Cristiano Parreiro

Cristiano Galvão Parreiro nasceu a 20 de Agosto de 1979 em Neuss – Alemanha. Veio muito cedo para Portugal, onde começou a jogar no Forte da Casa, passando depois por Sporting (2003/04 e 2004/05), Belenenses (uma temporada por empréstimo) e novamente Sporting (desde 2006/07). Tem garantido a extraordinária qualidade da defesa das balizas leoninas no Futsal a par de João Benedito, com quem alterna com grande frequência, não se podendo considerar nenhum deles como titular ou suplente. Apesar da sua enorme categoria e significativa quota-parte na maravilhosa História leonina no Futsal, mantém sempre uma postura “low-profile”, anti-vedeta. Até ao defeso de 2015 já esteve 11 épocas de verde e branco, tendo conquistado 5 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal e 5 Supertaças! Tem a peculiaridade de marcar golos com alguma frequência. Em 2010 ganhou o Prémio Stromp na categoria “Atleta”. Gosta de cinema e o seu filme preferido é “Braveheart”. Para além da sua modalidade, segue também com atenção o futebol. Nos automóveis aprecia especialmente o Mercedes CLK e para beber nada melhor do que...

Ivkovic – Uma figura marcante na baliza do Sporting

Tomislav Ivkovic nasceu a 11 de Agosto de 1960 em Zagreb – Croácia (antiga Jugoslávia). Começou por jogar no clube da sua cidade, o Dinamo, pelo qual foi campeão e ganhou uma Taça da Jugoslávia. Alinhou depois no Dinamo Vinkovci, Estrela Vermelha (onde também foi campeão e ganhou a Taça), Swarowski Tirol (pelo qual defrontou o Sporting em 1987/88), Wienner e Genk. Chegou ao Sporting no defeso de 1989 (anunciado por Sousa Cintra – recém-eleito presidente, como um dos melhores do mundo no seu posto) e estreou-se oficialmente (com Manuel José) a 20 de Agosto num Sporting-Vitória de Guimarães (3-2) para a 1ª jornada do Campeonato Nacional. A fama com que vinha e o bom desempenho que entretanto teve, fizeram-no ganhar rapidamente a baliza sportinguista, a ponto de ter realizado 33 dos 37 jogos oficiais dessa 1ª temporada de verde e branco. Logo em início de época ficou célebre a história da aposta com Maradona aquando da marcação do argentino dum dos pontapés da marca de grande penalidade no desempate frente ao Nápoles para a Taça UEFA. Ivkovic defendeu mas o Sporting ficou pelo caminho… Curiosamente, perto de 1 ano depois, no Mundial de 1990, Ivkovic voltou a defender um penalty de Maradona! Na temporada seguinte, agora com Marinho Peres, Ivkovic voltou a ser um dos protagonistas da equipa, que começou o Campeonato com 11 triunfos consecutivos e chegou à meia-final da Taça UEFA. No entanto, mais uma vez, não houve títulos… Nessa época o guardião croata fez 48 dos 51 jogos da equipa. No ano que se seguiu (1991/92) foi totalista e em 1992/93 (agora com Bobby Robson)...

Carlos Ferreira

Carlos Manuel da Silva Panta Ferreira nasceu a 2 de Agosto de 1966 em Moçambique. Logo começou a revelar grande tendência pela prática desportiva e ingressou na Ginástica. Ainda muito jovem foi para o Minho, e depois de chegar a jogar Futebol como federado, apareceu o Andebol na sua vida, tendo começado no Fermentões, com 12 anos. Mais tarde passou pelo Francisco d`Holanda, ingressando depois no ABC onde viveu tempos de glória conquistando Campeonatos (4), Taças (4), Supertaças (3) e chegando inclusivamente à final da Liga dos Campeões Europeus. Finalmente, e dizemos finalmente porque sempre assumiu o Sporting como clube do seu coração, chegou ao Alvalade em 1994 para alinhar de “leão ao peito”. De verde e branco jogou 7 épocas, nas quais conseguiu conquistar 1 Campeonato Nacional (15 anos depois da última vitória), 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça. Dele disse um dia Manuel Brito: “Foi um atleta duma postura exemplar, que defendeu o Sporting com grande dignidade, bom colega, e com um perfil de liderança deveras invejável, sustentado por uma conduta como homem que servia de exemplo para todos os colegas”. Já Ricardo Andorinho, outra das grandes figuras da História do Andebol leonino referiu: “A minha opinião sobre o Carlos está longe de ser isenta pois partilhámos muito mais do que Andebol ao longo das nossas vidas. Creio que é unânime, à volta da comunidade andebolística, dizer que o Carlos é um líder. A competitividade individual e a sua capacidade de transmissão da mesma fez crescer não só grandes atletas mas seguramente melhores pessoas”. A sua derradeira partida pelos leões aconteceu a 24 de Junho de 2001...

