor, frente ao...

Futebolista leonino marcou o golo da 1ª vitória da Seleção Nacional

18 de Junho de 1925. No 5º jogo da sua História, a Seleção de Portugal obteve a sua 1ª vitória. O jogo disputou-se no Estádio do Lumiar, sob grande entusiasmo. O adversário foi a Itália que saiu vergada ao peso duma derrota por 1-0. A jogada decisiva resultou dum pontapé de canto apontado pelo olhanense Domingos das Neves. A bola foi bem cortada ao 2º poste, Combri falhou a interceção e João Francisco (que alinhou a avançado-centro, posição pouco habitual no Sporting) surgiu oportunamente a emendar para a baliza, fazendo um dos golos mais importantes da História da nossa seleção. Ao que se disse na época este não foi um grande jogo pois não teve muitos momentos de emoção dentro do campo (ao contrário do que se passou cá fora), e só mesmo os leões Jorge Vieira (incansável na defesa) e João Francisco estiveram em...
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