Vital – Elasticidade e reflexos

Jorge Maria Vital nasceu a 13 de Julho de 1961 em Tomar. Depois de se iniciar no Matrena, começou como senior no União de Tomar, passando mais tarde por Rio Maior, Lusitano de Évora e Portimonense – onde se destacou fortemente. Chegou ao Sporting no Verão de 1986, e a 31 de Agosto estreou-se oficialmente (com o técnico Manuel José – que já o orientara em Portimão) num Rio Ave-Sporting (2-2) para a 2ª jornada do Campeonato Nacional. Perante a fortíssima concorrência de Damas jogou pouco (apenas 8 presenças). Na temporada seguinte foi Keith Burkinshaw o técnico mais tempo em funções. O inglês apostou inicialmente no jovem Rui Correia e havia ainda Damas… Na prática acabou por existir grande rotatividade na baliza leonina, mas Vital alinhou somente 10 vezes. Ainda assim fez a 6 de Dezembro de 1987 aquela que foi talvez a mais brilhante exibição da sua vida numa vitória na Luz por 3-0 para a Supertaça. Nesse encontro Vital esteve esplendoroso, defendendo tudo o que tinha e “não tinha” defesa, tornando possível um triunfo magnífico para uma equipa verde e branca que não vivia uma boa fase. Na 2ª mão os leões triunfaram por 1-0 e conquistaram o troféu, do qual Vital terá sido o principal obreiro. Para 1988/89, após uma verdadeira revolução empreendida pelo novo presidente Jorge Gonçalves, Vital “sobreviveu” no plantel apesar da chegada do consagrado uruguaio Rodolfo Rodríguez e da manutenção de Damas. Mais uma vez a titularidade foi repartida, e Vital fez 17 jogos. Rodríguez não “vingou”, Damas terminou a carreira, e Vital permaneceu para 1989/90, agora com a concorrência de Ivkovic (um...

Azevedo

João Mendonça Azevedo nasceu a 10 de Julho de 1915 no Barreiro, e mais de 70 anos após ter abandonado o futebol é considerado por muitos o melhor guarda-redes português de todos os tempos. Tinha fama de ter mau feitio. Entrava em campo arrastando os pés numa aparente insolência mas, de boné na cabeça, a sua coragem e dom natural para a função de guarda-redes despertava enormes paixões. Antes dos grandes jogos fumava um cigarro para descontrair. Era capaz de fazer defesas impossíveis e de se sacrificar pela equipa em situações de grande debilidade física (aconteceu-lhe ficar em campo com uma duzia de pontos na cabeça, com um pé partido ou com a clavícula fraturada). Também lhe acontecia dar grandes “frangos”, e foi por ele que se criou a frase chavão de “os grandes frangos são dados pelos grandes guarda-redes”. Chegou ao Sporting, proveniente do Luso do Barreiro, no Verão de 1935. Estreou-se oficialmente (com o técnico Wilhelm Possak) a 16 de Fevereiro de 1936 num Boavista-Sporting (2-2) para o Campeonato da Liga. Nessa 1ª temporada ainda alternou com Dyson, mas a partir da época seguinte tomou conta do lugar na baliza leonina. Só na última temporada em Alvalade não foi o habitual titular (despontava “um tal” de Carlos Gomes). A 30 de Setembro de 1951 alinhou pela última vez, oficialmente, de verde e branco, numa receção à Académica (4-0) para o Campeonato Nacional. É o futebolista da História do Sporting que mais títulos venceu – 22 (9 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 9 Campeonatos Regionais de Lisboa) em 17 épocas ao mais alto nível – de...

De Wilde – Um dos melhores belgas de sempre, na baliza do Sporting

Filip Alfons Annie de Wilde nasceu a 5 de Julho de 1964 em Zelle – Bélgica. Com apenas 9 anos começou a jogar Futebol no clube da sua terra, o Eendracht Zele. Em 1980 passou a alinhar num clube de maior projeção, o Beveren, mas foi no Anderlecht, a partir de 1987 que atingiu um grande estatuto no seu país. Chegou ao Sporting no Verão de 1996 (proveniente do Anderlecht), constituindo uma aposta do treinador leonino, o seu compatriota Robert Waseige, que afirmou que os leões ficavam assim servidos com um super guarda-redes – que na altura era também o titular da Seleção da Bélgica. Estreou-se oficialmente a 23 de Agosto, na Maia, frente ao Sporting de Espinho (triunfo por 3-1) na 1ª jornada do Campeonato Nacional. Nessa 1ª temporada em Alvalade relegou Costinha e Tiago para um plano completamente secundário, alinhando em 38 dos 43 jogos da equipa. A temporada seguinte foi tumultuosa para os leões, que conheceram 4 treinadores! Os maus resultados sucederam-se e, tendo começado a época como titular, De Wilde alinhou pela última vez a 4 de Fevereiro de 1998 numa derrota em Braga para a Taça de Portugal por 3-1. A partir daí o treinador Carlos Manuel apostou em Tiago, pelo que De Wilde acabou por regressar, em Março, ao Anderlecht, com vista a jogar e marcar presença no Mundial que se aproximava. Fez um total de 67 jogos oficiais pelos leões, sofrendo 49 golos. Estes números fazem dele o 6º guardião mais difícil de bater (ou seja, com média mais baixa de golos sofridos) da História do Futebol leonino.  Foi um guarda-redes que...

Dores

João do Nascimento Dores nasceu a 9 de Junho de 1920. Estreou-se oficialmente (com o técnico Jozef Szabo) a 8 de Outubro de 1939 (com apenas 19 anos) num Sporting-Carcavelinhos (9-1) para o Campeonato Regional de Lisboa. Nessa temporada fez 10 jogos, assumindo-se como a grande alternativa ao mítico Azevedo. Na gloriosa época que se seguiu (o Sporting ganhou tudo) jogou apenas duas vezes (uma delas no jogo de festa da última jornada, no Barreiro). Em 1941/42 Dores teve a sua época mais efetiva alinhando em 14 partidas. Nas temporadas que se seguiram foi jogando de vez em quando, tendo passado mesmo 2 anos (45/46 e 46/47) sem qualquer jogo oficial – é que, para além da sua inegável categoria, Azevedo era alguém sempre disponível, mesmo em condições difíceis, e merecia enorme confiança dos treinadores.  A 3 de Abril de 1949 Dores jogou pela última vez oficialmente de “leão ao peito” numa receção ao FC Porto (1-2) para o Campeonato. Em 10 temporadas, totalizou 50 jogos oficiais pelo Sporting e sofreu 80 golos. Fez parte das equipas que ganharam 4 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal e 4 Regionais de Lisboa. Ninguém duvidava da sua categoria, mas o grande nível de Azevedo fez de Dores uma espécie de “eterno suplente” de luxo a quem nunca se ouviu palavras polémicas ou causadores de mau ambiente devido à sua condição. Depois de deixar o Futebol a nível oficial jogou largos anos (quase até aos 80!) nos veteranos do Sporting. Morreu em Novembro de...

Carlos Silva

Nasceu a 15 de Maio de 1951 em Lisboa. Praticou Ginástica no Sporting dos 3 aos 11 anos. Tentou iniciar-se no Andebol no “clube do seu coração” com 16 anos, mas disseram-lhe que o escalão era destinado apenas a filhos de dirigentes(!) pelo que rumou ao Encarnação. No ano seguinte já o Sporting o tentava recuperar, mas o pai não deixou pelo fato de o terem mal tratado no ano anterior. 1 ano depois, finalmente, o apelo sportinguista foi mais forte e chegou (em boa hora) a Alvalade. Esteve presente em 3 dos 5 históricos títulos nacionais consecutivos que os leões conquistaram entre 1969 e 1973. Depois de vencer 3 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal de “leão ao peito” passou 1 ano pelo Benfica – e segue-se o motivo pelo qual rumou ao rival: Naquela altura era comum os clubes arranjarem bons empregos aos atletas. No entanto Carlos Silva via os colegas serem colocados em bancos e escritórios de empresas e para ele… nada. Ficou magoado e então decidiu permanecer a trabalhar no Instituto Nacional de Estatística e continuar a jogar Andebol num clube mais modesto como o Encarnação ou Campo de Ourique. No entanto esse era ano de Mundial, em Lisboa, e a Federação não queria que o guarda-redes da Seleção jogasse na 2ª divisão pelo que o pressionou a aceitar o convite do Benfica… Esteve depois 1 ano no Belenenses para regressar ao Sporting em 1978/79 (rejeitando para isso uma proposta do Atlético de Madrid). A partir daí ganhou mais 5 Campeonatos Nacionais e 4 Taças de Portugal em Alvalade, tendo terminado a sua carreira com 40 anos no...

Recorde no clube – Os 10 guarda-redes com melhor média de golos sofridos

O croata Ivkovic, que alinhou no Sporting em 4 temporadas  – de 1989 a 1993 é o guarda-redes da História do clube com a média mais baixa de golos sofridos, 0,727. Em 154 presenças cedeu apenas 112 golos. Para esta classificação são considerados apenas os guarda-redes que realizaram um mínimo de 30 jogos e a atualização está efetuada até ao final da temporada 2022/23. Vejamos agora quem são os 10 mais: CLA FUT J G MÉDIA 1º Ivkovic 154 -112 0,727 2º Costinha 104 -76 0,731 3º De Wilde 67 -49 0,731 4º Meszaros 80 -60 0,750 5º Ricardo 158 -131 0,829 6º Damas 444 -376 0,847 7º Adán 128 -109 0,852 8º Botelho 81 -69 0,852 9º Vaz 50 -43 0,860 10º Vital 39 -34...

Carvalho

Joaquim da Silva Carvalho nasceu a 18 de Abril de 1937. Começou por jogar num clube da terra onde nasceu – Luso do Barreiro, e as suas exibições na baliza levaram-no a treinar no Benfica. Não agradou, e pouco tempo mais tarde, em 1958, uma magnífica exibição na festa de aniversário do Luso (na qual o Sporting foi clube convidado) haveria de mudar a sua vida, pois levou a que os responsáveis leoninos o contratassem. Chegou ao Sporting no Verão de 1958, estreando-se oficialmente (com Enrique Fernández) logo na 1ª jornada do Campeonato Nacional, a 14 de Setembro, com uma vitória frente ao Barreirense por 1-0. Não conseguiu, no entanto, manter a titularidade – que foi quase sempre para Octávio de Sá. Só a partir de 1961/62 passou a ser a principal escolha para o seu posto alcançando também nessa época feliz o seu 1º título nacional. 2 anos mais tarde foi, a par de Fernando Mendes, o único totalista da grande epopeia leonina na Taça das Taças (arrecadando por isso 73 contos) que culminaria com a vitória na competição. Jogou no Sporting até 1970/71, época em que nunca ocupou a baliza da equipa pois Vítor Damas foi totalista em todas as competições. A sua última presença oficial aconteceu a 19 de Abril de 1970 num Leixões-Sporting (2-5) para a última jornada do Campeonato Nacional. Esteve um total de 13 épocas no Sporting (utilizado oficialmente em 12) somando 244 jogos e 253 golos sofridos. Ganhou 5 títulos oficiais pelo clube (uma Taça das Taças, 3 Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal). Sempre foi um guarda-redes corajoso, autoritário e...
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.